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:: Quarta-feira, Maio 20, 2009 ::


Armando da Costa Macedo ou Armandinho nasceu em Salvador no dia 22 de maio de 1953.
É filho de Osmar Macedo, do Trio Elétrico de Dodô e Osmar. Formou o Trio Elétrico Mirim em 1962. Em 1967, formou a banda de rock Hell's Angels, no qual tocava guitarra.
Na década de 1970, Armandinho (guitarras, vocal) formou o conjunto A Cor do Som, ao lado de Dadi (baixo e vocal), Mú Carvalho (teclados e vocal), Ary Dias (percussão e vocal) e Gustavo Schroeter (bateria). A banda se notabilizou pela alta qualidade instrumental, mesclando sonoridades de rock, jazz e música brasileira. Apresentaram-se no Festival de Jazz de Montreux e alcançaram grande sucesso popular com canções como "Beleza pura" (Caetano Veloso), "Abri a porta" (Gilberto Gil - Dominguinhos), "Zanzibar" (Armandinho - Fausto Nilo), etc.
Ao longo das décadas seguintes, Armandinho tem dado continuidade a seu trabalho instrumental (guitarra, violão, bandolim, etc.), gravando e se apresentando ao lado de músicos como Raphael Rabello, Paulo Moura, Época de Ouro, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Caetano Veloso, Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar, entre outros.

Fonte: WIKIPEDIA

Armandinho - por Fred Góes
"Foi aos nove anos que Armandinho deu os primeiros indícios do que viria a ser o que é hoje. Impressionado com a facilidade com que o menino aprendia a tocar bandolim, o pai, Osmar Macedo, um dos criadores do Trio Elétrico, resolveu passar para o seu Filho seu vasto e eclético repertório. O aprendizado foi prazeiroso. Inteligente, Osmar transmitiu ao menino, tudo o que sabia de forma lúdica, desafiando-o a apresentar uma nova música por semana. Armandinho não sofreu os traumas das aulas de música enfadonhas, das escalas infinitas e repetitivas, em compensação, muitas vezes, deixou os irmãos em situação difícil, já que exercitava-se ao bandolim, horas a foi, trancado no banheiro.
Aos dez anos, já liderava o "Trio Elétrico Mirim" criado por Osmar, para que o público tomasse conhecimento do extraordinário talento do menino. E o pequeno tocava frevos, números clássicos e, sobretudo, o melhor da música instrumental brasileira: Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Garoto, Zequinha de Abreu, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e tudo o mais que se possa imaginar. A consagração nacional veio aos quinze anos quando venceu a eliminatória de "A Grande Chance", programa televisivo, apresentado por Flávio Cavalcanti, cuja finalíssima teve lugar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Como qualquer adolescente de sua geração, Armandinho mergulhou de cabeça no rock: Beatles, Hendrix, Rolling Stones & Companhia. No entanto jamais deixou de lado suas origens, o legado que recebera do pai. Ao contrário, incorporou a linguagem, o acento, a manha, as distorções roqueiras tanto ao bandolim tradicional, quanto à guitarra baiana, instrumento que fez escola, tornando-se a referência dos novos guitarristas do trio elétrico e, por que não dizer, da internacional música baiana.
A essas alturas, já liderava o famoso "Trio Elétrico Armandinho Dodô Osmar." Convidado por Moraes Moreira, acompanha-o pelas turnês brasileiras e forma com Dadi, Mu, Gustavo e Ary Dias o grupo que, em seguida, viria a ser um grande sucesso no hit parade - " A Cor do Som". Grupo que abriu as portas para as centenas de novas bandas que surgiram no cenário musical brasileiro.
A "Cor do Som" fez inúmeras viagens pelo exterior: Europa, América, Japão. A carreira solo deslanchou em 1987, com o estrondoso sucesso do show "Armandinho em Concerto". Daí para frente, o que mais se pode dizer além da palavra sucesso? Vieram os encontros com Fernando Moura, cuja primeiro show tive o prazer de dirigir em Toulouse, França; com Raphael Rabello, no Jazzmania, no Rio de Janeiro, também sob minha direção; concertos com orquestras sinfônicas do Estado da Bahia e do Paraná. Excursionou por inúmeras cidades brasileiras ao lado de Artur Moreira Lima, Dino Sete Cordas, Marcos Pereira e o Época de Ouro. Gravou o disco "Momento Solo", em que apresenta várias de suas composições. Armandinho, além de instrumentista, é um compositor gravado pelos mais representativos artistas da música popular brasileira. Armandinho é o nome que se diz no diminutivo, um artista cujo talento e o virtuosismo são superlativos."

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:: Terça-feira, Março 31, 2009 ::

Jerome John Garcia ou Jerry Garcia nasceu em 1º de agosto de 1942 em San Francisco, California, EUA.
Guitarrista e vocalista da banda de rock psicodélico Grateful Dead. Sua carreira, contudo, foi muito mais abrangente, envolvendo vários outros projetos. Garcia começou tocando banjo e piano, passou para a guitarra e eventualmente se tornou mestre em instrumentos de corda, apesar de ter seu dedo médio amputado quando garoto.

Fonte: Wikipédia
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:: Sábado, Fevereiro 07, 2009 ::

Albert Lee nasceu em 21 de dezembro de 1943 em Leominster, Inglaterra.
:: FERNANDO VAREJAO 7.2.09 [+] ::
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:: Quarta-feira, Dezembro 17, 2008 ::

Sabicas ou Agustín Castellón Campos nasceu em 1912 em Pamplona, Espanha. Considerado o rei do flamenco. Influenciou grandes violonistas como Paco de Lucia e Tomatito. Sabicas foi pioneiro em levar o Flamenco para audiências fora da Espanha. Começou a tocar violão aos 4 anos e teve como maior influência Montoya. Seu estilo único de tocar foi moldado através de extensa colaboração com cantores espanhóis. Em 1936, devido a guerra civil, deixou a Espanha junto com a bailarina Carmen Amaya e foi morar na América do Sul. Os dois fizeram diversas excursões o que ajudou a tornar o flamenco mundialmente conhecido. Retornou a Espanha apenas em 1967. Sabicas foi um gênio, não só por sua técnica, mas pelas grandes contribuições ao dar novas ferramentas e expandir as possibilidades no uso violão solo.

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:: Sábado, Novembro 01, 2008 ::

Kazumi Watanabe nasceu em 14 de outubro de 1953 em Tóquio, Japão. Guitarrista de fusion com larga experiência. Começou a tocar ainda criança e teve seu primeiro álbum lançado 1973 aos 18 anos de idade. A crítica japonesa o consideoru um prodígio promissor. Em 1979 formou o super grupo KYLYN com músicos inovadores, entre eles Ryuichi Sakamoto, Akiko Yano e Shuichi Murakami. Na década de 80 tocou com notáveis músicos como Tony Levin, Sly & Robbie, Wayne Shorter, Patrick Moraz, Marcus Miller, Richard Bona e Peter Erskine. Em 1987 gravou e dividiu palco com uma das melhores "cozinhas" (baixo e bateria) do fusion formada por Jeff Berlin e Bill Bruford. Ao lado destes gênios lançou o disco Spice of Life e o vídeo homônimo, que foi relançado em DVD em 2004. Nos anos 90 Kazumi explorou novos caminhos musicais com uma linguagem clássica e acústica. Atualmente dicide a carreira de músico com a de professor na Senzoku Gakuen College, onde leciona desde 1996.

Site oficial


:: FERNANDO VAREJAO 1.11.08 [+] ::
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:: Quarta-feira, Setembro 24, 2008 ::

Daryl Mark Stuermer ou Daryl Stuermer nasceu em 27 de novembro de 1952 em Milwaukee, Wisconsin, EUA. Guitarrista dotado de muita técnica e muito versátil. Seu estilo tende para o fusion, mas tem muita experiêcia no mundo do rock'n roll.
Começou a tocar aos 11 anos e teve como principais influêcias Elvis Presley, The Ventures e Beatles. Na adolescência estudou solos de renomados jazzistas como Wes Mongomery e Joe Pass. No final dos anos 60 foi influenciado por Jimi Hendrix, Larry Coryell e John McLaughlin. Em 1975 George Duke, durante uma tour com Frank Zappa, assistiu a uma apresentação da banda de Stuermer em Milwaukee. Depois de um ano Darryl foi indicado, por Duke, para integrar a banda de Jean-Luc Ponty. Com o genial violinista ganhou fama internacional e gravou discos memoráveis: Civilized Evil - 1981, Enigmatic Ocean - 1977, Imaginary - 1976 e Aurora - 1975. Em dezembro de 1977 encontrou-se com Mike Rutherford (integrante do Genesis) para uma seleção de guitarristas/baixistas para participar da tour (com o Genesis) do disco "And Then There Were Three". Foi selecionado, iniciando, assim, uma relaçao de mais de 20 anos com uma das maiores bandas de rock da história. Participou também dos trabalhos solos de Phil Collins e de outros artistas. Lançou vários discos solos e atualmente possui uma carreira consolidada e de sucesso.

Site oficial


:: FERNANDO VAREJAO 24.9.08 [+] ::
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:: Sábado, Agosto 02, 2008 ::

Carlos Althier de Souza Lemos Escobar ou Guinga, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 10 de junho de 1950.
Aprendeu violão intuitivamente aos 13 anos de idade. Mais tarde faria cursos de música, inclusive 5 anos de violão clássico com o professor Jodacil Damasceno. Começou a compor aos 16 anos, classificando a sua primeira canção aos 17 anos no Festival Internacional da Canção.

Trabalhou profissionalmente, acompanhando artistas como Clara Nunes, Beth Carvalho, Alaíde Costa, Cartola, João Nogueira, entre outros. Formou-se em Odontologia em 1975. Sempre compondo, teve várias de suas músicas gravadas por nomes importantes: Elis Regina, Michel Legrand, Sérgio Mendes, Leila Pinheiro, Chico Buarque, Clara Nunes, Ivan Lins e outros. Suas composições são parcerias feitas com Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Chico Buarque, Nei Lopes, Sérgio Natureza, Nelson Mota, Simone Guimarães, Francisco Bosco, Mauro Aguiar e Luis Felipe Gama. Gravou 6 cds pela gravadora Velas:

- Simples e Absurdo - 1991
- Delírio Carioca - 1993
- Cheio de Dedos - 1996
- Suíte Leopoldina - 1999
- Cine Baronesa - 2001
- Noturno Copacabana - 2003

Todos foram sucessos de crítica. Alcançou com seu "Cheio de Dedos" as seguintes premiações: Prêmio Sharp 1996 - Melhor Disco Instrumental, Prêmio Sharp 1996 - Melhor Música Instrumental (Dá o pé o Loro) e Prêmio Sharp 1996 - Melhor Produção (Paulo Albuquerque). Teve sua obra gravada por Leila Pinheiro no CD "Catavento Girassol" (pela gravadora EMI - ODEON). As 14 faixas do CD são todas de autoria de Guinga em parceria com Aldir Blanc. A música "Chá de panela" trouxe para Guinga o Prêmio Sharp 1996 de melhor música popular brasileira. Apresentou-se vitoriosamente no exterior: Festival Brasiliana-Madrid 1993, Café Central-Madrid 1996 (durante 15 dias), Festival Internacional de Guitarra - Cordoba (Espanha) - 1996, Festival Braziliana-Jazz (Copenhagen-Dinamarca) - 1997.

Recentemente esteve apresentando-se em Perugia, na Itália, onde também gravou um CD com o clarinetista Gabriele Mirabassi, em homenagem à obra de Guinga, que se chamará Graffiando Vento. O CD "Suíte Leopoldina", lançado no ano de 1999, foi sucesso absoluto de crítica, entre jornais, revistas e rádios de todo o país. Foi apontado por unanimidade pelos críticos do Jornal O GLOBO o melhor CD de música popular brasileira de 1999. Seu lançamento nos EUA se realizou no dia 15 de Maio de 2000.

Em 2002 Guinga teve sua biografia completa escrita pelo jornalista Mario Marques, no livro "Guinga, os mais belos acordes do subúrbio", publicado pela Editora Gryphus. Em 2003, foi lançado na Bienal do Livro o songbook "A música de Guinga", também editado pela Gryphus. Ainda em 2003, lançou seu sexto CD, Noturno Copacabana, que está sendo aclamado pela crítica especializada.

Texto extraído de seu site oficial http://www.guinga.com

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:: Sábado, Junho 28, 2008 ::

Craig Chaquico nasceu em 26 de setembro de 1954 em Sacramento, California, EUA.

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:: Terça-feira, Maio 20, 2008 ::

Ricardo Rodrigues Parente Silveira ou Ricardo Silveira nasceu no Rio de Janeiro em 25/10/1956 .

Ricardo Silveira é musico profissional desde 1976. Já trabalhou com praticamente todo mundo da MPB, em gravações ou ao vivo. Tem dividido seu tempo entre o Brasil e os EUA, onde lançou 6 discos e fez algumas turnês mostrando seu trabalho, além de participações como convidado em shows, gravações e turnês pelo Japão e Europa.

Toca guitarra desde os 15 anos, tendo sofrido diversas influências ou inspirações. Como ouvinte, sempre gostou de transitar pelos diversos idiomas musicais. Como músico, teve e tem a oportunidade de vivenciar várias situações diferentes.

Começou a se interessar pelo jazz aos 17 ou 18 anos. Com 19 tocou no grupo de Marcio Montarroyos e aos 21, fez parte da banda do flautista Herbie Mann, com quem tocaria por dois anos antes de regressar ao Brasil. Essa foi sua primeira viagem aos EUA, que começou com uma passagem pela Berklee (breve, pois o convite de Herbie para outra escola, a da estrada, era irrecusável).

Ao voltar ao Brasil em 79, participou da turnê de Elis Regina substituindo Helio Delmiro, com quem tocaria em 80 no grupo de Milton Nascimento.

Começou então a trabalhar em gravações e paralelamente lançou Bom de Tocar em 84, a convite de Roberto Menescal, na então Polygram. Nessa época, fez as vinhetas da rádio Globo FM, que ficaram no ar 10 anos.

Lançou seu segundo disco no Brasil em 87, e o mesmo foi lançado nos EUA com o nome Long Distance. Esse seria o primeiro pelo selo Verve Forecast, de uma série de quatro: Long Distance, Sky Light, Amazon Secrets, Small World. Todos estiveram entre os 5 mais executados nas rádios de jazz, sendo que Sky Light e Amazon Secrets chegaram ao primeiro lugar.

Story Teller, disco lançado em 95 pela gravadora Kokopelli, fundada por Herbie Mann, também esteve entre os 5; e músicas desses discos continuam a ser ouvidas nas rádios americanas.

Mais recentemente, gravou Noite Clara, em 2003, lançado no Brasil pela gravadora MP,B e nos EUA pela Adventure Music; e em 2004, em parceria com Luiz Avellar, Tocam Milton Nascimento ao Vivo, pela Universal no Brasil e Adventure Music nos EUA.

Discografia:
• Bom de tocar (1984)
• Ricardo Silveira ou Long Distance (EUA) (1987)
• Sky light (1989)
• Amazon secrets (1990)
• Small world (1992)
• Storyteller (1995)
• Noite clara (2001)
• Ricardo Silveira e Luiz Avellar ao Vivo (Tocam Milton Nascimento) (2004)
• Outro Rio (2007)

Texto extraído do site oficial: http://www.ricardosilveira.com/index.html

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:: Terça-feira, Abril 15, 2008 ::

Grant Green nasceu em 6 de junho de 1935 na cidade de St. Louis, Missouri, EUA.

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:: Terça-feira, Março 04, 2008 ::

Lenny Breau ou Leonard Harold nasceu em 5 de agosto de 1941 em Auburn, Maine, USA

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:: Sábado, Janeiro 26, 2008 ::

Chuck Loeb nasceu em 12 de julho de 1955 em Nyack, New York, EUA.

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:: Segunda-feira, Dezembro 17, 2007 ::

Leslie Weinstein ou Leslie West nasceu em 22 de outubro de 1945 na cidade de Nova Iorque, EUA.

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:: Sexta-feira, Novembro 16, 2007 ::

Andrew James Somers ou Andy Summers nasceu em 31 de dezembro de 1942 em Poulton-Fylde, Lancashire, Inglaterra.

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:: Quinta-feira, Setembro 13, 2007 ::

Joe Bonamassa nasceu em 8 de maio de 1977 em Utica, New York, USA.

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:: Quarta-feira, Julho 25, 2007 ::

Egberto Gismoti nasceu na cidade de Carmo RJ em 5 de dezembro de 1947.

Nasceu em uma família de músicos em Carmo, pequena cidade do interior do estado do Rio, filho de pai libanês e mãe italiana. Desde cedo freqüentou o Conservatório, estudando piano. Se interessou pela pesquisa da música popular e folclórica brasileira, chegando a passar uma temporada vivendo com os índios no Xingu. Em 1968 participou do Festival da TV Globo com a música "O Sonho", defendida por Os Três Moraes. No V Festival Internacional da Canção, em 1970, concorreu com "Mercador de Serpentes". No final da década de 60 foi para a Europa, onde teve aulas de piano com a renomada professora Nadia Boulanger. Fez shows na Europa e lançou, no Brasil, em 1969 o primeiro LP, "Egberto Gismonti". No início dos anos 70 alternou entre o Brasil e a Europa, gravando discos lá e cá. Do disco "Egberto Gismonti", de 1973, destacaram-se algumas faixas, em parceria com Geraldo Carneiro: "Tango", "Encontro no Bar" e "Luzes da Ribalta". Por influência do choro, passou a se interessar pelos diferentes tipos de violão e instrumentos de corda, e começou a aprender o instrumento, passando depois para o violão de 8 cordas, por volta de 1973. Por essa época começou também a estudar diferentes instrumentos, principalmente flautas e kalimbas. Foi um dos primeiros músicos brasileiros a dominar sintetizadores. Depois concentrou sua carreira no exterior, gravando discos premiados com o percussionista brasileiro também radicado fora do Brasil Naná Vasconcelos ("Dança das Cabeças", de 1976), e com outros instrumentistas, como Charlie Haden e Jan Garbarek. Gravou 15 discos entre 1977 e 1993 para o selo norueguês ECM, dez dos quais lançados no Brasil pela BMG em 1995. Através de seu selo Carmo, recomprou seu repertório inicial, e é um dos raros compositores brasileiros donos de seu próprio acervo. Recentemente sua obra passou a ser gravada maciçamente por outros instrumentistas. Algumas peças do disco "Alma", de 1987, tornaram-se hits, como "Palhaço" e "Loro".

Texto extraído do site cliquemsic.uol.com.br

:: FERNANDO VAREJAO 25.7.07 [+] ::
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:: Segunda-feira, Junho 25, 2007 ::

Francisco Peña Perez ou Paco Peña nasceu na cidade de Córdoba, Espanha em 1º de junho de 1942.

:: FERNANDO VAREJAO 25.6.07 [+] ::
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:: Quarta-feira, Maio 09, 2007 ::

Earl Klugh nasceu em 16 de setembro de 1954 em Detroit, MI, EUA.

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:: Sábado, Março 31, 2007 ::

Lester William Poifus ou Les Paul nasceu em 9 de junho de 1915 na cidade de Waukesha, WI nos EUA.
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:: Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007 ::

Joseph Louis Diorio ou Joe Diorio nasceu em 6 de agosto de 1936 em Waterbury, Connecticut, EUA.

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:: Terça-feira, Dezembro 26, 2006 ::

Thomas Richard Bolin ou Tommy Bolin nasceu em 1º de agosto de 1951 em Sioux City, Iowa, EUA.

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:: Terça-feira, Novembro 14, 2006 ::

Emily Remler nasceu em 18 de setembro de 1957 na cidade de New York.
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:: Sábado, Outubro 07, 2006 ::

Narciso Yepes nasceu na cidade de Marchena na Espanha em 14 de novembro de 1927.

:: FERNANDO VAREJAO 7.10.06 [+] ::
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:: Sexta-feira, Agosto 25, 2006 ::

Bill Connors nasceu em 24 de setembro de 1949 em Los Angeles, CA, USA.

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:: Quarta-feira, Julho 26, 2006 ::

Coco Montoya nasceu em 1951 em Santa Monica, California, EUA.

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:: Sábado, Junho 10, 2006 ::

Zachary Jeffery Philip Wylde ou Zakk Wylde nasceu em 4 de janeiro de 1967 em Bayonne, NJ - EUA

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:: Segunda-feira, Maio 01, 2006 ::

Antonio Carlos Barbosa Lima nasceu em São Paulo capital no dia 17 de dezembro de 1944.

Violonista brasileiro radicado nos Estados Unidos, vem sendo sendo aclamado pela crítica especializada por suas interpretações, que vão de obras eruditas de Bach, Handel e Scarlatti, a contemporâneas da área popular de autores como Antonio Carlos Jobim e Bobby Scott.

Em 1981, conheceu Antonio Carlos Jobim, em Nova York (EUA), e trabalhou com o compositor durante alguns meses, produzindo arranjos de músicas que vieram a ser incluídas no seu CD "Plays the Music of Antonio Carlos Jobim & George Gershwin".

Em 1989 realizou, no Wigmore Hall, o concerto "Música das Américas", celebrando o centenário da República do Brasil. No repertório, o choro "Sons de carrilhões" (João Pernambuco) e "Manhã de carnaval", (Luiz Bonfá e Antônio Maria), entre outras músicas.

Sua habilidade ao violão provocou de Tom Jobim o seguinte comentário: "Nas mãos de Carlos Barbosa-Lima, o violão se transforma em uma orquestra".

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira


:: FERNANDO VAREJAO 1.5.06 [+] ::
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:: Quarta-feira, Março 08, 2006 ::

Hiram Bullock nasceu em Osaka, Japão
:: FERNANDO VAREJAO 8.3.06 [+] ::
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:: Quarta-feira, Dezembro 28, 2005 ::

Ronald Laurence Albert Simpson ou Ronny Jordan nasceu em 29 de novembro de 1962 em Londres, Inglaterra.

:: FERNANDO VAREJAO 28.12.05 [+] ::
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:: Quarta-feira, Novembro 30, 2005 ::

Laurindo José de Araújo Almeida Nóbrega Neto ou Laurindo Almeida nasceu na cidade de Miracatu em São Paulo, Brasil. Faleceu em 26 de julho de 1995 na California, EUA.
Um dos violonistas brasileiros mais conhecidos nos Estados Unidos e praticamente desconhecido no Brasil, Laurindo de Almeida teve importância ao introduzir o violão brasileiro, com todas as suas caraterísticas únicas, no mundo do jazz norte-americano. Nascido em Miracatu, interior de São Paulo, começou a tocar violão em serestas e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1935, quando passou a trabalhar no Cassino da Urca e na Rádio Mayrink Veiga. Atuou também como compositor, criando choros e valsas, alguns em parceria com o violonista Garoto. Com a lei que proibiu o jogo no Brasil, numa época em que Laurindo era considerado um dos melhores violonistas do país, foi para os Estados Unidos em 1947, onde tocou em orquestras, filmes, shows e consolidou uma respeitável carreira solo. Gravou o primeiro de uma série de discos em 1949 e participou da trilha de sonora de cerca de 800 filmes. Participou do Modern Jazz Quartet nos anos 60 e do LA4 na década seguinte. Consolidou-se como arranjador, orquestrador e compositor, além de instrumentista. Ganhou 6 prêmios Grammy, além de uma série de outros prêmios da indústria fonográfica e cinematográfica.
Laurindo contribuiu talvez como nenhum outro artista para a difusão sistemática da bossa nova nos EUA. Comenta-se mesmo que suas gravações de meados dos anos 50 com o saxofonista Bud Shank antecipam em vários anos, do ponto de vista musical, o aparecimento da bossa nova nos duos de Stan Getz com Charlie Byrd, João Gilberto e o próprio Laurindo, em 1962 e 1963 (duos que os norte-americanos pensam ser o marco inicial da bossa nova), e até mesmo o nascimento ¿oficial¿ do estilo, pelas mãos e voz de João em 1958.
Em 1964, gravou um disco com o Modern Jazz Quartet, com o qual também faria turnês. Nos anos 70, formou o L.A.4 com Bud Shank ao sax, Ray Brown ao contrabaixo e, sucedendo-se na bateria, Chuck Flores, Shelly Manne e Jeff Hamilton. O grupo, que tocava uma mistura de west coast jazz com baladas e música brasileira, teve considerável sucesso.
Praticamente esquecido no Brasil, com mais de 40 discos gravados no exterior e participação em mais outros tantos, Laurindo de Almeida permaneceu em atividade até o fim da vida, finalizando seu último CD, "Naked Sea", com Danny Welton, duas semanas antes de sua morte.

Link: Site Tributo

:: FERNANDO VAREJAO 30.11.05 [+] ::
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:: Quarta-feira, Outubro 26, 2005 ::

Greg Howe nasceu em 1964 e foi criado na Pennsylvania - EUA
:: FERNANDO VAREJAO 26.10.05 [+] ::
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:: Quarta-feira, Setembro 21, 2005 ::

Damu Mustafa Abdul Musawwir ou James "Blood" Ulmer nasceu em 2 de fevereiro de 1942 na cidade de St. Matthews, South Caroline, USA.
:: FERNANDO VAREJAO 21.9.05 [+] ::
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:: Quarta-feira, Agosto 24, 2005 ::

Heraldo Do Monte nasceu em 1º de maio de 1935 na cidade de Recife, Pernambuco. Um dos pais da nossa música instrumental, tem a carreira marcada pela formação do lendário Quarteto Novo, com Hermeto Pascoal, Airto Moreira e Téo de Barros. Na era de ouro dos festivais ¿ anos 60 e 70 - , o grupo mudou os rumos da nossa improvisação, tornando-a tão moderna quanto brasileira. Multiinstrumentista, toca guitarra, violão, baixo, banjo, bandolim e cavaquinho e, é claro, viola nordestina. Participou de centenas de discos de outros artistas como instrumentista e arranjador, e ganhou praticamente todos os prêmios importantes de música do Brasil, como o Sharp em 1994 e em 1995.
Iniciou-se na música tocando clarineta na banda da escola em Recife, onde nasceu. Mais tarde foi estudar violão, guitarra, viola caipira e cavaquinho. Sua vida profissional começou em boates e casas noturnas, nas quais acompanhava cantores. Aos 21 anos foi para São Paulo, e tocou ao lado de Walter Wanderley, Dick Farney e Dolores Duran, além de integrar a Orquestra da TV Tupi.
Seu primeiro LP, "Heraldo e seu Conjunto", foi lançado em 1960, logo seguido por "Dançando com o Sucesso vol. 1 e 2". Em 1966 o artista entrou para o Trio Novo, que em seguida se tornaria o Quarteto Novo, com a adição de Hermeto Pascoal. Depois que o grupo se desfez, acompanhou nomes como Michel Legrand e o Zimbo Trio, e tocou em festivais em Montreux, Montreal e Cuba.
Participou da Orquestra da TV Tupi em 1969. Acompanhou Michel Legrand (Teatro Municipal de São Paulo), Hermeto Pascoal (Banana Progressiva), Zimbo Trio e outros artistas em shows promovidos pela Prefeitura de São Paulo.
Lançou, em 1970, o LP "O violão de Heraldo do Monte". Em 1980, gravou o LP "Heraldo do Monte". Em 1982, lançou, com Elomar, Arthur Moreira Lima e Paulo Moura, o LP "ConSertão". Ainda na década de 1980, gravou os LPs "Cordas vivas" (1983) e "Cordas mágicas" (1986). Em 1988, participou do Festival de Jazz de Montreal (Canadá). Recebeu por duas vezes consecutivas o Prêmio Sharp na categoria de Melhor Arranjador, pelos discos gravados por Dominguinhos em 1994 e 1995. Apresentou-se em shows, acompanhado do percussionista João Paraíba e do guitarrista Luís do Monte. Dividiu com o Duofel um CD de uma série que reuniu grandes instrumentistas brasileiros. Ao longo de sua carreira, atuou com vários artistas como Hermeto Pascoal, Dominguinhos, Edu Lobo, Zimbo Trio, Geraldo Vandré, Johny Alf e Michael Legrand, entre outros. Lançou, em 2000, o CD "Viola nordestina" e, em 2003, com Teca Calazans, o CD "Teca Calazans & Heraldo do Monte".

Links: Kuarup Discos - Dicionário Cravo Albim da MPB


:: FERNANDO VAREJAO 24.8.05 [+] ::
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:: Quarta-feira, Julho 20, 2005 ::

Anthony Joseph Perry ou Joe Perry nasceu em 10 de setembro de 1950 na cidade de Lawrence, MA, EUA.

:: FERNANDO VAREJAO 20.7.05 [+] ::
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:: Quarta-feira, Junho 08, 2005 ::

George Harrison nasceu em Liverpool, Inglaterra, em 25 de fevereiro de 1943. Ele ganhou atenção mundial inicialmente com os Beatles, e não é à toa que suas contribuições para muitas das melhores músicas da banda não sejam imediatamente aparentes a ouvintes casuais. Como guitarrista, Harrison era um músico de consumado bom gosto e sutileza, e via seu papel como o de executar a música da forma mais possivelmente generosa e orgânica. Entre os renomados guitarristas de rock dos anos 60, ele era de longe o menos dado a exibição pirotécnica. Estava também entre os mais criativos e originais.

Harrison era o integrante mais jovem dos Beatles e, parcialmente devido a isso, no princípio ocorreu naturalmente a ele definir seu papel no cenário musical. Este papel de apoio combinou com sua personalidade de algumas maneiras. A idéia de Harrison como o ¿Quiet Beatle¿ (Beatle quieto) tem algo de clichê ¿ ele estava tão preparado quanto os outros integrantes com um certo sarcasmo nas remotas e agora lendárias reuniões da banda com a imprensa. Mas ele era menos inclinado que os outros a atrair atenção para ele próprio. Anos mais tarde Harrison daria o nome Dark Horse (cavalo negro) a um de seus álbuns e ao selo musical que fundou. Era uma imagem com a qual se identificava. Um cavalo negro, ele disse, é ¿aquele que de repente passa à frente dos outros e acelera para realmente ganhar a corrida¿ Este sou eu, diria¿. Como Paul Simon comentaria pouco depois da morte do músico, ¿Ele não era particularmente quieto. Apenas não sentia necessidade de ser ouvido.¿

Mas não importa o quanto Harrison recuava dos holofotes de celebridade, seu talento estava evidente a qualquer pessoa que entendia como músicas realmente funcionavam, aqueles que sabiam o que as pessoas de fato ouviam quando tudo o que conseguiam dizer era o quanto tinham gostado da música. Se as canções dos Beatles ainda soam novas hoje, Harrison é uma grande razão do porquê. ¿Não posso dizer muito sobre o jeito que George tocava¿, diz John Fogerty. ¿Para muitas pessoas, seria suficiente apenas dizer que ele era o principal guitarrista de uma ótima banda, e guitarra certamente era a voz do rock & roll durante aquele tempo. Mas ele era tão versátil enquanto guitarrista, quase como um camaleão. ¿Quando os Beatles queriam ir para qualquer direção, sua guitarra nunca estava de fora deste lugar¿, ele continua. ¿Ao fazerem rockabilly como ¿Honey Don¿t¿ ou ¿Act Naturally¿, ele estava lá. E quando fizeram algo mais funky como ¿You Can¿t Do That¿, que é um dos meus trechos prediletos de guitarra, ele podia fazer seu queixo cair. Ele te motivava a querer aprender uma música apenas para que pudesse tocar o trecho de guitarra. Havia uma maravilhosa surpresa de guitarra em todas as canções.¿

Mas tais contribuições, desnecessário dizer, foram apenas o início do impacto de Harrison tanto no mundo musical quanto no mundo além maior. O uso da sitar em canções como ¿Norwegian Wood,¿ ¿Love You To¿ e ¿Within You, Without You¿ e sua criativa amizade com o mestre deste instrumento, Ravi Shankar, ajudaram a revolucionar a música popular nos anos 60. Além disso, seu interesse em espiritualidade oriental teve efeitos que continuam a ser sentidos hoje no ocidente. E, ao passo que sua confiança crescia, Harrison passou a ter um papel significantemente maior enquanto compositor e cantor nos Beatles. ¿Tax Man¿, ¿If I Needed Someone¿, ¿While My Guitar Gently Weeps¿, ¿Something¿ e ¿Here Comes the Sun¿ são apenas algumas das jóias que ele levou para o extraordinário catálogo de músicas da banda.

Quando os Beatles começaram a se separar no final dos anos 60, Harrison parecia crescer cada vez mais determinado a criar sua própria música, de sua própria maneira. Enquanto o produtor Phil Spector trabalhava para montar o álbum Let It Be a partir das centenas de horas de gravação que os Beatles haviam essencialmente abandonado, Harrison disse a ele que tinha uma reserva de ¿próximo de cem¿ músicas para o álbum solo no qual queria sua ajuda. O resultado foi All Things Must Pass (1970), que ainda hoje está entre o melhor trabalho que qualquer um dos Beatles produziu como artista solo. No decorrer de três LPs vinil e músicas como ¿My Sweet Lord¿, ¿Beware of Darkness¿, ¿Isn¿t It a Pity¿ e a faixa-título, Harrison emergiu completamente dos limites do grupo para revelar seu talento como compositor, produtor e músico.

No ano seguinte, Harrison exerceria sua força na indústria musical ao se apresentar no ¿The Concert for Bangla Desh,¿ um ato de caridade para oferecer alívio humanitário para uma nação que havia sido devastada por um desastre natural. Inspirado pelo apelo de Ravi Shankar para ajudar de alguma forma, Harrison participou do primeiro show de grande escala relacionado a uma causa deste tipo, um evento que providenciou o paradigma para qualquer esforço similar que veio nas três décadas seguintes. Bob Dylan, Eric Clapton e Ringo Starr estavam entre os muitos artistas que dividiram o palco com Harrison para os dois shows na cidade de Nova York em 1º de agosto de 1971.

Depois disso, Harrison retomou o que, pelo menos olhando de fora, parecia a convencional carreira de gravação de um artista solo high-profile. Na década seguinte, ele lançou um álbum todo ano ou de dois em dois e obteve hits Top 20 com ¿Give Me Love (Give Me Peace on Earth)¿, ¿Dark Horse¿, ¿You¿, ¿Crackerbox Palace¿, ¿Blow Away¿ e ¿All Those Years Ago¿, que escreveu em memória a Lennon depois de seu assassinato em 1980. Ainda assim, enquanto os anos se passavam, Harrison tornava-se cada vez mais alienado do cenário musical. Quando estava prestes a iniciar uma turnê pelos EUA em 1974, disse a um entrevistador: ¿Ou eu termino a turnê em êxtase ou voltarei a minha caverna para outros cinco anos¿.

Ele fez a última turnê em 1991 no Japão e, apesar das apresentações planejadas não se realizarem, Harrison não abrigou-se em uma caverna. Em 1978 ele cofundou a HandMade Films a fim de financiar "A Vida de Brian", do Monty Python, depois que a sátira religiosa do filme afugentou seus patrocinadores originais. Apesar de HandMade ter terminado pior que começou, por um tempo a empresa sacudiu o cenário cinematográfico britânico, fixando um padrão de inteligência e qualidade. Sua duração de 16 anos gerou trabalhos excelentes como "Time Bandits", "Mona Lisa", "The Lonely Passion of Judith Hearne" e "Withnail and I".

No final dos anos 80, no entanto, Harrison estava de volta fazendo música de forma grandiosa. Seu disco de 1987, Cloud Nine, co-produzido por Jeff Lynne, levou o artista de volta ao topo das paradas, um crescimento que ele viu com considerável prazer. Sua noção de divertimento se reacendeu e ele e Lynne então formaram os Traveling Wilburys com Bob Dylan, Tom Petty e Roy Orbison.

Depois que os Wilburys percorreram seu caminho, porém, Harrison escondeu-se do olhar do público mais uma vez. Infelizmente, esta sina do tempo lhe negaria a oportunidade de emergir quando quisesse. Ele passou a primeira metade dos anos 90 compondo e fazendo jardinagem, e como sempre satisfazendo sua paixão por corridas de Fórmula Um, tocando o ukulele e aproveitando as horas que podia dividir com a esposa Olivia e o filho Dhani. A casa da família oferecia exatamente o tipo de ambiente que ele precisava para tocar com imaginação e restauradora beleza. O interesse pelos Beatles surgiu também nos anos 90 e, ambivalente como sempre foi sobre as experiências com a banda, Harrison participou inteiramente em todos os aspectos do imensamente bem-sucedido projeto Anthology.

Mas pouco tempo depois que Harrison começou os trabalho que eventualmente tornariam-se o Brainwashed, veio a doença. Ele foi diagnosticado com câncer em 1997. E como se isso já não fosse difícil o suficiente, Harrison quase foi assassinado em 1999 quando um intruso invadiu sua casa e o esfaqueou repetidamente. Nestes difíceis tempos, Harrison sempre teve sua família, seus amigos e sua música. Com a ajuda de Dhani, ele nunca parou de trabalhar em suas novas canções. E havia também a amparadora força de sua convicção de que este mundo não é o fim da jornada espiritual de ninguém. Falando de John Lennon depois de sua morte, Harrison certa vez disse: ¿Nós conseguimos ver através de nossos corpos físicos, você sabe?¿Quero dizer que no fundo este é o objetivo: perceber o lado espiritual. Se você não consegue sentir o espírito de um amigo que esteve tão próximo, então que chances você tem de sentir o espírito de Cristo ou Buda ou de outra pessoa que te interesse? ¿Se sua memória funcionar bem, vamos nos encontrar de novo.¿ Acredito nisto.¿

Esta crença denuncia a vida e música de Harrison, incluindo o novo álbum que acaba de chegar. Ele gostaria que todos sentissem por ele exatamente o que ele sentia pelo velho amigo ¿ que, eventualmente, nos encontraremos novamente. Neste mundo, no entanto, o espírito de Harrison reside nas músicas que deixou para trás, e qualquer pessoa que queira estar com ele pode sempre encontrá-lo nelas.

Colaboração e texto: Matheus Koslosky

Para ler: Página Oficial - Bio e discografia no All Music - Site tributo - Letras - Entrevista na BBC

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Ted Nugent nasceu em Detroit, EUA em 13 de Dezembro de 1948.
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John Petrucci nasceu em 12 de julho de 1967 em Long Island, New York, EUA.
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Bireli Lagrene nasceu 4 de setembro de 1966 na cidade de Saverene na França.
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Tony MacAlpine nasceu em 29 de agosto de 1960.

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Neal Schon nasceu em 27 de fevereiro de 1954 em San Mateo, California, EUA.

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Robert Fripp nasceu em 16 de maio de 1946 em Dorset na Inglaterra.
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Saul Hudson ou Slash nasceu em 23 de julho de 1965 em Stoke-on-Trent, Inglaterra.

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Nile Rodgers nasceu em 19 se setembro de 1952 na cidade de New York.

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Alvin Lee nasceu em 19 de dezembro de 1944 em Nottingham, Inglaterra.

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Jeff Golub nasceu em 15 de abril de 1955 na cidade de Akron, OH, EUA.

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Djalma de Andrade ou Bola Sete nasceu em 16 de julho de 1923, no Rio de Janeiro, Brasil.
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Charles L. Byrd ou Charlie Byrd nasceu em 16 de setembro de 1925 em Chuckatuck, Virginia, EUA.
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Peter Dennis Blandford Townshend ou Pete Townshend nasceu em 19 de maio de 1945 em Londres, Inglaterra.
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Angus Young nasceu em Glasgow na Escócia em 31 de março de 1955.

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Christopher William Parkening nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Los Angeles, California EUA.

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Robert Steven Belew ou Adrian Belew nasceu em 23 de dezembro de 1949 em Covington, Kentucky EUA.
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Gary Moore nasceu em Belfast, Irlanda do Norte em 4 de abril de 1952.
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Terje Rypdal nasceu em 23 de agosto de 1947 em Oslo, Noruega.
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Kevin Tyrone Eubanks ou Kevin Eubanks nasceu em Philadelphia, PA, EUA em 15 de novembro de 1957.
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Gary Hoey
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Rik Emmett nasceu em Toronto Canda em 1953.
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Michael Hedges nasceu em 31 de dezembro de 1953 em Sacramento, California EUA.
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Randall William Rhoads ou Randy Rhoads nasceu em 6 de dezembro de 1956, em Santa Monica, California EUA.
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Albert Nelson ou Albert King nasceu em 25 de abril de 1923 em Indianola, Mississippi EUA
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Jon Gordon Langseth ou Jonny Lang nasceu em 29 de janeiro de 1981 em Fargo, Dakota do Norte EUA. Prodígio e talentoso guitarrista/cantor de blues. Um dos virtuoses da nova geração. Apesar da pouca idade Lang tem estilo próprio e toca com muita segurança. Executa solos concisos, com excelente timbragem e frases desconcertantes. Além disso, canta muito bem. Seu estilo inclui, além do blues, R&B, funk e muito rock.
Este jovem guitarrista começou sua carreira profissional aos 12 anos de idade ao integrar a The Bad Medicine Blues Band. Meses depois formou sua própria banda, chamada de Kid Jonny Lang & the Big Bang. Mudou-se para a cidade de Minneapolis e gravou o primeiro disco Smokin, isto em 1995 quando tinha apenas 14 anos. O sucesso do disco levou Lang a conseguir um contrato com uma gravadora maior, a A&M Records em 1996. No início de 1997 lançou o disco Lie To Me, aos 16 anos de idade. O disco obteve um grande sucesso não tanto musicalmente, pois Lang não estava ainda maduro, mas porque se tratava de um adolescente. Mesmo assim o álbum foi o nº 1 na revista Billboard e Lang ganhou o prêmio de Best New Guitarist pela Guitar Player Magazine. Participou, também do filme Blues Brothers 2000 tocando ao lado de Wilson Pickett e Eddie Floyd. Lang impressionou o rei B.B. King que o convidou para participar de alguns shows. Na época Lang declarou "We toured together for a month and he invited me up on stage to jam. We had a blast. I¿d look over at him and realize that I was sitting next to a God". Na mesma época B.B. King fez o seguinte comentário, que foi publicado no Los Angeles Times: "Jonny Lang's 16, so he's got youth and talent with it. When I was young, I didn't play like I do today. So these kids are starting at the height that I've reached. Think what they might do over time".
Em 1998 gravou o disco Wander This World e desta vez obteve a consagração completa. O disco é musicalmente excelente, com ótimos solos de guitarra, boas músicas e interpretações vocais maduras.
Lang participou de vários discos como convidado, entre eles John Mayall & Friends e Been A Long Time do Double Trouble (grupo de Stevei Ray Vaughan).
Em outubro de 2003 lançou seu mais novo trabalho Long Time Coming, consolidando de vez a carreira deste jovem prodígio, que é seguramente um dos maiores fenômenos da guitarra no blues.

Para ler: Site Oficial - Site na A&M Records - Página no All Music - Página tributo - Página do novo disco

Para tocar: Tablaturas

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:: Segunda-feira, Janeiro 19, 2004 ::

Mitchel Herbert Ellis ou Herb Ellis nasceu em 4 de agosto de 1921 em Farmersville, Texas EUA. Um dos grandes guitarristas de jazz. Com estilo suave, muita técnica, grande noção harmônica e mais de 50 anos de carreira, Ellis tornou-se uma das lendas da guitarra no jazz. Consagrou-se ao integrar o grupo de Oscar Petterson.
Estudou no North Texas State. Em 1944 tocou na Casa Loma Orchetra e no período de 1945 a 1947 participou da banda de Jimmy Dorsey. Em seguida integrou o trio entitulado Soft Winds. De 1953 a 1958 tocou no Oscar Peterson Trio, onde obteve sua consagração com excelente trabalho. Depois tocou na Jazz at the Philharmonic e acompanhou as cantoras Ella Fitzgerald e Julie London. Tornou-se também um dos mais requisitados guitarristas de estúdio da West Coast. No iníco da década de 60 trabalhou na banda de Donn Trenner. Nas décadas seguintes participou de vários projetos e atuou em trios de guitarristas ao lado de Joe Bass, Barney Kessell e Chalie Byrd. Seu primeiro trabalho solo. Ellis Wonderland, foi lançado em 1956. Até os dias de hoje lançou mais de 35 discos. Destaque para Nothing But the Blues (1957), Herb Ellis Meets Jimmy Giuffre (1959), Together! (1963), Two for the Road e Soft Shoe (1974) e Roll Call (1991). Seu trabalho mais recente é In a Mellow Tone lançado em 2002 pela Recall Records.

Para ler: Página no All Music - Página na Downbeat


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:: Domingo, Janeiro 18, 2004 ::

Brian Harold May ou Brian May nasceu em 19 de julho de 1947 em Twickenham, Londres Inglaterra. Guitarrista e fundador do legendário grupo de rock Queen. Brian May é um dos pouquíssimos guitarristas que é imediatamente reconhecido, devido ao seu timbre e fraseados de muita personalidade. Seus solos são bem construídos e sues riffs marcaram clássicos do rock como We Will Rock You e We Are The Champions. Um de suas marcas é a sua guitarra que foi projetada e feita por ele e seu pai. May é um dos mais representativos guitarristas do rock britânico.
Seu interesse pela música começou ainda criança. Inicialmente aprendeu piano e ukulele, uma espécie de cavaquinho hawaiano. Em seu aniversário de sete anos ganhou sua primeira guitarra. Logo depois May e seu pai começaram a contruir uma guitarra que se tornou uma de suas marcas de sua carreira. Este instrumento único foi finalizado 2 anos depois e nomeado Red Special.
Suas principais inflências musicais foram Hank Marvin (do The Shadows), Scotty Moore (guitarrista de Elvis Presley) e Buddy Holly. Formou sua primeira banda, chamada 1984, quando era secundarista. O som da banda era rock instrumental. No ano de 1967, no Olympia Theatre em Londres, abriram shows de Jimi Hendrix, Traffic, Pink Floyd e do T. Rex. Em 1968 após iniciar seus estudos em física no Imperial College, May deixou o 1984. Na faculdade conheceu o baterista Roger Taylor e, juntamente com o ex-baixista/vocalista do 1984 Tim Staffell, formou a banda Smile. Após graduar-se (com honors degree em física e matemática) pode se dedicar integralmente ao Smile, que logo assinou um contrato com a Mercury Records. Apesar de uma grande promessa o Smile lançou apenas um single e gravou algumas faixas. Tim Staffell deixou a banda e indicou um amigo para ser o vocalista, seu nome era Freddie Mercury. Mudaram o nome da banda para Queen e deram uma nova direção para a musicalidade do grupo: rock pesado e baladas. Após testar vários baixistas contrataram John Deacon. Assim formou-se uma das maiores bandas de rock da História, o Queen.
Em 1973 lançaram o primeiro disco pela gravadora EMI/Elektra. Começava aí uma longa e muito bem sucedida carreira do Queen. Brian May teve uma forte influência na sonoridade da banda. May compôs vários dos grandes sucessos do Queen como "We Will Rock You", "Fat Bottomed Girls", "Now I'm Here" e "Tie Your Mother Down" entre outras.
Em 1983 May lançou seu primeiro trabalho solo, um EP com 3 faixas chamado Star Fleet Project. Neste disco May conta com participação do baterista Alan Gratzer (REO Speedwagon), do baixista Phil Chen (Rod Stwart band) e do gênio da guitarra Eddie Van Halen. O disco mostra May e Eddie em grande forma, pricipalmente no blues, chamado Blues Breaker, dedicado a Eric Clapton, que à época desdenhou da homenagem. Nesta época a guitarra de May, a Red Special, foi lançada comercialmente pela conceituada fábrica Guild. Neste período também gravou um vídeo aula chamado Star Licks.
Em 1991, com o falecimeto da Freddie Mercury, o Queen se defez e May partiu para a carreira solo. No mesmo ano tocou no projeto Guitar Legends ao lado de Steve Vai e Joe Satriani.
Seu primeiro LP solo foi precedido do single "Driven by You" que fez um grande sucesso como música de fundo de um comercial para TV de um carro da Ford. A música foi premiada como melhor tema de comercial para TV. Em 1993 é lançado seu primeiro trabalho solo, BackTo The Light. Neste disco participam feras como o baterista Cozy Powell e o baixista Neil Murray. Em 1994 lançou o disco Live at the Brixton Academy, que contém material solo e músicas do Queen. Em 1998 gravou seu segundo disco, Another World.
Em 2002 May protagonizou um dos melhores momentos do rock em todos os tempos: no telhado do Palácio de Buckingham, solando God Save the Queen, deu início ao show de comemoração do Jubile de Ouro da rainha Elizabeth, evento que foi visto por milhares de pessoas em todo o mundo.

Para ler: Site Oficial - Página no All Music - Site tributo - Site tributo 2 - Site oficial do Queen - Red Special site tributo - Entrevistas

Para tocar: Tablaturas - Tablaturas 2

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:: Sábado, Janeiro 17, 2004 ::

Kenny Wayne Shepherd nasceu em 12 de jumho de 1977 em Shreveport, LA EUA. Um das maiores revelações do blues americano nos últimos anos. Dotado de técnica extraordinária e sonoridade versátil. Em sua breve carreira alcançou grande sucesso e excelente vendagem de discos.
Começou a tocar guitarra aos 7 anos. Nesta época copiava solos de Muddy Waters que ouvia da coleção de discos de seu pai. Suas principais influências foram Stevie Ray Vaughan, Albert King, Slash, Robert Cray e Duane Allman. Aos 13 foi convidado para acompanhar Brian Lee, blues man que atuava em New Orleans. Logo, decidiu formar sua própria banda que teve como vocalista Corey Sterling. A banda tocou em clubs, bares e na rádio. Com ajuda de seu pai, que tinha bom conhecimento no meio musical, Shepherd conseguiu assinar um contrato com a Giant Records. Em 1995 lançou seu primeiro trabalho: Ledbetter Heights. O disco vendeu rapidamente 500.000 cópias, número pouco comum para discos de blues, ainda mais se tratando de um guitarrista de 18 anos. A música Deja Voodoo alcançou a primeira posição do blues chart da Billboard Magazine durante 5 meses. Em outubro de 1997 Shepherd lança seu segundo disco Trouble Is... ,que superou as expectativas. Em 1998 o álbum foi indicado para o Grammy de Best Rock Instrumental Performance. As músicas Slow Ride, Blue on Black e Somehow, Somewhere, Someway foram as mais tocadas pelas rádios. A faixa Blue on Black foi considerada o rock do ano pelas principais revistas do gênero. Nos anos seguintes Shepherd e sua banda abriram shows de alguns dos maiores nomes do rock mundial como: os Rolling Stones, B.B. King, The Eagles, Van Halen, Aerosmith, Bob Dylan e The Black Crowes with Jimmy Page. Exursionaram pela Austrália, Japão e Europa. Durante a tour européia participou de uma noite memorável no Montreaux Jazz Festival, quando fez uma jam blues session com B.B. King, Herbie Hancock, Charlie Musselwhite e Keb'mo. Shepherd participou de discos de alguns grandes artistas, entre eles Koko Taylor (Royal Blue), Willie Nelson (Milk Cow Blues), Double Trouble (Been A Long Time) e Van Zant (Van Zant II). Também gravou para as trilhas sonoras dos filmes Batman Beyond, 3000 Miles To Graceland e Michael. Em 1996 participou do álbum comemorativo Fender 50th Anniversary Guitar Legends. Seu disco mais recente foi lançado em 1999, o álbum ao vivo Live On.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Entrevista na Guitar World - Site tributo
Para tocar: Tablaturas1 - Tablaturas2


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:: Sexta-feira, Janeiro 16, 2004 ::

Uli Jon Roth nasceu em Dusseldorf, Alemanha em 18 de dezembro de 1954. Um dos grandes guitarristas de estilo hendrixiano/neo-clássico. Possui estilo e timbre próprios. É dono de frases bem colocadas e bem definidas. Apesar de ser um virtuose não tem a fama que merece. Integoru a banda alemã Scorpions em sua melhor fase, nos meados da década de 70.
Começou a tocar guitarra aos 13 anos e aos 15 já fazia apresentações. No início da década de 70 ingressou na banda Dawn Road que tinha como vocalista Klaus Meine. Em 1973 Roth e Meine entraram para o Scorpion. Roth substituiu o prodígio Michael Schenker que foi tocar no UFO. No Scorpions, Roth ganhou fama mundial. Participou dos álbuns Fly to the Rainbow (74), In Trance (75), Virgin Killer (76), Taken By Force (77) e Tokio Tapes (duplo ao vivo de 78). Sua habilidade e proximidade com o som de Hendrix lhe renderam boa reputação. Neste período o som do Scorpions foi moldado pela guitarra de Roth. Pode-se ouvir excelentes blues, grandes solos de guitarras, baladas de muito bom gosto e peças instrumentais bem arquitetadas. Seguramente, em termos musicais, foi a melhor fase do Scorpions. Destaque para as faixas In Trance, Polar Nights, Evening Wind, Longing for Fire e Night Lights.
Em 1978 problemas pessoais e de direcionamento musical com a banda levaram Roth a deixar o Scorpions. Então, partiu para a carreira solo e criou sua própria banda, o Electric Sun. O primeiro disco, Earthquake foi lançado em 1979 e tem sonoridade próxima ao do Scorpions. Bons riffs de guitarra e solos hendrixianos. Em 1981 lança seu degundo disco, Fire Wind. Neste disco Roth incorpora elementos sinfônicos e neoclássicos, expandindo musicalmente seu repertório. Em Fire Wind ele introduz a "six-octave Sky Guitar" que ele inventou. Seu terceiro disco, Beyond the Astral Skies é lançado em 1984 e segue a mesma receita do anterior. No início da década de 90 Roth dedicou-se mais à música clássica, exemplo disso é a peça Aquila Suite (91) que contém 12 estudos para piano solo. No mesmo ano participou de um tributo a Hendrix chamado "A Different Side of Jimi Hendrix". A apresentação foi mostrada na tv alemã e Roth foi acompanhado de Jack Bruce e Simon Philips (bateria). Durante a década de 90 continuou sua carreira e lançou os discos Sky of Avalon e Transcendental Sky Guitar. Em 1998 integrou o braço europeu do G3 ao lado de Joe Satriani e Michael Schenker.
Seu trabalho mais recente é Metamorphosis, que foi lançado em 2003 e apresenta a tradicional marca de Roth: hard rock com música clássica. Inclusive, neste disco, interpreta as quatro estações de Vivaldi. Em fevereiro e março de 2004 excursionou com a aclamada banda inglesa UFO.
Vale destacar que em sua criativa carreira Roth escreveu 4 sinfonias, 2 concertos e vária canções.

Para ler: Site Oficial - Página no All Music - Site tributo - Site tributo 2
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:: Quinta-feira, Janeiro 15, 2004 ::

Chester Burton Atkins ou Chet Atkins nasceu em 20 de junho de 1924 em Luttrell no Tennessee, EUA. Um dos mais importantes nomes da guitarra nos Estados Unidos. Atkins criou um estilo de tocar com arpejos em cacscata, linhas de baixo alternado e elegante trabalho de acordes. Técnicas que se tornaram referência entre os guitarristas. Também foi responsável por dar status ao country americano.
Cresceu em uma família de músicos, seu pai afinava pianos, ensinava música, era cantor e tocava rabeca. Começou a tocar guitarra ainda criança. Teve com grande influência e inspiração o cantor e guitarrista de country Merle Travis.
Atkins era conhecido como ¿Mr. Guitar¿, gravou mais de 100 álbuns, com destaque para Teensville (1960), Chet Atkins Picks the Best (1967), A Man and his Guitar (1984) e Almost Alone (1996). Também foi músico de estúdio, compositor, produtor e executivo de gravadora. Vale ressaltar que foi produtor de Elvis Presley na gravadora RCA.
Em sua carreira de mais de 6 décadas ganhou 13 Grammy (a maioria como Melhor Performance Instrumental Country) e foi escolhido em 1973 membro do Country Music Hall of Fame de Nashville, o museu da música country. Vendeu milhões de discos. Interpretou todos os estilos, do rock-and-roll ao jazz passando pelo blues e até pelo flamenco. Ajudou a definir o country, pop, rock e o folk americano. Foi o grande "popularizador" do country entre o público americano. Em sua homenagem a frabicante de guitarras Gibson criou uma série de guitarras batizada com seu nome. Em 30 de junho de 2001 faleceu devido a problemas de saúde.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Site tributo - Página na Sony Music - Site da Gibson tributo - Página tributo II

Para tocar: Tablaturas

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:: Quarta-feira, Janeiro 14, 2004 ::

Shawn Lane nsceu em 22 de março de 1963 Memphis, Tennessee EUA. Fenomenal e muito talentoso guitarrista que emergiu durante a década de 90. Apesar de não ter tido o reconhecimento devido pela crítica influenciou vários guitarristas. Sua sonoridade foi construída com grande técnica e estilo.
Aos 4 anos começou a ter lissões de canto com sua mãe e irmãs mais velhas. Tocou cello e piano. Aos 10 começou a tocar guitarra e aos 12 já tocava em clubs e bares nas redondezas de Menphis. Aos 15 foi convidado a integrar o grupo Black Oak Arkansas. Excursionou durante 4 anos, o que lhe rendeu muita notoriedade devido a sua prodigiosidade e virtuosismo. Shawn poderia ter continuado a promissora carreira, mas em 1982 resolveu parar de tocar guitarra para estudar piano, teoria musical e composição. Em 1985 voltou a tocar guitarra e sua primeira gravação aconteceu no disco U.S. Metal Vol. 4, produzido por Mike Varney. Shawn toca na faixa Stratosphere II. Em seguida formou uma banda chamada The Willys. Em 1989 participou do álbum Highwayman 2 ao lado de Johnny Cash, Willie Nelson, Kris Kristofferson e Waylon Jennings. Em 1990 conseguiu seu primeiro grande contrato, com a Warner Brothers. Depois de 2 anos de preparação lançou seu primeiro disco, Power of Ten. Com este disco recebeu o prêmio de melhor novo talento pela Guitar Player Magazine (1992). Shawn fez uma turnê para divulgar o trabalho e gravou um disco ao vivo, que só foi lançado em 2001(Powers of Ten Live!). Seu projeto seguinte foi a banda DDT com o vocalista/guitarrista Luther Dickinson, o percursionista Cody e o baixista Paul Taylor. Apesar de várias gravações elas nunca foram lançadas em disco. Em 1994 Shawn conheceu o super baixista sueco Jonas Hellborg e participou do disco Abstract Logic. Consolidaram uma relação musical que durou quase uma década, com muitas produções musicais para o selo Bardo. Ao lado de Heelborg Shawn pode se revelar musicalmente. Com o baterista Jeff Sipe fizeram vários shows na segunda metade do da década de 90, que podem ser ouvidos nos discos Temporal Analogues of Paradise (1996) e Time Is the Enemy (1997). Em 1999 Shawn começou a preparar seu segundo disco solo Tri-Tone Fascination. No mesmo ano, com o companheiro Hellborg, começou a incorporar sonoridades orientais, que pode ser comprovada no disco Zenhouse (1999). Em 2001 começou a ter problemas de saúde e interronpeu sua parceria com Hellborg. Depois de recuperado retornou a ativa como guitarrista de uma banda chamada The Time Bandits, que tocava em bares de Memphis. Em 2002 fez uma rápida turnê com Hellborg e Sipe. Em 2003 Hellborg e Lane lançaram o disco Icon, que tinha fortes influências da música Indiana. Em fevereiro de 2003 estava marcada uma turnê pelo sul da índia quando Shawn voltou a ter problemas de saúde. Em 26 de setembro Shawn Lane faleceu.

Para ler: Site oficial - Entrevista - Página no All Music - Site tributo

Para assistir: The Great Indian Rock Festival 2003 - Tripura House 2003 - Fall Church 2002

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:: Terça-feira, Janeiro 13, 2004 ::

Martin Taylor nasceu em 20 de outubro de 1956 em Harlow, Essex Inglaterra.Ultravirtuso guitarrista de jazz. Considerado o "sucessor" de Joe Pass. Tem estilo soft e sofisticado de tocar. É extremamente respeitado pela crítica e comparado a Pat Metheny e Geroge Benson.
Filho do baixista Buck Taylor, ganhou seu primeiro instrumento (uma pequena guitarra acústica) aos 4 anos de idade. Aprendeu muito ouvindo os discos de jazz de seu pai. Teve como influências Django Reinhardt e principalmente, o pianista Art Tatum. Começou a ganhar notoriedade mundial ao ser convidado para integrar o grupo do violinista Stephane Grappelli para uma série de concertos na França em 1978. O veterano violinista ficou tão impressionado com Taylor que o convidou para ser um membro permanente de seu grupo. Com Grappelli participou de várias gravações.
Seu primeiro disco solo, Skye Boat, foi lançado em 1981. Desde então Taylor tem realizado um excelente trabalho musical, que obteve total reconhecimento da crítica especializada e do público amante do jazz. Na década de 90 lançou excelentes discos pela gravadora Linn, destacam-se Change of Heart (91), Years Apart (96) e Gypsy (2000). Em 1999 gravou um célebre álbum com o "mandolin player's" David Grisman. Ao longo de sua extraordinária trajetória musical foi recebeu vários prêmios, como instrumentista e pelo conteúdo musical de seus discos. Ganhou o The British Jazz Award como melhor guitarrista de jazz em 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1993, 1995, 1997, 1999 e 2001. Em 1999 recebeu o título de Honorary Doctorate da University of Paisley na Escócia. Em 2002 foi nomeado ¿Member of the Order of the British Empire¿. Seu trabalho mais recente é Solo lançado em 2002.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Biografia -
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:: Segunda-feira, Janeiro 12, 2004 ::

Stanley Jordan nasceu em 31 de junho de 1959 em Chicago EUA. Excelente guitarrista de jazz que tem como maior destaque sua técnica diferenciada de tocar. Jordan usa as duas mãos no braço da guitarra, assim, ele produz nitidamente duas vozes no instrumento. Consegue tocar na guitarra a harmonia, os baixos e melodia de uma música ao mesmo tempo. É capaz, inclusive, de tocar em duas guitarras ao mesmo tempo. Sua sonoridade é marcante com timbre e frases bem características.
Cresceu em ambiente musical, seus pais tocavam piano e sua mãe colecionava discos de música clássica. Começou na música ainda criança aprendendo piano aos 7 anos. Aos 11 trocou o piano pela guitarra. Teve como principais influências Freddie Hubbard, Donald Byrd, Miles Davis, Charlie Parker, John Coltrane, Herbie Hancock e George Benson. Estudou música na Princeton University e obteve a graduação em 1981. Após forma-se, tocou nas ruas de Nova Iorque, onde foi descoberto. Antes de ganhar fama mundial tocou com Betty Carter, Dizzy Gillespie e gravou dois discos raros: Touch Sensitive, independente de 1982 e Stanley Jordan lançado pela Blue Note em 1984. Em 1985 gravou Magic Touch que fez um enorme sucesso. Foi o número um nas paradas de jazz da Bilboard, recebeu duas nomeações para o Grammy, ganhou o disco de ouro e revelou o enorme talento de Jordan ao mundo. O sucesso foi tão grande que fez uma ponta no filme "Blind Date" (Encontro às Escuras, com Bruce Willis e Kim Basinger), além de aparecer ém vários programas de Tv. Do disco Magic Touch vale destacar as interpretações para "The Lady in My Life" de Michael Jackson e "Eleanor Rigby" dos Beatles. Sua carreira prosseguiu com o lançamento em 1986 do disco Standards, Vol. 1. Neste Jordan interpreta clássicos do jazz e reafirma seu talento para o jazz. Durante a década de 90 Jordan gravou vários discos e se consolidou como um dos mais geniais guitarristas de jazz, principalmente por sua diferenciada forma de tocar. Seu trabalho mais recente é Dreams of Peace lançado em junho de 2003 pela gravadora Nicolosi. Pariticpam do disco Danny Gottlieb (bateria), Randy Brecker (trumpete) e Dave Liebman (saxofone). Jordan esteve no Brasil algumas vezes.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Entrevista na Guitar Player - Entrevista em português

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:: Domingo, Janeiro 11, 2004 ::

Lars Johann Yngwie Lannerback ou Yngwie Malmsteen nasceu 30 de junho de 1963 em Stockholm, Suécia. Um dos maiores virtuoses do rock dos últimos tempos. Trouxe para o rock pesado elementos da música clássica. Sua sonoridade é limpa e sua técnica primorosa. Executa frases bem definidas e perfeitas. Influenciou grande número de roqueiros adeptos do metal pesado melódico.
Aos sete anos interessou-se pela guitarra ao ver pela televisão Jimi Hendrix qeuimando sua guitarra no histórico concerto no Monterrey Festival. Suas maiores influências foram Hendrix e Ritchie Blackmore. Aos dez anos sua irmã mostrou-lhe a música clássica: Bach, Bethoven, Vivaldi e Mozart. Foi o suficiente para o prodígio Malmsteen passar horas praticando escalas e clichês com elementos da música clássica. Ainda aos 10, interessou-se pela música do volinista/compositor Nicole Paganini. Aos 18 anos já tocava com bandas pela suécia, mas a audiência preferia uma música mais pop, o que frustou o jovem guitarrista. Esta frustração fez Malmsteen sair distribuindo fitas demo por diversas gravadoras em vários países. Em 1981 Mike Varney, presidente da gravadora Shrapnel, ouviu Malmsteen e convidou-o a ir aos Estados Unidos e ingressar na banda Steeler. Com o Steeler Malmsteen gravou apenas um disco e deixou-a por discordar do direcionamento musical. Foi então para o Alcatrazz que tinha fortes inflências do Deep Purple e Rainbow, bandas que se aproximavam do estilo clássico de Malmsteen. Com o Alcatrazz gravou o disco No Parole from Rock'n'roll (1984). Ainda insatisfeito, resolveu montar sua própria banda, Rising Force, que contava com o tecladista e velho amigo Jens Johansson. O primeiro disco, homônimo, foi lançado em 1984. O sucesso foi assombroso, pricipalmente pelo excelente e inovador trabalho de guitarra de Malmsteen. Até então apenas Blackmore e Randy Rhoadas haviam incorporado algumas coisas de música clássica em seus trabalhos de guitarra, mas Malmsteen levou isto às últimas consequências. O resultado foi um novo tipo de som, o neoclassical rock. O disco ganhou prêmios, deu grande reputação ao jovem Malmsteen e o colocou como grande revelação da guitarra nos anos 80. Os álbuns seguintes, Marching Out e Trilogy vieram a confirmar o grande guitarrista que surgira. Em 22 de junho de 1987 Malmsteen sofreu um grave acidente com seu Jaguar ao se chocar com uma árvore. Ficou uma semana em coma, ouve danos cerebrais que comprometeram o movimento de uma das mãos e para piorar a situação, sua mãe mãe faleceu com câncer. Além disso, sua situação financeira piorou drasticamente devido aos custos de seu tratamento. Mas sua perserverança e dedicação fizeram com que se recuperasse e em 1987 lançasse o disco Odyssey, que obteve um grande sucesso na mídia e ajudou a reerguer a sua carreira.
Na década de 90 Malmsteen lançou vários discos que fizeram sucesso pricipalmente no Japão. Mas, também passou por problemas particulares: separou-se da esposa, o furacão Andrews destruiu sua casa em Miami, seu manager morreu de ataque cardíaco, sua gravadora faliu, quebrou uma das mãos em um acidente, teve inflamação nos tendões das mãos e em 1993 teve problemas com a namorada e a futura sogra. Mas apesar de tudo, deu a volta por cima e continuou gravando discos e consolidando sua carreira, principalmente no Japão e Europa. Esteve no Brasil duas vezes, em 1998 e 2001. Na primeira gravou um disco ao vivo: Live in Brazil 1998. Seu disco mais recente é Attack lançado em 2002.

Para ler: Site Oficial - Página no All Music - Matéria no cafemusic.com.br - Entrevista na Guitar World - Site tributo (brasileiro)

Para tocar: Tablaturas1 - Tablaturas 2

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:: Sábado, Janeiro 10, 2004 ::

Alex Zivojinovic ou Alex Lifeson nasceu no dia 27 de agosto de 1953 em Fernie, British Columbia, Canada. Um dos pilares de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, o Rush. Lifeson tem estilo próprio, grande técnica e criou solos que viraram referência para guitarra.
Ganhou sua primeira guitarra aos 13 anos como presente de natal. Logo descobriu o rock¿n roll e teve como principais influências Eric Clapton e Jimi Hendrix. Na década de 60 fazia jams com o baterista John Rutsey. No final da década o baixista Geddy Lee entrou para o grupo. Inicialmente faziam cover do Cream, Led Zeppelin e The Who. Aos poucos ganharam fama na região e começaram a compor suas próprias músicas. Em 1973 assinaram com a Polygram e re-lançaram o primeiro disco, entitulado Rush (que já havia sido lançado de forma independente). A sonoridade do primeiro disco é notadamente Led Zeppelin. Lifeson se mostra solto e realiza grandes solos. Logo após o lançamento do primeiro disco o baterista Rutsey deixa a banda e entra Neil Peart. Com a entrada de Peart o Rush muda totalmente de estilo. Produz um som de características mais progressivas mas com um certo peso. Lifeson se posicionou de forma estupenda dentro do novo som da banda. Logo o Rush adquiriu sonoridade própria e altamente característica. A guitarra de Lifeson ajudou muito para que isto ocorresse, com solos antológicos ajudou a escrever a história da banda. Destaque para as músicas Xanadu (1977's A Farewell to Kings), La Villa Strangiato (1978's Hemispheres), Freewill (1980's Permanent Waves) e YYZ (1981's Moving Pictures). Nos meados da década de 90 criou o grupo Victor. Lançou um disco em 1996, que teve participação do excelente baixista Les Claypool da banda Primus. Com o Rush esteve no Brasil em 2003 onde a banda gravou seu mais recente trabalho Rush In Rio. Este show também foi lançado em DVD.

Para ler: Site oficial do Rush
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:: Sexta-feira, Janeiro 09, 2004 ::

John L. Abercrombie nasceu em 26 de dezembro de 1944 em Port Chester, NY EUA. Um dos mais influentes guitarristas de jazz das décadas de 70 e 80. Tem estilo sofisticado, melódico e econômico.
Começou a tocar guitarra aos 14 anos. Foi influenciado por Chuck Berry. Estudou na Berklee College of Music em Boston de 1962 a 1966. Durante este período tocou no grupo do organista Johnny Hammond, na orquestra de Count Basie e com o Brecker Brothers. Com estes participou da gravação do disco Dreams. Em 1969 mudou-se para Nova Iorque onde gravou com Gil Evans, Gato Barbieri, Barry Miles e participou das bandas de Chico Hamilton e Billy Cobham. No início da década de 70 após uma apresentação no Montreux Festival encontrou-se com Manfred Eicher (chefe da gravadora ECM). Eicher o convidou para gravar pela sua gravadora. O convite resultou em sua primeira gravação como líder de banda: Timeless. Neste primoroso álbum participaram Jan Hammer e Jack DeJohnette. A partir daí, Abercrombie lançou uma série de discos pela ECM, que ajudaram a construir a grande reputação que este selo tem. Durante sua vitoriosa carreira Abercrombie gravou com vários artistas de renome como: Dave Holland, Marc Johnson, Ralph Towner, Peter Erskine, Jan Garbarek e Collin Walcott. De sua extensa discografia destacam-se os discos Timeless (74), Gateway (75), Night (84) e John Abercrombie, Marc Johnson & Peter... [live] (88). Seu trabalho mais recente é o excelente Three Guitars, lançado em 2003 pela ECM. Neste participam Larry Coryell e a violonista brasileira Badi Assad.

Para ler: Site Oficial - Página no All Music
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:: Quinta-feira, Janeiro 08, 2004 ::

Vernon Reid nasceu em Londres no dia 22 de agosto de 1958. Muito talentoso e criativo, ficou famoso ao formar o grupo de rock pesado Living Colour. Possui estilo diferenciado com frases e timbres bem exóticos. Sua versatilidade o levou a participar de trabalhos com numerosos artistas, entre eles Miles Davis, Carlos Santana, Donald Byrd e Marcus Miller.
Apesar de londrino foi criado em Nova Iorque e foi influenciado pelo jazz e pelo funk da "big apple". Começou a tocar guitarra aos 15 anos. Em 1980 integrou a Ronald Shannon Jackson's Decoding Society, onde participou da gravação de seis discos. Durante a década de 80 trabalhou com vários artistas, entre eles Bill Frisell, John Zorn, Arto Lindsay e Public Enemy. Em 1983 formou a primeira versão do Living Colour. Em 1985 criou com o jornalista Greg Tate a organização Black Rock Coalition, que tinha como objetivo principal criar oportunidades para artistas negros. Em 1986 o Living Colour depertou o interesse de Mick Jagger, fato que foi fundamental para que o grupo ganhasse notoriedade mundial. Lançaram vários discos, ganharam discos de ouro e alguns prêmios Grammy. Vernon rapidamente ganhou fama como virtuose devido a sua técnica primorosa e uma sonoridade bem peculiar.
Seu único disco solo, Mistaken Identity, foi realizado em 1996. Trabalhou como produtor musical e compôs a trilha sonora do filme Paid In Full (direção de Charles Stone III). Também criou a trilha do documentário Ghosts of Attica. Em setembro de 2002 lançou o disco Front End Lifter, dentro do projeto The Yohimbe Brothers, uma parceria com o Dj Logic. Seus trabalhos mais recentes são: a produção musical do filme Mr. 3000, que será lançado no outono de 2004 e o disco instrumental Known Unknown com o grupo Masque (Leon Gruenbaum - keyboards, Hank Schroy - bass e Marlon Browden - drums), que será lançado em abril de 2004 pela Favored Nations Records.

Para ler: Site Oficial - Antigo site oficial - Living Colour site - Living Colour antigo site - Página no All Music - Entrevista na Guitar Player
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:: Quarta-feira, Janeiro 07, 2004 ::

Norman Jeffrey Healey ou Jeff Healey nasceu em 25 de março de 1966 em Toronto Canada. Um dos melhores guitarristas de rock e blues da nova geração. Dois pontos o diferem dos demais: seu estilo próprio de tocar e o fato de ser CEGO. É dotado de excelente técnica e fraseados poderosos. Goza de muita respeitabilidade no meio musical.
Perdeu a visão no primeiro ano de vida por causa de um câncer. Aos 3 anos começou a tocar guitarra e trompete. Aos 15 já tinha sua própria banda, chamada Blues Direction. Healey desenvolveu uma técnica própria de tocar o que lhe conferiu uma sonoridade pessoal. Na maioria das vezes toca sentado com sua guitarra apoiada nas pernas, assim ele manipula as cordas de forma bem peculiar. Seus solos são surpreendentes.
Em 1985 criou o Jeff Healey Trio com o baixista Joe Rockman e o baterista Tom Stephen. Gravaram um single pelo selo Forte de propriedade de Healey e depois assinaram com a poderosa Arista Records. O talentoso prodígio despertou o interesse de grandes nomes do blues e tocou com Albert Collins, Stevie Ray Vaughan e B.B. King. Com King dividiu o palco na exposição de Vancouver em 86.
Em 1988 realizaram o primeiro álbum, denominado emblematicamente See The Light. O disco alcançou um enorme sucesso e deu a Healey excelente reputação, ainda mais pelo fato de ser deficiente visual. See The Light recebeu o disco de platina. No mesmo ano participou das filmagens do filme Roadhouse, estrelado por Patrick Swayze. No filme Healey toca em um conturbado bar. As imagens e as músicas são excelentes e mostram a forma peculiar que Healey toca. Em 1989 foi capa da Guitar Player, fato que trouxe a banda fama mundial. Em 1990 realizou seu segundo disco Hell To Pay. Outra vez conseguiu grande sucesso e boas vendas. Começou a ganhar prêmios e indicações para o Grammy. Pela revista Guitar Player foi eleito o Best New Talent e Best Blues Guitarist. Depois vieram os bem sucedidos álbuns Feel This (92) e Cover to Cover (95). Seu trabalho mais recente é Get Me Some (2000).
Jeff Healey é um virtuose da guitarra e um dos grandes nomes do blues. Mesmo se não fosse cego teria o mesmo status, pois o que vale é o som que produz e não a forma. O gênio Stevie Ray Vaughan declarou: "Man, he is going to revolutionize the way the guitar can be played."
Healey é também um amante do jazz. Possui uma boa coleção de discos e além de tocar guitarra toca trompete muito bem. É proprietário de um belo club em Toronto.

Para ler: Site Oficial - Página no All Music - Página Tributo - Jeff Healey Night Club - Entrevista - Artigo sobre seu lado jazzístico
Para tocar: Tablaturas
:: FERNANDO VAREJAO 7.1.04 [+] ::
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:: Terça-feira, Janeiro 06, 2004 ::

Steve Hackett nasceu em 12 de fevereiro de 1950 em Londres, Inglaterra. Um dos maiores guitarristas do rock progressivo. Integrou o legendário grupo Genesis em sua melhor fase. É também um excelente violonista clássico.
Hackett começou sua carreira musical na década de 60, quando tocou em alguns grupos de pouca expressão, entre eles o Canterbury Glass e o Sarabande. Sua primeira gravação foi em 1970 com a banda de rock progressivo Quiet World no disco The Road. Em 1971 colocou um anúncio no periódico inglês Melody Maker. Recebeu uma proposta de Peter Gabriel, vocalista da banda Genesis. Assim Hackett ingressou na banda em substituição ao guitarrista Anthony Philips. Inicialmente Hackett teria sido contratado para excursionar com a banda, mas sua técnica, elegância e grande capacidade musical o tornaram um membro permanente e influente no Genesis. Cabe lembrar que Hackett foi o pioneiro no uso do tapping, técnica que Eddie Van Halen imortalizou e levou às últimas conseqüências.
Com o Genesis Hackett gravou álbuns que entraram para a história do rock: Nursery Cryme (71), Foxtrot (72), Genesis Live (73), Selling England By the Pound (73), The Lamb Lies Down on Broadway (74), Trick of the Tail (76), Wind & Wuthering (76) e duplo ao vivo Seconds Out (77).
Quando deixou o Genesis em 1977, Hackett já havia gravado seu primeiro disco solo Voyage of The Acolyte (75). Neste participam Mike Rutherford e Phil Collins. O álbum é excelente e traz toda a essência do rock progressivo inglês. Seu segundo disco solo Please Don't Touch! Foi lançado em 78 e deu início a sua bem sucedida carreira como solista. Durante as décadas de 70 e 80 lançou muitos discos de exelente padrão musical. Em 1983 gravou o disco Bay of Kings, um disco de violão clássico com composições de Hackett. O disco é uma homenagem a Angra dos Reis, aonde possui uma casa. Hackett é casado com a brasileira Kim Poor. Em 1986 participa do grupo GTR ao lado do guitarrista Steve Howe (ex-Yes). O grupo obteve um bom sucesso e conseguiu o disco de platina. Na década de 90 Hackett continuou gravando discos e excursionando com seu grupo. Em seus discos faz questão de demonstrar muita versatilidade musical. Em 2001 excursionou pelo Brasil. Seu trabalho mais recente é To Watch the Storms lançado em junho de 2003.

Para ler: Site Oficial - Página Tributo - Páginano All Music - Artigo no CaféMusic - Entrevista - Artigo na Guitar
Player Brasil


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:: Segunda-feira, Janeiro 05, 2004 ::

Philipe Catherine nasceu em Londres no dia 27 de outubro de 1942. Genial guitarrista que foi um dos pais do fusion. Charles Mingus o considerou o "jovem Django". Dotado de grande técnica é também um excelente violonista.
Nasceu em uma família com influências musicais, seu avô era violinista da London Symphony Orchestra. Filho de pai belga e mãe inglesa, morou na Inglaterra durante a segunda grande guerra e mudou-se para a Bélgica ao fim do conflito. Ainda criança começou a tocar guitarra. Teve com maiores influências Django Reinhardt e o guitarrista belga René Thomas. Tornou-se músico profissional aos 17 anos. Nesta época tocou na banda Rock Slide. Aos 18 anos excursionou com Lou Bennett e ao final foi convidado por Jean-Luc Ponty para intgrar seu quinteto, com quem permaneceu de 1970 a 1972. Depois estudou um ano na Berklee School em Boston. Catherine, como Larry Coryell e John McLaughlin, enveredou-se pelo fusion tornando-se um dos mais proeminentes guitarristas do gênero. Em 1973 retornou para a Europa e fundou o grupo Pork Pie. Em 1974 e 1975 lançou seus primeiros discos solos, September Man e Guitars respectivamente. Com eles conseguiu boa reputação, pois além de excelente guitarrista demonstrou também ser um grande compositor. Durante a década de 70 gravou com vários músicos, entre eles Charles Mingus, Chet Baker, Stephane Grappelli, Charlie Mingus, Toots Thielemans, Niels-Henning Ørsted Pedersen, Alphonse Mouzon e Larry Corryel. Com Coryell gravou alguns excelentes discos em duo. Em 1976 substituiu Jan Akkerman no Focus, e participou do disco Focus Con Proby.
Nas décadas de 80 e 90 continuou lançando discos solos e tocando com inúmeros artistas do cenário jazzístico. Ganhou vários prêmios, entre eles o de Best European Jazz Artist em 1998. Seu trabalho mais recente é Summer Night, lançado em 2002 pela gravadora Dreyfus.

Para ler: Página no All Music - Página no EJN - Página no JazzBelgium

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:: Domingo, Janeiro 04, 2004 ::

Mark Knopfler nasceu em 12 de agosto de 1949 em Glasgow, Escócia. Um dos mais famosos guitarristas dos últimos tempos. É cantor, compositor e foi líder do Dire Straits, uma das melhores bandas de pop/rock da história. Tem sonoridade inconfudível e uma técnica muito pessoal de tocar, pois não usa paletas.
Aos sete anos sua família foi morar na Inglaterra. Na juventude foi influenciado musicalmente por seu tio que tocava gaita e piano. Na adolescência ganhou sua primeira guitarra e tocou em bandas de colégio. Nesta época ouvia discos de Scotty Moore, Jimi Hendrix, Django Reinhardt e James Burton. Aos 16 apareceu em um programa na tv local ao lado de uma amigo de colégio que tocava gaita. Em 1967 fez um curso de jornalismo pelo Harlow Technical College e foi trabalhar no Yorkshire Evening Post. Dois anos depois ingressou na Leeds University para estudar literatura. Nesta época escrevia artigos sobre música e conheceu o cantor e guitarrista de blues Steve Phillips. Steve e Mark descobriram que tinham muito em comum em relação a música e formaram o duo The Duolian String Pickers.
Em 1973 Mark graduou-se e resolveu tentar a vida em Londres. Através de um anúncio na revista Melody Maker conseguiu uma vaga como guitarrista na banda de blues Brewer's Droop. Deixou a banda e foi dar aulas de guitarra na Staples Road School.
Em 1977 Mark começou a tocar com seu irmão Dave e com seu companheiro de apartamento, o baixista John Illsley. No verão do mesmo ano gravaram uma fita demo, com a participação do baterista Pick Withers, que havia tocado com Knopfler no Brewer's Droop. Um dj londrino chamado Charlie Gillett ouviu a fita e começou a tocar a música Sultans of Swing em seu programa na BBC. O sucesso foi imediato, o que levou a formação do legendário Dire Straits. Primeiramente começaram abrindo os shows do Talking Heads. No início de 78 gravaram o primeiro disco e no verão assinaram com a gravadora Warner. No segundo semestre o disco é lançado e fica entre os dez mais vendidos tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos. A partir daí segue-se uma bem sucedida e gloriosa carreira da banda e de seu líder Mark Knopfler. Até o fim do Dire Straits, em 1996, foram lançados 8 discos com alto índice de vendagem. Neste período Mark iniciou carreira solo em 1983 com o disco Local Hero, uma excelente trilha sonora. O grande sucesso de Local Hero o levou a fazer outras trilhas. Gravou com o veterano Chet Atkins o disco Neck & Neck (90). No mesmo ano participou do The Notting Hillbillies, quarteto de guitarristas que inclui, além de Knopfler, Brendan Croker, Steve Phillips e Guy Fletcher. Lançaram em 1990 o excelente disco Missing...Presumed Having a Good Time.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Site tributo - Biografia detalhada

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:: Sábado, Janeiro 03, 2004 ::

Steve Khan nasceu 28 de abril de 1947 em Los Angeles, EUA. Um dos mais refinados guitarristas de jazz. Seu timbre é limpo e suas frases muito bem construídas. Possui grande senso harmônico e por isso seus solos são perfeitos.
Filho do famoso letrista Sammy Khan, começou na música primeiramente tocando piano e bateria. Só começou a tocar guitarra depois dos 20, fato pouco comum entre os grandes guitarristas. Em 1969 graduou-se pela U.C.L.A. e foi morar em Nova Iorque onde trabalhou com vários músicos, entre eles Maynard Ferguson, Buddy Rich, Brecker Brothers, Joe Zawinul's Weather Update e Larry Coryell. Em 1977 gravou o disco Two For The Road, um duo de guitarra com o já consagrado Larry Coryell. No mesmo ano começou sua carreira solo, portanto aos 30 anos de idade. Seu primeiro disco foi Tightrope e conta com a participação de excelentes músicos do jazz: Michael Brecker, Don Grolnick, Bob James, David Sanborn, Ralph MacDonald, Randy Brecker, Steve Gadd, Will Lee, Jeff Mironov e David Spinozza. Por esta formação nota-se que a direção musical de Khan era o jazz fusion com influências do funk e R&B. Com este teor musical lançou os discos The Blue Man (78), Arrows (79) e Evidence (80). Em 1981 forma o quarteto Eyewitness, formado por Manolo Badrena (percussão), Steve Jordan (bateria) e o "pai" dos baixistas Anthony Jackson. No mesmo ano lança o disco homônimo. O Eyewitness mostra uma mudança substancial na sonoridade de Khan. Desta vez o fusion jazz praticado é mais solto, com harmonias mais complexas e elegantes. É seguramente um dos melhores discos de fusion já lançados. Depois deste álbum são lançados com a mesma formação Blades (82), Casa Loco (83) e Public Access (89). Em 83 gravou o disco Local Colour ao lado do tecladista e vocalista Rob Mounsey. Em 1991 lança o disco Let's Call This, que apresenta Khan tocando um jazz mais puro e de alto padrão. Participam o baixista Ron Carter e o baterista Al Foster. Depois Khan gravou os discos Headline (92), Crossings (93), Got My Mental (96) e You Are Here (98). Todos com muita qualidade instrumental e belos solos de guitarra. Em 1999 integrou o Caribbean Jazz Project ao lado de Dave Samuels e Dave Valentin. Como Caribbean gravou os disco New Horizons (2000) e Paraíso (2001). Em 2002 deixou o grupo devido a divergências musicais. Ao longo de uma bem sucedida carreira Khan trabalhou com grandes nomes do jazz e conseguiu uma excelente reputação. Lançou também vários livros de guitarra, o mais recente é Pentatonic Khancepts editado em 2002.
Vale destacar que as belas capas de seus discos foram desenhadas pelo artista plástico francês Jean-Michel Folon.

Para ler: Site oficial - Página no All Music -Entrevista 1 - Entrevista 2 - Página tributo

:: FERNANDO VAREJAO 3.1.04 [+] ::
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:: Sexta-feira, Janeiro 02, 2004 ::

Ralph N. Towner nasceu em 1º de março de 1940 em Chehalis, Washington EUA. Um dos poucos instrumentistas de jazz que toca exclusivamente violão. Seu estilo é o jazz moderno e sua sonoridade é complexa. Sua sonoridade é moldada com muita técnica e versatilidade de estilos.
Nasceu em família de musicistas, sua mãe era pianista e organista de igreja, seu pai trompetista. Começou na música muito cedo e aos 3 anos já improvisava no piano. Aos 5 começou a tocar trompete e aos 13 já participava de uma banda de música dançante. No início dos anos 60 estudou teoria musical e composição na Universidade de Oregon, e violão clássico na conceituada Academia de Música de Viena. No meados da década 60 integrou grupos de música erudita. Em 1969 mudou-se para Nova Iorque onde trabalhou com Jimmy Garrison, Jeremy Steig e Paul Winter's Winter Consort (1970-1971). No início de 1971 teve uma curta passagem pelo genial Weather Report. No mesmo ano formou o famoso grupo de jazz/fusion Oregon, que era composto por Collin Walcott, Glen Moore e Paul McCandless. O som do grupo era uma mistura de jazz, folk e música oriental, tudo com muita improvisação e qualidade instrumental. Em 1985 com a morte de Walcott entra no grupo o indiano Trilok Gurtu. Com a notória qualidade musical do Oregon, Ralph se tornou um dos expoentes do selo alemão ECM, que sempre valorizou o rigor estético. Pela ECM, desde a década de 70, gravou mais de 30 títulos, entre solos e combinações instrumentais diversas. Destaque para os Trios/solos (1972), Diary (1973), Solstice (1974), Batik (1978), Slide show (1985) e City of eyes (1990).
Towner também se destacou como compositor, inclusive para companhias de dança e orquestras sinfônicas, tendo recebido dois prêmios Deutsche Schallplatten, o Grammy alemão. Em 1988, recebeu a indicação para o Grammy americano pelo álbum Ecotopia com o Oregon e ganhou o New York Jazz Award como violonista. Esteve no Brasil em 1986, quando dividiu o palco com o excelente guitarrista John Abercrombie. Seu trabalho solo mais recente é o álbum Anthem, lançado em 2001, que recebeu excelente cotação da revista de jazz Down Beat. Pelo Oregon, gravou em 2002 o disco Live at Yoshi's.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Oregon's Official Website


:: FERNANDO VAREJAO 2.1.04 [+] ::
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:: Quinta-feira, Janeiro 01, 2004 ::

Steve Lukather nasceu em Los Angeles EUA em 21 de outubro de 1957. Guitarrista de extremo talento e de muita versatilidade. Possui técnica invejável e frases muto bem construídas. Seu estilo inclui o rock, fusion e blues. É também produtor, compositor, cantor e arranjador. É fundador da banda pop TOTO e também um requisitado músico de estúdio.
Começou na música ainda criança tocando teclado e bateria. Sua primeira guitarra foi um presente de seu pai. Sua principal influência musical foram os Beatles. Na High School conheceu os irmãos Jeff e Steve Porcaro. Neste época estudou música clássica, jazz e country com o professor Jimmy Wyble. Após formar-se ingressou na carreira como músico profissional. Tocou como músico de estúdio e acompanhou inúmeros artistas, entre eles Barbra Streisand, Diana Ross, Hall and Oates e Boz Scaggs. Em 1976 formou a banda TOTO junto com David Paich (teclados e vocais), Jeff Porcaro (bateria), Bobby Kimball (vocais), David Hungate (baixo) e Steve Porcaro (teclados). Gravaram o primeiro disco em 1977 e obtiveram um grande sucesso, principalmente com as músicas Hold the line, I'll supply the love e Georgy Porgy. O som do TOTO é um pop refinado com músicas muito agradáveis e um excelente trabalho de guitarra. Até hoje o Toto permanece ativo e gravou vários discos ao longo de uma carreira que já ultrapassa 25 anos. O álbum de maior destaque é TOTO IV (82) que foi um campeão de vendas e mostra excelentes performances da banda, como nas músicas Make Believe, Africa, I Won't Hold You Back, Afraid of Love e Rosanna. Nesta última, ao final, Lukather faz um solo de guitarra simplesmente maravilhoso, onde mostra toda a pujança do excelente guitarrista que é.
Seu primeiro trabalho solo foi lançado em 1989 com o nome de Lukather. Conta com a participação de vários músicos como Michael Landau, Danny Kortchmar, Randy Goodrum, Steve Stevens e o amigo e gênio Eddie Van Halen. No mesmo ano realizou o primeiro disco do projeto Los Lobotomys que foi gravado ao vivo. Desta banda de fusio/rock participaram também David Garfield (teclados), Jeff Porcaro (bateria), Vince Colaiuta (bateria) e Will Lee (baixo).
Como líder de banda lançou ainda os discos Candyman (94), Luke (97) e Santamental (2003), este último com participação de estrelas como Edgard Winter, Simon Philips, Lenny Castro e Larry Carlton. Ao lado de Larry Carlton gravou um excelente disco ao vivo no Japão chamado No substitutions (98).
Seu projeto mais recente foi o HENDRIX FILES TOUR realizado em outubro de 2003. Uma homenagem ao 60º aniversário de Hendrix e teve a participação do guitarrista Jan Akkerman (Focus).

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Entrevista na Guitar Player - Hendrix Files Tour Site -Site do Toto
Para tocar: Tablaturas

:: FERNANDO VAREJAO 1.1.04 [+] ::
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:: Quarta-feira, Dezembro 31, 2003 ::

Anthony Frank Iommi ou Tony Iommi nasceu em 19 de fevereiro de 1948 em Birmingham na Inglaterra. Uma das figuras mais importantes na história do rock. Guitarrista fundador do histórico grupo Black Sabbath. Responsável por bases e riffs históricos, que moldaram a história do rock pesado. Influenciou toda uma geração de roqueiros. Sua sonoridade espelha perfeitamente a alma do rock: garra, sentimento e criatividade.
Iniciou sua vida como guitarrista na adolescência e teve como inspiração o grupo Hank Marvin & the Shadows. Em 1967 após ter tocado com várias bandas formou o grupo Earth com 3 amigos de colégio: o baixista Terry "Geezer" Butler, o baterista Bill Ward e o cantor John "Ozzy" Osbourne. Tony Iommi quase teve sua carreira interrompida ao sofrer um acidente. Em uma fábrica onde trabalhava teve as pontas dos dedos médio e anular da mão direita decepados. Se fosse destro não haveria problema, mas Iommi é canhoto e a sensibilidade destes dedos era, teoricamente imprescindível para tocar guitarra. Desesperado procurou auxílio da medicina que o desencorajou. Então um amigo mostrou alguns discos de Django Reinhardt, que também teve alguns dedos mutilados, e mesmo assim tornou-se um gênio do instrumento. Isto encorajou Iommi que, muito perseverante desenvolveu técnica própria para tocar guitarra. Para isto usou alguns dedais para suprir sua deficiência. Em 1968, após recuperar-se do trauma, foi convidado a integrar o Jethro Tull. Iommi aceitou relutantemente e permaneceu por pouquíssimo tempo. O único e raro registro é uma apresentação do Jethro Tull no especial de tv Rock & Roll Circus, protagonizado pelos Rolling Stones. Iommi toca com o Jethro Tull a música Song for Jeffrey.
Ao deixar o Jethro Tull, Iommi volta para o Earth. O grupo descobre que já existia uma banda com este nome e então decidem adotar o nome Black Sabbath. O nome foi inspirado em um filme clássico de terror. Com o novo nome, a banda mudou o direcionamento musical. O novo som era dotado de harmonias ¿fúnebres¿ e letras com teor ¿dark¿. As bases e os riffs pesados tocados por Iommi soaram como algo novo no rock. Apenas o Led Zeppelin tinha um som tão pesado, mas os temas sombrios do Back Sabbath foram o diferencial. Assim foi criado o famoso heavy metal rock.
No início de 1970 gravam o primeiro disco em apenas 8 horas de estúdio. O disco rapidamente faz sucesso, tanto da Inglaterra como nos EUA. A partir daí o Black Sabbath decola e Iommi se torna um dos mais influentes guitarristas de todos os tempos. Durante a década de 70 lançam discos históricos com verdadeiros clássicos do rock pesado. Paranoid de 71 tem as múscias War Pigs, Iron Man, Fairies Wear Boots e a música que nomeia o disco. Master of Reality de 71 contém os clássicos Sweet Leaf e Children of the Grave. Em 1974 é lançado o Volume 4 que traz os clássicos Snowblind e Changes. No disco Sabbath Bloody Sabbath de 1973 estão A National Acrobat, o solo Fluff e Sabbra Cadabra, além da faixa que nomeia o disco. Neste disco participa o tecladista do grupo Yes Rick Wakeman. No disco Sabotage lançado em 75 estão Symptom of the Universe e Hole in the Sky. O disco Technical Ecstasy contém as excelentes Back Street Kids, Gypsy, Dirty Women e You Won't Change Me.
Até 1978 o Sabbath havia conquistado o planeta e Iommi tinha produzido alguns dos mais famosos riffs da história do rock. O excesso de shows e o abuso das drogas desgataram a banda. Ozzy deixa o Sabbath em novembro de 77 mas volta em 78 e gravam o disco Never Say Die, que mostra uma substancial mudança na sonoridade da banda. Para alguns um disco ruim e atípico. Particularmente, acredito que Never Say Die apresenta uma grande evolução do Sabbath, principalmente no aspecto instrumental. Não é um disco tão pesado e este é o grande diferencial. Algumas faixas possuem passagens maravilhosas, que mostram Iommi, Butler e Ward em perfeita sintonia e mutíssimos criativos. Destaque para as músicas Junior's Eyes, Air Dance, Over to You, Johnny Blade e Hard Road. Em 1979 Ozzy deixa definitivamente o Sabbath e ingressa na carreira solo. Em seu lugar entra o emergente Ronnie James Dio proveniente do Rainbow. Com os vocais rasgados de Dio o Sabbath grava 2 excelentes álbuns de estúdio, Heaven & Hell (80) e The Mob Rules (81) e um ao vivo Live Evil ( 82). Iommi mais suma vez mostra grandes riffs e solos sensacionais. Após a saída de Dio, que começou sua carreira solo, o Sabbath experimentou várias formações e gravou vários bons álbuns. Destaque para Born Again com o vocalista Ian Gillan. Um dos mais cavernosos e pesados da banda.
Em toda a trajetória do Sabbath Iommi gravou apenas um disco solo, chamado Iommi (2000). Na verdade a vida de Iommi é o Sabbath e durante toda a sua carreira premiou a audiência com uma sonoridade marcante e inconfundível. Até hoje seus riffs servem de referência, inclusive para os jovens e recentes metaleiros. Iommi é uma lenda viva.

Para ler: Site oficial - Página no site do Black Sabbath Página no All Music - - Artigo no site Café Music - Biografia em Português - Entrevista na Guitar World - Página na Gibson Guitars

Para tocar: Tablaturas do Black Sabbath

:: FERNANDO VAREJAO 31.12.03 [+] ::
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:: Terça-feira, Dezembro 30, 2003 ::

William Richard Frisell ou Bill Frisell nasceu em 18 de março de 1951 em Baltimore, EUA. Renomado guitarrista de jazz da nova geração. Sua sonoridade se caracteriza pela exploração de vários timbres. Seu fraseado é harmonicamente complexo, econômico e dotado de muita coerência. Sua música é influenciada por vários estilos, entre eles o folk americano, rock, o country e o blues.
Apesar de ter nascido em Baltimore foi criado em Denver no Colorado. Iniciou na música ainda criança aprendendo a tocar clarineta. Poucos anos depois começou a tocar guitarra. Mas, não abandonou a clarineta e chegou a tocar profissionalmente música clássica por um curto período. Na High School tocou guitarra em grupos de rock e R&B. Inclusive tocou ao lado de Philip Bailey, Andrew Woolfork e Larry Dunn, que mais tarde iriam formar o gigante Earth, Wind & Fire.
O jazz entrou na sua vida através de audições de Wes Montgomery. Então resolveu estudar música. Foi incentivado pelo professor Dale Bruning e Frisell adotou a guitarra com seu instrumento de trabalho. Após uma curta passagem pela University of Northern Colorado mudou-se, em 1971, para Boston e foi estudar na famosa Berklee School of Music. Teve aulas com Michael Gibbs e John Damian. Em Berklee conheceu vários músicos entre eles Pat Metheny que foi seu colega de classe. Frisell também teve aulas com o mestre Jim Hall, que exerceu forte influência, principalmente em termos de harmonia. Nos meados da década de 70 começou sua carreira tocando bebop e fusion. Desenvolveu um estilo atmosférico e complexo. Usou técnicas não convencionais e experimentais com muitos recursos eletrônicos. Isto fez de Frisell um instrumentista diferenciado. No final da década de 70 foi morar na Bégica onde teve contato com Manfred Eicher o bossman da gravadora alemã ECM. Foi contratado e inicialmente participou de gravações com Paul Motian e Jan Garbarek. Em 1982 lançou seu primeiro trabalho solo. Durante quase 10 anos teve forte atuação na ECM e ganhou excelente reputação no meio jazzístico. Nos meados da década de 80 muda-se para Nova Iorque e começa a tocar com vários músicos da cidade. Tocou com artistas de vários estilos musicais como o baterista Ginger Baker, o cantor Elvis Costello, o experimentalista John Zorn e o compositor clássico Gavin Bryars. Frisell também compôs trilhas sonoras para o cineasta Buster Keaton. Em 1996 recebeu o prêmio Deutsche Schallplattenpreis, o grammy alemão. Com seus discos solos ganhou muitos prêmios como melhor guitarrista de jazz em várias revistas especializadas.
Ao final da década de 90 Frisell já era um dos mais respeitados músicos de jazz, conhecido mundialmente. Seu ecletismo o fez tocar com muitos artistas de vários estilos musicais. Participou inclusive do disco Estrangeiro (89) de Caetano Veloso. Em 2001 esteve no Brasil para se apresentar no 2° Chivas Jazz Festival.
Seu trabalho mais é recente é o disco The Intercontinentals lançado em abril de 2003, e que tem participação de Vinicius Cantuaria. Neste disco Frisell incluiu a famosa música Procissão de Gilberto Gil.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Página na DownBeat - Artigo na Guitar Player - Entrevista na Guitar Player - Página no Europe Jazz Network - Artigo na Guitar Player Brasil

:: FERNANDO VAREJAO 30.12.03 [+] ::
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:: Domingo, Dezembro 28, 2003 ::

Kenneth Earl Burrell ou Kenny Burrell nasceu em 31 de julho de 1931 em Detroit, EUA. Virtuoso guitarrista com mais de 40 anos de carreira. Uma das lendas vivas da guitarra no jazz. Possui um estilo "cool" e refinado. Era o guitarrista favorito do mestre Duke Ellington, embora nunca tenha gravado com ele.
Burrell começou a tocar guitarra aos 12 anos e sua estréia em gravações foi ao lado de Dizzy Gillespie em 1951. Suas influências foram Charlie Christian, Oscar Moore, Django Reinhardt, T-Bone Walker e Muddy Waters. Estudou música e composição na Wayne State University. Na mesma época estudou violão classico com Joseph Fava, onde aprendeu técnicas que até hoje adota. Após uma turnê de seis meses com Oscar Peterson em 1955 mudou-se para Nova Iorque onde se tornou um músico altamente requisitado. Gravou com grandes artistas entre eles, Stan Getz, Billie Holiday, Milt Jackson, John Coltrane, Gil Evans, Sonny Rollins, Quincy Jones, Stanley Turrentine e Jimmy Smith. Em 1956 começa a lançar seus discos solos e desde então gravou mais de 90. Recebeu vários prêmios como melhor guitarrista e como personagem do mundo do jazz. A partir da década de 70 começou a participar de workshops e seminários, tendo como conteúdo principal a música de Duke Ellington.
Burrell durante a sua carreira sempre recebeu comentários elogiosos. Veja alguns: "Kenny Burrell is overall the greatest guitarist in the world and he's my favorite" - B.B. King; "Burrell is the grand master of jazz guitar" - Dizzy Gillespie; "There is no finer guitarist than Kenny Burrell" - George Benson; "Kenny Burrell that's the sound I'm looking for" - Jimi Hendrix; "Kenny Burrell is a great musician and his music has helped to make me what I am today" - Stevie Wonder; "Kenny Burrell is one of my Favorite guitarists" - Pat Metheny.
Seu trabalho mais recente é o elogiado álbum Blue Muse, lançado em 2003 pela gravadora Concord Jazz.

Para ler: Página no All Music - Página na DownBeat - Página na Verve Music - Página na Concord Jazz - Biografia - Página tributo


:: FERNANDO VAREJAO 28.12.03 [+] ::
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:: Sábado, Dezembro 27, 2003 ::

Pat Azzara ou Pat Martino nasceu em 25 de agosto de 1944 na Philadelfia, Pensylvania EUA. Um dos melhores e mais originais guitarristas de jazz que emergiram na década de 60. Sua sonoridade caracteriza-se pelo timbre bem dosado e frases bem construídas. Goza de grande respeitabilidade entre os músicos. Após sofrer um aneurisma, perdeu completamente a memória, mas deu a volta por cima e conseguiu resgatar sua genialidade musical.
Foi introduzido no jazz por seu pai que cantava em clubs e o levava para assistir grandes artistas, entre eles Wes Montgomery. Começou a tocar guitarra aos 12 anos. Teve aulas de música com Dennis Sandole, que também era professor de John Coltrane. Suas influências foram Johnny Smith, Stan Getz e, principalmente, o álbum Groove Yard (61) dos irmãos Montgomery. Aos 15 anos começa a tocar profissionalmente. Trabalha com grandes nomes entre eles Sonny Stitt, Gene Ammons, Richard Groove Holmes, Bobby Hutcherson, Chick Corea, Jack McDuff, Stanley Clark, Lloyd Price, Woody Herman e Charles Earland. A partir de 1967 começa carreira solo. Até os meados da década de 70 havia obtido grande reconhecimento internacional e lançado excelentes discos. Destaque para os álbuns El Hombre (67), Footprints (72), Consciousness (74) e We'll Be Together Again (76).
Em 1976 começou a ter fortes dores de cabeça e sofreu um forte aneurisma cerebral. Após a operação para corrigir o problema, descobriu que havia perdido completamente a memória a ponto de mau reconhecer seus pais. Começa aí seu maior desafio, o de recuperar seu glorioso passado musical. Com muita força de vontade e determinação conseguiu reaprender tudo, principalmente ouvindo os seus próprios discos. Depois de quase 10 anos de inatividade, em 1987 recomeçou sua carreira com o lançamento do emblemático disco The Return. A partir daí Martino recuperou seu status de estrela do jazz e ganhou vários prêmios: Mellon Jazz Festival / Dedicated in Honor (1995); Philadelphia Alliance "Walk of Fame Award" (1996); National Academy of Recording Arts & Sciences "Songs from the Heart Award" (1997); Grammy nominations for Best Jazz Instrumental Album and Best Jazz Instrumental Solo (2002) e National Academy of Recording Arts & Sciences "2nd Annual Heroes Award" (2002).
Atuamente Martino ministra seminários e worshops em várias escolas de músicas e universidades pelos EUA. É, também, professor adjunto da University of the Arts da Philadelphia. Seu trabalho mais recente é Think Tank lançado em 2003 pela gravadora Blue Note. Em 4 de dezembro de 2003 Martino recebeu duas indicações para o Grammy: Best Jazz Instrumental Album ("Think Tank") e Best Jazz Instrumental Solo na música "Africa".

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Entrevista na Guitar Player Brasil

:: FERNANDO VAREJAO 27.12.03 [+] ::
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:: Sexta-feira, Dezembro 26, 2003 ::

Leroy Buchanan ou Roy Buchanan nasceu em 23 de setembro de 1939 em Ozark, Arkansas EUA. Um dos grandes guitarristas de blues em todos os tempos. Sua sonoridade é altamente características, com muito sentimento, grandes agudos e muitos hamônicos. Seu timbre é caracterizado por sua famosa e berrante fender telecaster.
Seu interesse pela guitarra começou aos 7 anos, quando seus pais contrataram um professor de steel guitar. Aos 13 anos ganhou sua primeira fender Telecaster. Aos 15 foi tentar a vida em Los Angeles. Logo após a sua chegada despertou o interesse do multi-instrumentista Johnny Otis, que o ajudou. Estudou blues com Jimmy Nolen, Pete Lewis e Johnny "Guitar" Watson. Nos meados da década de 50 montou sua própria banda, The Heartbeats. No final da década de 50 mudou-se para o Canada onde tocou com o vocalista de rockabilly Ronnie Hawkins. Nos meados da década de 60 volta para os EUA e forma a banda The Snakestretchers. Nesta época começou a ser elogiado por celebrideades como John Lennon, Eric Clapton e Merle Haggard. Inclusive teria recusado um convite para ingressar no Rolling Stones para o luigar de Brian Jones.
Em 1971 ganha notoriedade nacional com um documentário exibido na televisão com o título "The Best Unknown Guitarist in the World". Após o emblemático programa, Buchanan assina um contrato com a gravadora Polydor e inicia um bem sucedida carreira solo. Durante a década de 70 gravou excelentes álbuns, 5 pela Polydor e 3 pela Atlantic tendo recebido dois discos de ouro. Destaque para os álbuns Roy Buchanan (72), That's What I Am Here For (74) e Live Stock (75). No início da déca de 80 desiludiu-se com o mercado fonográfico e ficou 4 anos sem gravar. Nos meados da década de 80 a gravadora de blues Alligator convenceu Buchanan a voltar a gravar. Pela Alligator Buchanan realizou 3 aclamados álbuns When a Guitar Plays the Blues (85), Dancing on the Edge (86) e Hot Wires (87).
Em 14 de agosto 1988 sua vida sofre uma guinada quando é preso na cidade de Fairfax no estado de Virgínia por embriaguez pública. Logo após ser preso, um policial ao fazer a revista em sua cela verificou que Buchanan havia se enforcado com sua camisa. Sua familía nega a versão.
Buchanan foi um dos gênios que recusou o estrelato em nome da liberdade de criar. Influenciou excelentes guitarristas, entre eles Jeff Beck que dedicou a ele sua ilustre e famosa versão da música Cause We've Ended as Lovers (Blow by Blow). Em 2001 foi lançado o livro Roy Buchanan: American Axe, uma homenagem escrita por Phil Carson.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Página na Alligator Records - Entrevista na Guitar Player - Artigo na Vintage Guitar

Para tocar: Roys Bluz - The Messiah Will Come Again

:: FERNANDO VAREJAO 26.12.03 [+] ::
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:: Quinta-feira, Dezembro 25, 2003 ::

Eric Johnson nasceu em 17 de agosto de 1954 no Texas EUA. Guitarrista virtuoso e perfeccionista que tem estilo entre o rock, o fusion e o blues texano. Sua sonoridade é marcada por belas frases e timbre limpo. Recebeu vários prêmios e está no Hall of Fame da Guitar Player Magazine.
Começou a tocar guitarra ainda criança e na adolescência já tocava em uma banda chamada Mariani. Seu enorme talento despertou a atenção de vários artistas, entre eles Johnny Winter, que declarou: "When I heard Eric, he was only 16, and I remember wishing that I could have played like that at that age". Aos 21 formou a banda de jazz/ fusion Electromagnets. Nesta época o prodígio guitarrista apareceu na capa da Guitar Player Magazine com a manchete: " Who Is Eric Johnson And Why Is He On Our Cover? ". A reportagem despertou o interesse de músicos, produtores e da mídia em geral. Neste período trabalhou como músico de estúdio e gravou com Cat Stevens, Carole King e Christopher Cross.
Em 1986 lançou seu primeiro disco solo, Tones, com participação de Roscoe Beck no baixo e Tommy Taylor na bateria. O disco foi indicado para o Grammy e deu excelente reputação a Johnson. Em 1990 grava seu segundo disco, Ah Via Musicom, que ganhou o disco de ouro e também o Grammy de Best Rock Instrumental. O disco é excelente e mereceu grandes elogios da imprensa, como o que foi publicado na revista Guitar Player: "as powerful a statement for Eric Johnson as Electric Ladyland was for Jimi Hendrix ". No período que seguiu ao lançamento de seu segundo disco, Johnson foi nomeado 5 vezes o melhor guitarrista na categoria "Overall" e foi incluído no Hall of Fame da Guitar Player.
Em 1996 grava seu terceiro disco, Venus Isle, que não faz tanto sucesso como os dois anteriores, mas apresenta excelentes músicas, incluindo um tributo a Stevie Ray Vaughan com a música S.R.V. Em 1997 participa do projeto G3 ao lado de outros 2 virtuoses: Joe Satriani e Steve Vai. Este encontro resultou em um disco gravado ao vivo. Em 1998 é lançado o excelente álbum Seven Worlds, que contém raras gravações do início da carreira de Johnson. Em 2000 lança seu disco ao vivo, Live and Beyond, que tem um direcionamento para o blues. O disco é gravado com dois músicos da antiga banda Electromagnets, e Johnson nomeou a banda de Alien Love Child. Em 2001 o Austin Chronicle conferiu a banda os seguintes prêmios: Band of the Year, Favorite Blues Band, Favorite Single ("Rain"), Best Electric Guitar, Best Bass e Best Drums.
Seu trabalho mais recente é Souvenir lançado em 2002 e que foi disponibilizado na internet.

Para ler: Site oficial - Site do Electromagnets - Página no All Music - Entrevista da Guitar World - Entrevista na Guitar Player

Para tocar: Tablaturas

:: FERNANDO VAREJAO 25.12.03 [+] ::
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:: Terça-feira, Dezembro 23, 2003 ::

Frank Gambale nasceu em 22 de dezembro de 1958 em Camberra na Australia. Grande guitarrista de fusion que emergiu durante a década de 80. Possuidor de uma das melhores paletadas, tem técnica apurada e fraseados complexos. Ganhou destaque mundial ao integrar a Elektric Band de Chick Corea.
Começou a tocar guitarra aos 7 anos e teve como primeiras influências Jimi Hendrix , John Mayall/Eric Clapton e Jerry Garcia (do Grateful Dead). Na adolescência se interessou pelo jazz ao ouvir Steely Dan, Cick Corea e o The Brecker Brothers. No início dos anos 80 mudou-se para Hollywood para estudar guitarra no Guitar Institute of Technology (GIT). Graduou-se com louvor e foi considerado o "aluno do ano". Foi convidado a lecionar no próprio instituto, onde permaneceu por 4 anos. Neste período se apresentou em bares e clubs e ganhou boa reputação. Em 1986 assinou contrato com a gravadora Legato para gravar 3 álbuns. No mesmo ano excursionou com Jean-Luc Ponty. Ao final da excursão, foi convidado por Chick Corea a integrar sua nova banda, a Elektric Band. Com Corea trabalhou durante 6 anos, gravou 5 álbuns, que lhe deram projeção mundial e vários prêmios, inclusive um Grammy. Com relação a experiência com Corea Gambale declarou: "playing with Chick was like a dream come true".
Gambale integrou durante 13 anos a super banda de fusion Vital Information, que tem participação do baterista líder Steve Smith (ex-Journey), o tecladista Tom Coster (ex-Santana) e o baixista Baron Browne (ex-Jean-Luc Ponty). Com o Vital Information participou de 7 discos. Como líder de banda lançou vários discos, todos na linha fusion. Destaque para os discos Thunder from Down Under (89), Live (90), Show Me What You Can Do (98) e Coming To Your Senses (2000). Frank também gravou vários vídeos com aulas. Foi garoto propaganda da Ibanez Guitars, que lançou um modelo com seu nome. Em 1996 foi convidado para chefe do Guitar Department da L.A. Music Academy (LAMA). Recentemente assinou contrato com a Yamaha, que também fez um modelo exclusivo para Gambale. Também criou seu próprio selo o Wombat Records.
Em 2002 participou de um show em homenagem ao 60º aniversário de Chick Corea. Em 2003 integrou a re-edição da Elektric Band ao lado de Chick Corea, Dave Weckl, John Patitucci e Eric Marienthal. A banda, que excursionou pelos EUA e Europa, prepara um novo disco para 2004.
Frank já esteve algumas vezes no Brasil se apresentanado em shows e participando de Workshops.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Página no Vital Information
:: FERNANDO VAREJAO 23.12.03 [+] ::
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Joe Satriani nasceu em 15 de julho de 1956 em Long Island, Nova Iorque EUA. Reconhecido mundialmente como um dos mais refinados e técnicos guitarristas da geração pós-Eddie Van Halen. Um verdadeiro virtuose. Sua sonoridade é altamente característica. Seus solos são bem construídos com frases desconcertantes. Um dos guitarristas mais influentes da atualidade.
Começou a tocar aos 14 anos inspirado por Jimi Hendrix. Rapidamente dominou o instrumento e passou a lecionar. No início dos anos 70 mudou-se para Berkeley na California. Teve como alunos Steve Vai, Kirk Hammett (Metallica), Larry LaLonde (Primus), David Bryson (Counting Crows) e Charlie Hunter (guitarrista de jazz e fusion). No início dos anos 80 tocou na banda do popstar Greg Kihn. Começou a aparecer na mídia depois que Steve Vai ingressou na banda de David Lee Roth. Na época Vai fez boa propaganda de seu amigo e professor. Por um bom tempo Satriani era conchecido como o ¿professor do Steve Vai¿. Esta inusitada fama resultou no primeiro disco da carreira de Satriani, Not of This Earth lançado em 1986, que deu a Satriani uma boa notoriedade entre os guitarristas e na mídia especializada. Mas, o reconhecimento mundial viria com seu segundo disco Surfing With the Alien de 1987. Com este excelente álbum, Satriani recebeu vários prêmios em revistas especializadas. Enfim Satriani recebeu a fama que merecia, a de gênio. Neste disco está a famosa balada Always With Me, Always With You, que foi tema de um comercial de cigarros. Em 1988 lançou o EP Dreaming #11 com algumas faixas gravadas ao vivo. Em 1989 lança um dos melhores discos de guitarra dos últimos tempos, Flying in a Blue Dream. Só a faixa que nomeia o disco já vale o álbum. Mas as outras faixas disfrutam da mesma excelência: bases fortes com timbres muito bem equilibrados e solos desconcertantes. Na faixa Big Bad Moon faz uma homenagem a sua maior influência, Billy Gibbons do ZZ Top. Em 1992 grava outra obra prima da guitarra, The Extremist. Satriani traz a mesma receita: solos bem construídos, timbres perfeitos, técnica exuberante e sensibilidade que pouquíssimos guitarristas apresentam. Em 1993 lança mais um super disco, Time Machine. Um duplo cd com o segundo disco gravado ao vivo. Destaque para a faixa que nomeia o disco. Um belíssima peça, com uma sonoridade conteporânea de deixar qualquer bom ouvido ¿maravilhado¿. Em 1995 lança o disco Joe Satriani, que traz uma severa mudança na sonoridade de Satriani. O timbre se sua guitarra fica mais intimista e as músicas menos ¿agressivas¿. Apesar da mudança sonora, seus solos continuam geniais. Em 1997 participa da pirimeira edição do projeto G3 ao lado dos virtuoses Steve Vai e Eric Johnson. Este encontro de gênios está registrado no disco, VHS e DVD gravado ao vivo G3-Live In Concert.
Depois seguem-se os discos Crystal Planet (98), Engines of Creation (99), Crystal Planet (2000) e Live in San Francisco (2001). Seu trabalho mais recente é Strange Beautiful Music que foi lançado em 2002 e mostra Satriani muito bem, com seus solos magnifícos e bases sensacionais.
Em 2003 integrou o novo G3 com Steve Vai e Yngwie Malmsteen. É bom ressaltar que o G3 é um projeto permanente e que já teve em sua formação virtuoses como Kenny Wayne Shepherd (96 e 97), Robert Fripp (97), Adrian Legg (97), Robert Fripp (97), Michael Schenker (98), Uli Jon Roth (98) e John Petrucci (2001).

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Página na Epic Records - Entrevista na Guitar Player - Entrevista na Guitar World

Para tocar: Tablaturas

:: FERNANDO VAREJAO 23.12.03 [+] ::
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:: Domingo, Dezembro 21, 2003 ::

Steve Vai nasceu em 6 de junho de 1960 em Long Island, Nova Iorque EUA. Um dos maiores gênios da geração pós-Eddie Van Halen. Um verdadeiro mago das guitarras. Reúne técnica, criatividade e muita sensibilidade. Suas apresentações são circenses onde mostra total domínio e só falta retorcer sua guitarra. É o maior devoto de Frank Zappa.
Começou a tocar na adolescência quando teve aulas com Joe Satriani, outro gênio da nova geração. Após se formar na High School ingressou na famosa Berklee School of Music em Boston. Depois mudou-se para Los Angeles a procura de fama e dinheiro. Como fã de Frank Zappa começou a transcrever seus complicados solos e mandou-os para Zappa. Impressionado com o elevado conhecimento e técnica de Vai, convidou a integrar sua banda. Com Zappa participas dos álbuns Tinsel Town Rebellion (81), You Are What You Is (81), Shut Up and Play Your Guitar (81), Ship Arriving Too Late (82), Man From Utopia (83), Them or Us (84), Thing Fish (84) e Frank Zappa Meets The Mothers Of Prevention (85). Seu primeiro disco solo: Flexi-Able é lançado em 1984. Excelente álbum que mostra a versatilidade e uma sonoridade não convencional, muito influenciada por Zappa. Depois entra para a banda de rock pesado Alcatrazz em substituição a Yngwie Malmsteen. Em 1986 integra a banda do ex-Van Halen David Lee Roth. Foi uma tentativa (frustrada) de fazer frente ao gênio inigualável Eddie Van Halen. Porém, Vai aparece destruidor, com solos magnifícos, bem desenhados e riffs geniais. Com Roth participou de dois álbuns: Eat 'Em and Smile (86) e Skycraper (88). Com reconhecimento planetário Vai é convidado a integrar o Whitesnake, que nesta época contava com uma formação de mega talentos: Adrian Vandenberg (guitarra) ,Tommy Aldridge (bateria) e Rudy Sarzo (baixo), além, é claro, de David Coverdale nos vocais. No Whitesnake grava apenas um disco Slip of the Tongue (89).
Em 1990 ingressa de vez na carreira solo e grava o aclamado Passion & Warfare. Este álbum tem como inspiração os sonhos que Vai teve na infância. O álbum contém músicas sensacionais com solos incendiários. Destaque para a balada For the Love of God, onde Vai mostra extrema sensibilidade. Outra faixa a destacar é Blue Powder. Nesta, Vai faz efeitos fantátiscos e sua guitarra parece estar ao avesso. Passion & Warfare deu a Steve Vai a merecida respeitabilidade mundial como artista solo. Em 1993 lança o disco Sex & Religion, que apesar de ter um trabalho de guitarra excelente, não é tão bom quando o anterior. Talvez pelo fato de Vai ter ido para o lado mais extremo do rock pesado, coisa que não fez parte de sua refinada formação musical. Em 1995 lança o disco Alien Love Secrets, que mostra o retorno de Vai ao som mais eclético e instrumental sem rótulos. Em 1996 grava o disco Fire & Garden. Excelente disco, tão bom quanto o segundo. Com solos maravilhosos e bases estimulantes. Depois vieram os álbuns The Ultra Zone (99), The 7th Song: Enchanting Guitar Melodies (2000) e seu mais recente Alive in an Ultra World (2001). Este último um duplo cd ao vivo. Em 2003 lançou o DVD Live At The Astoria London.
Vale destacar que Vai participou do filme Encruzilhada (1996), onde no final faz um duelo (com ele mesmo) sensacional. Outro destaque em sua carreira foi a participação no projeto G3, com os guitarristas Eric Johnson e Joe Satriani. Este projeto resultou em uma turnê que foi registrada no disco Live In Concert (97), em vídeo e DVD.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Site tributo - Site tributo 2 - Página na Epic Records - Artigo na Guitar Player - Entrevista na Guitar World

Para tocar: Tablaturas - Mais tablaturas


:: FERNANDO VAREJAO 21.12.03 [+] ::
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:: Sábado, Dezembro 20, 2003 ::

Billy F. Gibbons nasceu em 4 de março (ou 16 de dezembro) de 1950 em Houston, Texas EUA. Genial guitarrista, seu estilo é o rock com forte influência do blues. Influenciou vários guitarristas, inclusive Joe Satriani (ouçam a música Big Bad Moon). Fundador da conceituadíssima banda ZZ Top. Suas frases são muito criativas e seu timbre é altamente característico.
Cresceu sob a influência de Elvis Presley e do country texano. Aos 13 anos ganhou de natal sua primeira guirarra, uma Gibson Melody Maker, junto um amplificador Fender. Aos 14 formou seu primeiro grupo, o The Saints. Depois integrou o Coachmen, banda que se inpirava no rock de Jimi Hendrix e Jefferson Airplane. Depois Gibbons mudou o nome da banda para Moving Sidewalks, e em 1968 lançou o primeiro disco, Flash. Abriu alguns shows de Jimi Hendrix. O mestre deu de presente a Gibbons uma guitarra fender , em reconhecendo a seu grande talento.
Em 1970 formou o ZZ Top ao lado do baixista Dusty Hill e do baterista Frank Beard. O som do ZZ Top era permeado por rock e blues, com tempeiro texano. Gibbons fazia excelentes riff´s, e o grupo aos poucos foi conquistando seu espaço. Os dois primeiros álbuns, ZZ Top e Rio Grande Mud, fizeram um discreto sucesso, mas é notável a qualidade sonora do grupo. Em 1973 lançam o terceiro disco, Tres Hombres que fica entre os 10 mais vendidos nos EUA e o power trio, finalmente, ganha notoriedade nacional. Neste álbum está um dos clássicos da banda, La Grange. Gibbons mostra muita personalidade em frases sensacionais. Depois vieram os discos Fandango (75) e Tejas (76). Nesta época o ZZ Top já era considerada uma das melhores bandas do rock americano e Gibbons era muito respeitado. Depois de um hiato de 3 anos lançam seu melhor álbum, Deguello (79). Neste está a sensacional Cheap Sunglasses. Depois seguem-se os álbuns El Loco (81), o excelente Eliminator (83) e Afterburner (85). Neste último a banda utiliza alguns sintetizadores, mas a maestria de Gibbons na guitarra permanece a mesma. Na década de 90 a banda lança os discos Recycler (90), Antenna (94), Rhythmeen (96) e XXX (99). Este último comemora os 30 anos da banda, que é a única do rock a manter a mesma formação desde a sua criação. O trabalho mais recente do ZZ Top é Mescalero (2003), que segundo Gibbons: "O álbum tem o velho som do ZZ. São os mesmos três caras tocando os mesmos três acordes, mas fomos em algumas direções novas." Atualmente estão em turnê mundial e muito ativos, o bom Rock agradece. Long Live to Rock'n Roll.

Para ler: Site do ZZ Top - Página tributo - Site tributo - Site tributo 2 - Capa dos discos - Artigo na Guitar World - Entrevista na Guitar World - Site tributo japonês (em inglês) - Página c/ fotos

Para tocar: Tablaturas - Mais tablaturas


:: FERNANDO VAREJAO 20.12.03 [+] ::
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:: Sexta-feira, Dezembro 19, 2003 ::

Robben Ford nasceu 16 de dezembro de 1951 em Ukiah, California EUA. Guitarrista de excelente reputação como jazzísta e bluesman. Ford é um dos poucos guitaristas que toca jazz tão bem como blues. Sua sonoridade se caracteriza por timbre limpo, belas frases e muita sensibilidade. Já tocou com Miles Davis, Yellowjackets e Jimmy Whiterspoon.
Começou a tocar guitarra aos 13 anos como autoditadata. Suas influências foram Eric Clapton, B.B. King e, principalmente, Mike Bloomfield. Aos 18 mudou-se para San Francisco e formou a The Charles Ford Band, ao lado do gênoi da gaita Charles Musselwhite. A banda durou 9 meses e em 1971 foi reformada e gravaram o disco Arhoolie no início de 1972. Ford trabalhou ao lado do bluesman Jimmy Witherspoon em 1972 e 1973. Em 1974 integoru a banda de fusion L.A. Express, liderada pelo saxofonista Tom Scott. Tocou também com George Harrison e Joni Mitchell.
Em 1977 foi membro fundador do Yellowjackets, banda de fusion com lindas composições com muita qualidade instrumental. Permaneceu até 1983. Neste período, simultanemanete, foi músico de estúdio e desenvolveu sua carreira solo. Em 1986 excursionou com Miles Davis. Em 1985 e 1987 integrou a banda do saxofonista Sadao Watanabe.
Em 1992 voltou as raízes ao formar o The Blue Line, que consistia em um power trio de blues da mais alta competência. No primeiro disco, homônimo, o grupo era formado por Roscoe Beck no baixo e Tom Brechtlein na bateria. Desde então Ford lançou uma série de discos de muita qualidade instrumental e mostrou que o blues pode ir muito mais além do que a escala pentatônica. Seu trabalho mais recente é Keep on Running, lançado em outubro de 2003 e que tem participação de John Mayall e Edgard Winter.

Para ler: Site Oficial - Página no All Music - The Blue Line site - Entrevista
Para ouvir: Tablaturas
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:: Quinta-feira, Dezembro 18, 2003 ::

Barney Kessel nasceu em 17 de outubro de 1925 em Muskogee, Oklahoma EUA. Um dos mais refinados e renomados guitarristas de jazz da geração pós Charles Christian, foi pioneiro no bebop. Excelente solista com grande senso harmônico, foi premiado várias vezes por revistas especializadas. Tocou com gigantes da música americana, entre eles Frank Sinatra, Billie Holiday, Fred Astaire e Marlene Dietrich.
Começou a tocar guitarra ainda na década de 30, o que não era usual. Aos 14 participou de uma banda composta exclusivamente por negors. Ficou fascinado ao ver Charles Christian tocar em um club da cidade de Oklahoma. Christian se tornaria sua maior influência foi o legendário. Em 1942 mudou-se para a California. Aos 20 anos tocou na big band de Chico Marx. Entre 1944 e 45 participou das big bands de Charlie Barnet e Artie Shaw. Por indicação de Charles Christian tabalhou com Benny Goodman. Em Los Angeles, com sua reputação sempre crescendo, foi um requisitado arranjador e músico de estúdio, mas sempre para tocar jazz. Em 1946 foi convidado pelo gênio do sax Charlie Byrd a integrar se seu grupo e no início de 1947 gravou o cássico álbum Relaxin. Em 1952 e 53 excursionou com o famoso Oscar Peterson Trio. Em 1953 começa uma bem sucedida carreira solo. No mesmo ano grava seu primeiro disco solo Swing Guitars, pelo selo Verve. Durante as décadas de 50 e 60 lançou muitos discos e alcançou o nível de estrela do jazz. Ganhou o prêmio de melhor guitarrista de jazz em 1953 e de 1956 a 1960, pela revista Down Beat.
Durante sua extarordinária trajetória tocou e gravou com grandes do jazz, incluindo Lester Young, Charlie Parker, Billie Holiday, Art Tatum, Oscar Peterson, Sarah Vaughn, Ella Fitzgerald, Ben Webster e Sonny Rollins. Morou em londres entre 1969 e 1970. Em 1973 excurcionou e gravou com o The Great Guitars, grupo que incluía Herb Ellis e Charlie Byrd.
Em 1992 um infarto o levou a inatividade. Em 2001 foi diagnosticado um tumor em seu cérebro, o que levou a precisar de tratamento intensivo. Em 12 de junho de 2002 foi realizado em Nova Iorque um grande show beneficiente para ajudar Kessel. Do show participaram grandes músicos, inclundo George Benson, Les Paul, John Scofield, Larry Coryell, Russell Malone e Jim Hall.

Para ler: Página no All Music - Site tributo - Página tributo - Matéria na Down Beat - Página no EJazz
Para ouvir: Yardbird Suite
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:: Quarta-feira, Dezembro 17, 2003 ::

Rory Gallagher nasceu em 2 de março de 1949 em Ballyshannon, Irlanda. Um dos grandes guitarristas de rock e blues do final do século passado. Apesar de não ter a fama que mereça, Gallagher sempre foi muito respeitado no meio musical. Sua sonoridade era formada por elementos do blues, rock e folk. Tinha como grande características seu jeito simples de ser.
Aos 9 anos começou a tocar guitarra, fascinado pelo folk e blues americanos que ouvia pelo rádio. Possuía uma grande coleção de discos e teve como grandes influências Leadbelly, Buddy Guy, Freddie King, Albert King, Muddy Waters e John Lee Hooker. Até os 15 anos participou de algumas bandas e depois deixou a escola para excursionar com a The Fontana Showband. Em 65 formou o Taste que tinha na sua primeira formação o baixista Eric Kitteringham e o baterista Norman Damery. Fizeram shows na Alemanha e Irlanda. Em 68 entram na banda John Wilson (bateria) e Richard McCracken (baixo). Com esta formação o Taste decolou e fez um bom sucesso. O som do grupo era inspirado no power trio Cream. O destaque da banda era Gallagher que sempre apresentou bons vocais e mutio virtuosismo na guitarra. Em 69 excursionaram pelos EUA e Canada abrindo os shows do Blind Faith. Em 70 tocaram pela Europa e fizeram a última apresentação no Isle of Wight Festival. Com esta formação o Taste realizou 3 execelentes álbuns, Taste, On The Boards e Live Taste. No mesmo ano desfez o banda e iniciou carreira solo. Seu primeiro disco, Rory Gallagher, foi lançado em 1971 alcançando o topo das paradas nos EUA. Depois vieram vários discos que deram excelente reputação a Gallagher e conseguiram bons índices de venda. Destaque para os clássicos Deuce (71), Photo Finish (78), Calling Card (76) e Top Priority (79). Nos álbuns ao vivo nota-se a energia que permeava os shows de Gallagher, como em Live in Europe (72), Irish Tour (74) e The BBC Sessions (póstumo de 99). Fez excelentes participações em gravações com Muddy Waters em The London Sessions (72) e Albert King em Live (83). Seu último álbum em vida foi Fresh Evidence (88).
Em 14 de junho de 1995 teve morte prematura após um transplante de fígado. Em março de 2003 foi lançado o álbum póstumo Wheels Within Wheels.

Para ler : Site oficial - Página no All Music - Site tributo - Site tributo 2 - Site tributo 3 - Site tributo 4 - Site tributo 5 - Site tributo em português
Para tocar: Calling Card - For the Last Time - Shadow Play - Ain't too good

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:: Terça-feira, Dezembro 16, 2003 ::

Lee Mack Ritenour ou Lee Ritenour nasceu em 11 de janeiro de 1953 em Hollywood, California EUA.
Conceituado guitarrista de fusion. Um dos mais requisitados músicos de estúdio dos Estados Unidos. Seu timbre é limpo e suave, e sua técnica primorosa. Sua sonoridade abrange o jazz , o funk, o pop e elementos da música brasileira.
Sua primeira sessão de gravação foi aos 16 anos com o Mama¿s & Papas. Aos 18 se apresentou como músico de apoio em shows de Tony Bennett e Lena Horne. Em 1973 integrou o grupo do brasileiro Sérgio Mendes, Brazil 77. Depois seguiu em uma extensa e bem sucedida carreira como músico estúdio. Participou de quase 2000 participações em gravações de artistas como, Quincy Jones, Dizzy Gillespie, B.B. King e Jaco Patorius. Recebeu 17 nomeações para o prêmio Grammy e ganhou um com o disco Harlequim (86), gravado com o tecladista Dave Grusin.
Em 1976 gravou seu primeiro disco solo, First Course. Neste contou com a participção de feras como o baterista Harvey Mason, Dave Grusin, Patrice Rushen, Tom Scott e Chuck Findley. Na década de 70 destacam-se os disco Captain Fingers (77) e Captain's Journey (78), onde Ritenour toca um jazz/funk de muita qualidade e executa solos perfeitos. Em 79 lança o álbum Rio, onde toca violão e conta com participação de vários músicos brasileiros. Durante a década de 80 grava vários álbuns, sempre com ênfase para o fusion. Em 1991 forma o Fourplay, com Harvey Mason, Nathan East e Bob James. Com esta formação qualquer comentário é dispensável. Com o Fourplay grava 3 discos que alcançou excelente vendagem. Foi substituído por Larry Carlton.
Em 92 presta uma homenagem a Wes Montgomery com disco Wes Bound. Em 94 garva um disco histórico, Larry & Lee, ao lado de Larry Carlton. Pela primeira vez dois dos mais respeitados guitarristas de fusion juntos. Neste álbum fazem uma homenagem a Joe Pass na música Remembering J.P. . Em 1997 Ritenour lança seu esperado disco ao vivo, Alive in L.A., onde mostra muito swing em excelentes faixas. Seu trabalho mais recente é Rit's House, gravado em 2002. Disco que tem participação de músicos consagrados, entre eles George Duke, Peter Erskine, Paulinho Da Costa, Michael MacDonald, Marcus Miller e Ernie Watts.

Para ler : Site oficial - Página no All Music
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:: Segunda-feira, Dezembro 15, 2003 ::

Jan Akkerman nasceu em 24 de dezembro de 1946 em Amsterdan, Holanda. Genial guitarrista que já foi considerado o melhor do mundo em 73 pela revista Melody Maker, ofuscando Clapton, Page e Beck. Ficou famoso ao integrar o legendário grupo de música progressiva Focus. Com quase 50 anos de carreira Akkerman adquiriu respeito e grande reputação mundial
Começou a tocar guitarra quando aos 5 anos. Foi incentivado por seu pai que era guitarrista, mas sua mãe queria que o jovem tocasse acordeon. Felizmente Akkerman escolheu ser guitarrista, embora tenha tido lições de teclados e saxofone. Na adolescência seu interesse musical ia desde o rock'n roll ao clássico. Ainda adolescente formou sua primeira banda, o The Friendship Sextet. Depois tocou no The Shaking Hearts e Johnny & His Cellar, que contava com a partcipação do baterista Pierre van der Linden. Após algumas mudanças a banda se chamou The Hunters, que teve relativo sucesso. Durante a curta duração da banda, Akkerman gravou seu primeiro disco solo Talent for Sale (68). Em 69 foi convidado a participar do disco do vocalista Kazimierz (Kaz) Lux, junto com Pierre van der Linden na bateria e André Reynen no baixo. Esta gravação resultou na formação da banda Brainbox. Realizaram apenas um disco e a banda foi considerada a numero um de rock progressivo da Holanda. No final de 69 Akkerman deixa a banda. No mesmo ano conheceu o flautista Thijs Van Leer durante a montagem da versão holandesa do musical Hair. Van Leer criou o grupo Focus que inicialmente era formado pelo baixista Martin Dresden, o baterista Hans Cleuver, além Van Leer nos vocais, flauta e teclados. Mas, a banda precisava urgentemente de um guitarrista. Em novembro Jan Akkerman foi convidado a participar de uma jam no The Shaffy Theatre com o trio de Van Leer, uma sugestão do baixista Martijn Dresden. Akkerman não só entrou para o Focus, mas também exerceu grande influência em sua sonoridade, incorporando elementos da música clássica. Cabe ressaltar que Akkerman em viagem na Inglaterra, nos meados da década de 60, assistiu a um concerto de violão e alaúde do renomado Juliam Bream, que o deixou fascinado, principalmente pelo repertório com músicas medievais.
Em 1970 o Focus lançou seu primeiro disco In And Out Of Focus. Mas o sucesso só veio com o segundo disco Moving Waves (71) , onde se destaca as músicas Hocus Pocus e Eruption, que contém solos inflamados de Akkerman. O terceiro álbum, Focus 3 (72), projeta o grupo mundialmente. O álbum é considerado um dos melhores do rock progressivo. Destaque para a música Sylvia, um dos maiores sucessos do grupo. Depois vieram os álbuns Live at the Rainbow (73) Hamburger Concerto (74) e Mothe Focus (75). Este último é um trabalho um pouco atípico do Focus, pois as músicas têm uma mistura de pop e jazz, mas o resultado é extraordinário, como nas faixas Soft Vanilla, Hard Vanilla e Focus IV. No período em que integrou o Focus, Akkerman lançou 2 discos solos Profile (73) e Tabernakel (74). Ambos possuem uma sonoridade que inclui o fusion, rock progressivo e música medieval, com excelentes execuções de Akkerman. Em Tabernakel, garvado nos EUA, participam o baterista Carmine Appice e o baixista Tim Bogart. Devido ao enorme sucesso no Focus, Tabernakel vendeu muito bem. Em 1976 Akkerman deixa a banda devido a problemas de relacionamento com Van Leer.
Após a saída do Focus, começou uma bem sucedida carreira solo. Seus discos sempre apresentam música clássica, jazz, blues e funk. Esta versatilidade faz dele um artista difícil de classificar. Akkerman participou de vários festivais na Europa e gravou um disco ao vivo em Montreaux em 1978. No mesmo ano realiza o álbum Aranjuez, com peças clássicas e que tem a participação do maestro e arranjador Claus Ogerman. Este disco traz no repertório músicas de Rodrigo, Ravel e Villa-Lobos. Em 1985, após 10 anos, reencontrou Thijs Van Leer e realizaram o álbum Focus, que foi de certa forma um fracasso musical. Em 89 foi convidado, pelo produtor Miles Copeland (Police), a integrar o projeto Night Of The Guitar, que resultou em uma tour mundial. Da parceria com Copeland resultou o disco The Noise Of Art. Entre 1990 e 91 trabalhou como músico de estúdio e integrou o Charlie Byrd Trio.
Em 1992 sofreu um sério acidente de carro na Holanda e passou 6 meses se recuperando. Exatamente um anos depois, se casou e gravou o disco Puccini's Café, que fez um certo sucesso. Neste mesmo ano se apresentou no North Sea Jazz Festival ao lado de Thijs Van Leer. Em 1998 e 2001 fez várias apresentações, como convidado, ao lado de B.B. King.
Seu disco mais recente é C.U. gravado em 2003. Lançou também um DVD com apresentações diversas, inclusive mostra improvisações ao lado de Paco de Lucía. Em outubro de 2003 participou do projeto Hendrix Files ao lado do guitarrista Steve Lukater. Este projeto, um tributo ao 60º aniversário de Hendrix, contou com a participação de vários músicos e foram realizadas várias apresentações.
Para ler: Site Oficial - Site tributo - Página no All Music

:: FERNANDO VAREJAO 15.12.03 [+] ::
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:: Domingo, Dezembro 14, 2003 ::

Rafael Baptista Rabello ou Raphael Rabello nasceu em 30 de outubro de 1962 em Petrópolis, Rio de Janeiro Brasil. Um dos maiores violonistas brasileiros em todos os tempos. Um gênio que foi considerado o "Mozart do Choro". Sua sonoridade inclui o que há de melhor da música brasileira. Suas interpretações são inigualáveis e o seu talento é uma unanimidade mundial.
Foi criado em uma família de músicos. Primeiramente foi incentivado pelo avô que era violonista e chorão. Aos sete começou a tocar violão como autodidata. Teve suas primeiras aulas com o irmão Ruy Fabiano. Logo, sua habilidade e talento despertaram a atenção. Teve aulas aulas de teoria musical, mas seu aprendizado se deu, em boa parte, por tocar junto com alguns discos, em especial, Choros imortais", do Regional do Canhoto. Neste diso tocou o violonista Meira que mais tarde se tornaria professor de Rabello. Depois teve aulas de harmonia com o mestre Ian Guest.
Aos 14 anos formou o grupo de chôro Os Carioquinhas, no qual tinha como um dos integrantes sua irmã Luciana, que tocava cavaquinho. Nesta época passou a tocar violão de sete cordas influenciado por Dino Sete Cordas, músico que teve grande importância em sua formação musical. Seu grupo participou de eventos com veteranos como o Época de Ouro. Rafael já chamava a atenção de todos pela prodigiosidade e intimidade com o violão. Com os Carioquinhas gravou o disco homônimo em 1977. Durantes as gravações foi apresentado ao maestro Radamés Gnatalli, com quem teve uma estreita relação musical. Em 1979 formou o Camerata Carioca, grupo formado para acompanhar o bandolinista Joel Nascimento na execução da suíte "Retratos", de Radamés Gnattali, escrita para bandolim, orquestra e regional nos anos 50. O produtor Hermínio Bello de Carvalho, que havia dado nome ao grupo, produziu show e disco intitulados "Tributo a Jacob do Bandolim", com participação especial do maestro Gnatalli.
Com a ajuda de Oscar Castro Neves, iniciou uma bem sucedida carreira como músico de estúdio, tendo participado de mais de 400 gravações. Em 1981 gravou seu primeiro disco solo, "Rafael sete cordas", e passou a acompanhar ícnoes da MPB como Gal Costa, Ney Matogrosso e Elizeth Cardoso. Como solista sempre impressionou pela versatilidade. Seu repertório incluía Villa-Lobos, Garoto, Dilermando Reis, Radamés Gnattali, João Pernambuco, Tom Jobim e músicas de sua autoria. Gravou, em duo, com vários artistas. Destaque para os célebres discos Pescador de Pérolas com Ney Matogrosso (86) e Dois Irmãos (92), em parceria com o saxofonista Paulo Moura,. Em 89 sofreu um acidente de táxi que causou fraturas em seu braço direito, mas recuperou-se e magistralmente retornou a ativa ao lado da divina Elizeth Cardoso. Em 1992 prestou uma homenagem a Tom Jobim, com a gravação do disco Todos os Tons, que teve a participação do próprio Tom Jobim, Paco de Lucia e Nico Assumpção.
No iníco dos anos 90 começou sua carreira internacional exibindo sua técnica em shows na Itália, Suíça, Argentina, Chile, México, Portugal, França, Canadá e Estados Unidos, para onde se mudou em 1994. Nos EUA foi apresentado a um empresário por Laurindo de Almeida. Raphael, então passou a se apresentar nos EUA e chegou a lecionar em Los Angeles. Em 1994, retornou ao Brasil, e gravou o disco Capiba - Orgulho do Brasil, que contou com a participação de Chico Buarque, Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Francis Hime, Ney Matogrosso, Gal Costa, Caetano Veloso, Alceu Valença, entre outros. Este disco só foi lançado em 2002. Faleceu prematuramente em 27 de abril de 1995, vítima de complicações respiratórias aos 32 anos.
Ao longo se sua curta e rica trajetória Raphael ganhou vários prêmios, entre eles quatro Prêmios Sharp. Foi um violonista com altíssimo reconhecimento. Tom Jobim o consederava o maior do Brasil e Paco de Lucia o maior do mundo. Pat Metheny também reconheceu seu talento e declarou: "He is the most prominent guitarist of our generation and one of the greatest of all times".
O professor e mestre Roberto M. Moura, da UNIRIO, citou, em seu site, a emblemática situação: "Em certa ocasião fomos convidados para um almoço num casarão no Leblon, onde estariam Dick Farney e Luiz Bonfá. Enquanto a música soava, Bonfá já se preparava para pegar o violão, coisa que não chegou a fazer, pois terminada a música, alguém anunciou (provavelmente o anfitrião) que aquele menino pequeno e gordinho iria tocar uma música em homenagem ao Bonfá, nada mais do que Manhã de Carnaval. Terminada a música, os aplausos foram inevitáveis. Quem poderia imaginar que do violão daquele pixote, poderia sair tanto som e com notas tão bem articuladas? Por um momento, Bonfá ficou imóvel. Depois, cumprimentou-o efusivamente. Da desconfiança, passou-se a um clima de entusiasmo: aquele menino gordinho, cujo violão parecia enorme, com os olhinhos espantados sob o topete louro e as mãozinhas redondas, vai se tornar uma das maiores expressões do instrumento! "
Em Brasília funciona a primeira entidade de ensino especializada em choro do Brasil, a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello. Uma homenagem a este músico que se tornou um dos maiores expoentes da cultura brasileira.

Para ler: Página no Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira - Página no All Music - Página na MPBNet - Página na Acari Records - Página na Enciclopédia da Música Brasileira
Para ouvir: Brejeiro de Ernesto Nazareth

:: FERNANDO VAREJAO 14.12.03 [+] ::
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:: Sexta-feira, Dezembro 12, 2003 ::

George Guy ou Buddy Guy nasceu em 30 de julho de 1936 em Lettsworth, Lousiana EUA. Considerado o rei do blues de Chicago. Junto com BB King, é o mais representativo guitarrista de blues da velha guarda. Sua sonoridade é caracterizada pela som forte, com efeitos e muita energia. Seus shows são inflamados e seus vocais marcantes. Foi discípulo direto de Muddy Waters e Howlin¿ Wolf. Iinfluenciou Jimi Hendrix, Jeff Beck e Eric Clapton.
Começou sua trajetória na década de 50 tocando na pequena cidade de Baton Rouge e região. Integrou o grupo de "Big Poppa" John Tilley. No início, sua ansiedade e medo do palco causavam problemas gástricos, o que atrapalhava suas performances. Submeteu-se à uma terapia e, já com o problema resolvido, juntou-se à banda do gaitista Raful Neal.
Em 1957 viajou para Chicago, em busca de sucesso e crescimento. Enfrentou muitas dificuldades, mas conseguiu seu e começou a se apresentar em clubs e bares. Em pouco tempo ganhou boa reputação e entrou para a elite do blues de Chicago como Freddy King, Muddy Waters, Otis Rush e Magic Sam. Em 1958 conseguiu superar talentos como Magic Slim e Otis Rush em um concurso chamado "Battle of Blues", realizado em um clube de Chicago. Foi apresentado a Eli Toscano, chefe da Cobra Records, e conseguiu um contrato. Não durou muito, pois a gravadora faliu 2 anos depois. Mas, Buddy gravou dois singles que o projetou. Em 1960 assinou com a gravadora Chess, um grande selo de blues. Trabalhou muito como músico de estúdio e tocou em gravações de Howlin' Wolf, Muddy Waters, Wille Dixon, Koko Taylor e muitos outros. Seu primeiro trabalho foi realizado em 62 Stone Crazy e alcaçou o 12º lugar nas paradas. Em 1967 gravou I Left My Blues in San Francisco seu último disco pela Chess. Em 1967 foi para a Vanguard Records. Em 1968 é lançado A Man and the Blues, que contém as músicas I Can't Quit the Blues (gravada pelo Led Zeppelin) e Mary Had a Little Lamb (gravada por Stevie Ray Vaughan). Na Vanguard começou sua magnífica parceria com o gaitista Junior Wells. Com a força da guitarra de Guy, a voz e o som da gaita de Wells, a dupla alcançou um sucesso incrível. Excurcionaram e gravaram vários discos com destaque para Buddy Guy & Junior Wells Play the Blues (72) e Drinkin' TNT 'n' Smokin' Dynamite, gravado ao vivo em 1974 em uma apresentação histórica no Montreux Jazz Festival. A parceria com Wells durou até o fim dos anos 80, quando abriu seu próprio club de blues em Chicago, chamado Legends. No início (89) o bar não era muito frequentado, então Guy teve a idéia de chamar Stevie Ray Vaughan para se apresentar com ele. O show foi transmitido e gravado por uma rádio local e se tornou um disco pirata. Logo depois Eric Clapton o convidou para um show no Royal Albert Hall. Sua performance extraordinária lhe valeu um contrato com a Silverstone Records. Por esta gravadora gravou discos memoráveis: Damn Right, I've Got The Blues (91) , Feels Like Rain (93) e Slippin' In (94). Todos ganhadores do Grammy de Best Contemporary Blues Album. Desde então Guy virou uma celebridade, inclusive, aparecendo em programas de TV. Em 1993 recebeu um prêmio da Billborad como Highest Honors for Distinguished Creative Achievment. Em 6 de novembro de 2003 racebeu o Chicago Heroes Award.Seu trabalho mais recente é Sweet Tea, lançado em 2001.
Buddy é uma das lendas vivas do blues, continua ativo e viajando pelo planeta divulgando o melhor do blues. Inclusive, fez algumas apresentações no Brasil.

Para ler: Página Oficial - Página no All Music - Página na Down Beat - Entrevista na Guitar Player Brasil - Site Tributo 1 - Site tributo 2
Para ouvir: You Got A Hole In Your Soul

:: FERNANDO VAREJAO 12.12.03 [+] ::
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Joseph Anthony Jacob Passalaqua ou Joe Pass nasceu em 13 de janeiro de 1929 em New Brunswick, New Jersey EUA. Considerado o "presidente" do bebop. Sua forma de tocar representou um passo importante para a evolução da guitarra no jazz. Com técnica primorosa e caráter não exibicionista, tocava com fluidez dentro de conceitos harmônicos complexos. Um dos maiores nomes do jazz em todos os tempos.
Começou a tocar guitarra bem cedo e antes de se formar na high school já tocava em algumas "swing bands", como a do saxofonista Tony Pastor. Em 1947 tocou na banda do milionário/playboy saxofonista Tony Barnett. Prestou serviço militar e após ser dispensado, enveredou-se pelo mundo das drogas. Foi preso e passou um tempo hospitalizado para recuperar-se. Por issso, em termos profissionais, a década de 50 foi perdida. Em 1962, após reabilitar-se, gravou seu primeiro disco Sounds Of Synanon, que começou a projetá-lo no cenário jazzístico americano. O título do disco se refere a casa de recuperação Synanon Foundation onde recuperou-se. Na década de 60 foi músico de estúdio em Los Angeles e tocou com grandes artistas do jazz como Gerald Wilson, Les McCann, George Shearing e Benny Goodman. Gravou bons discos como For Django (64), adquirindo excelente reputação, principalmente entre os guitarristas, pois, sua forma de tocar, conhecida como "finger-picking", era inovadora. Em 1973 assinou contrato com a gravadora Pablo, do produtor Norman Granz. No mesmo ano gravou o emblemático álbum Virtuoso, que o elevou a categoria de "star" do jazz e o fez receber vários prêmios. Após este disco Pass se tornou atração em concertos, festivais e diversas gravações. Acompanhou notáveis como Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Count Basie, Duke Ellington, Milt Jackson e Dizzy Gillespie. Participou, também, de várias formações com o pianista Oscar Peterson. Nos anos 80 e 90 lançou uma extensa discografia de altíssima qualidade. Destaque para Take Love Easy (com Ella Fitzgerald, 73), I Remember Charlie Parker (79), Porgy & Bess (com Oscar Peterson, 76), Whitestone (85) e Kansas City Six (com Count Basie, 81).
Joe Pass sempre será lembrado como um dos nomes que mais representa a guitarra no jazz. Tanto pela qualidade técnica e harmônica se sua música, como pelo jeito simples, sereno e cordial de ser. Infelizmente faleceu de câncer em 23 de maio de 1994 em Los Angeles.

Para ler: Site oficial - Página no All Music - Página na Down Beat - Página tributo 1 - Site tributo 2 - Página no EJazz
Para tocar: Night And Day - Lush Life

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:: Quarta-feira, Dezembro 10, 2003 ::

Robin Leonard Trower ou Robin Trower nasceu em 9 de março de 1945 em Catford, Inglaterra. Legendário guitarrista de rock e blues. Tem estilo hendrixiano e é um dos poucos que mantém a chama do bom rock viva. Sua carreira solo tem mais de 30 anos.
Em 1962 formou sua primeira banda, The Paramounts, com o cantor e tecladista Gary Brooker. A banda era especializada em covers e tocava Ray Charles, James Brown, Bobby Bland e The Coasters. Até 1965 o Paramounts lançou vários singles. Em 1966 Brooker sai para formar o Procol Harum. Um anos depois Trower foi convidado pelo amigo a integrar banda. Permaneceu no Procol até 1971 onde gravou 5 álbuns clássicos: Procol Harum (67), Shine on Brightly (68), A Salty Dog (69), Home (70 que contém o sucesso "Whiskey Train" composta por Trower) e Broken Barricades (71). Trower ganhou projeção internacional e o Procol ficou pequeno para ele. Em 1973 ingressou na carreira solo. Seu primeiro disco foi o excelente Twice Removed From Yesterday. Sua banda era formada por James Dewar (baixo) e Reg Isidore (bateria), logo depois Isidore seria substituído por Bill Lordan. Em 1974 lança Bridge of Sighs. Com este álbum Trower estourou no mercado americano. Duas razões motivaram este fato: o disco é excepcional e o estilo próximo ao de Hendrix preencheu, de certa forma, a lacuna deixada pelo gênio. O disco ficou entre os 10 mais vendidos nos EUA e tornou-se o álbum de maior sucesso. Depois vieram os álbuns For Earth Below (75), Robin Trower Live! (76), Long Misty Days (76), In City Dreams (77), Caravan to Midnight (78) e Victims of the Fury (80). Estes discos não fizeram tanto sucesso como Bridge of Sighs e a cada lançamento as vendas foram caindo, mas a qualidade musical não. Em 1980 forma a super banda chamada de B.L.T. , com o ex-baixista do Cream Jack Bruce e seu baterista Lordan. Infelizmente a banda durou pouco e realizaram apenas dois bons álbuns BLT (81) e Truce (82). A capa do primeiro é bem interessante, mostra um sanduíche de bacon, lettuce (alface) e tomato (tomate). Em 1983 Trower retoma a carreira solo. No resto dos anos 80 grava vários discos, sempre com boas músicas e um excelente trabalho de guitarra, no velho e bom estilo Hendrixiano. No início dos anos 90 re-integrou o Procol Harum por um breve período e gravou o álbum Prodigal Stranger (91). Na década de 90 trabalhou com Brian Ferry (ex-vocalista do Roxy Music), nos discos Taxi (93) e Mamouna (94), e continuou com sua carreira solo. Seus mais recentes álbuns são Go My Way e Robin Trower Live!, ambos lançados em 2000. Nestes discos Trower oferece ao público rock'n roll como a muito tempo não é feito: com qualidade instrumental, sentimento e belos solos de guitarra.

Para ler: Site oficial - Site tributo 1 - Site tributo 2 - Site tributo 3 - Site tributo 4 - Página no All Music - Página no site do Procol Harum - Entrevista na Guitar Player 1980 - Entrevista na 20th Century Guitar Magazine 2000
Para tocar: Bridge of Sighs - Day of the Eagle - Daydream - No Time

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John Scofield nasceu em 26 de dezembro de 1951 em Dayton, Ohio EUA. Respeitado e criativo guitarrista de jazz. É considerado um dos melhores guitarristas conteporãneos. Seu som é caracterizado por fraseados complexos, dissonantes e coerentes. Sua música é uma mistura de pos bop, fusion e soul jazz. Possui um boa discografia e já tocou com grandes nomes como Miles Davis e Pat Metheny.
Scofield começou a tocar guitarra aos 11 anos inspirado por Chuck Berry, Albert King e B.B. King. Inicialmente tocava rock & roll, urban blues e R&B. Seu interesse pelo jazz começou quando um professor mostrou-lhe Wes Montgomery, Jim Hall e Pat Martino. Estudou na famosa Berklee College of Music de 1970 a 1973. Um fato importante de seu início de carreira aconteceu em 1974 quando foi indicado por um professor para uma apresentação no Carnegie Hall ao lado de Chet Baker e Gerry Mulligan.
Começou a ganhar destaque no cenário jazzístico mundial ao trabalhar com gigantes do jazz como Charles Mingus, Herbie Hancock, Chick Corea, Joe Henderson, Billy Cobham/George Duke, Gerry Mulligan, McCoy Tyner, Jim Hall e Gary Burton. De 1982 até meados de 1985 integrou a banda de Miles Davis, o que foi fundamental para obter projeção mundial. Com Miles gravou 3 álbuns: Star People (82), Decoy (83) e You're Under Arrest (85).
Como líder de banda teve sua estréia em 77 com o disco East Meets West. Até 2003 lançou 27 álbuns. Destaque para Still Warm (86), Pick Hits Live e Loud jazz (87), Meant to Be (90), Hand Jive (93) e Groove Elation (95), Works for Me (2001). Em seus discos sempre contou com a participação de músicos renomados como Steve Swallow, David Sanborn, Adam Nussbaum, Darryl Jones, Charlie Haden, Jack DeJohnette, Joe Lovano, Peter Erskine, Brad Mehldau, Kenny Garrett, Michael Brecker e Eddie Harris. Seu trabalho mais recente é Up All Night lançado em maio de 2003. Em 1991 recebeu o prêmio de melhor guitarrista de jazz pela Down Beat Magazine.

Para ler: Site oficial - Site tributo - Página na Down Beat - Página no All Music - Página na Verve Music - Entrevista na Guitar Player c/ Bill Frisell
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:: Terça-feira, Dezembro 09, 2003 ::

John Christopher Williams ou John Williams nasceu em 24 de abril de 1941 em Melbourne, Australia. Um dos maiores nomes do violão clássico do século 20, juntamente com Julian Bream. Williams se caracteriza pela versatilidade, técnica soberba e interpretações inigualáveis. Possui uma ampla discografia onde interpreta composições clássicas, flamenco e música sul-americana. Na década de 70 flertou com a música popular ao formar o grupo de fusion Sky.
Começou na música aos 4 anos, quando ganhou o primeiro violão de seu pai, que era um respeitado guitarrista de jazz. Recebeu as primeiras lições de seu próprio pai. Em 1952 sua família mudou para Londres, o que foi fundamental para a sua evolução musical. Aos 11 anos, através de um amigo de seu pai, encontrou Andres Segovia. O mestre ficou impressionado com o prodígio e arranjou uma vaga, no curso de verão, na famosa Accademia Musicale Chigiana di Siena na Itália, onde teve aulas com Segovia. Até 1959, Williams frequentou anualmente o curso de verão. Neste período manteve seus estudos regulares na Royal College of Music em Londres, onde estudou piano e teoria musical. Nesta época, o Royal College não possuía uma cadeira para violão. Após se graduar foi convidado a lecionar no recém criado departamento de violão clássico. Estreiou profissionalmente em 6 de novembro de 1958 no Wigmore Hall em Londres. Na época Williams mereceu a seguinte declaração de Segovia "A prince of the guitar has arrived in the musical world. God has laid a finger on his brow, and it will not be long before his name becomes a byword in England and abroad, thus contributing to the spiritual domain of his race. I hail this young artist on the occasion of his first public performance, and make the heartfelt wish that success, like his shadow, may accompany him everywhere". Após a estréia em Londres fez concertos em Paris (59), Madrid (61), União Soviética (62) e Japão (63). Em 1959 lançou 2 discos simultaneamente com peças de Bach, Villa Lobos, Sor, Segovia, Albeniz e Lauro, entre outros. Em 1964 assinou contrato com a CBS Records (hoje Sony Classical) e gravou o disco CBS Presents John Williams. No mesmo ano fez seu primeiro concerto nos EUA em 6 de dezembro em Nova Iorque.
Williams teve como maior "concorrente" o genial Julian Bream, que 8 anos mais velho, pertencia a uma outra escola e trabalhou duro para vencer o preconceito contra o violão na música clássica. A troca de experiências rendeu várias gravações nas décadas de 60 e 70
Em 1971 lançou o disco Changes e recebeu um prêmio da CBS pela venda de mais de um milhão de cópias. Interessantemente Changes não foi lançado pela CBS e o direcionamento musical do disco estava mais para o fusion, apesar de conter algumas peças clássicas. Outro fato relevante é que Williams tocou guitarra elétrica, já iniciando sua fase fusion. Em 1973 lançou The Height Below (produzido por George Martin) que solidificou o lado fusion de Williams. O disco é uma mistura de clássico, jazz e pop. Seu interesse pela guitarra elétrica o fez gravar trabalhos com Andre Previn e Patrick Gowers, deixando os puristas "arrepiados". Mas, Williams, paralelamente continuou gravando discos com músicas clássicas. Em 1978 após retornar de uma excursão com Julian Bream, juntou-se a 4 músicos muito talentosos e formou o grupo de fusion progressivo Sky. O grupo inicialmente era composto por Herbie Flowers (baixo), Francis Monkman (teclados), Kevin Peek (guitarra), Tristan Fry (bateria) e John (guitarra e violão Ovation). Era a formalização do lado popular de Williams. Para muitos críticos foi uma atitude comercial, mas a verdade é que Williams estava provando sua grande pluralidade musical. Durante os 5 anos com o Sky (saiu em 1984) gravou 6 discos de muita projeção na Inglaterra e na Europa. Paralelemante Williams não deixou de gravar discos com música clássica. Dos meados da década de 80 até os dias de hoje Williams tem gravado excelentes álbuns, vários deles explorando a música sul-americana. Gravou peças de VillA Lobos, Leo Brower, Lauro, Algustin Barrios, entre outros. Seu trabalho mais recente é El Diablo Suelto (Devil On The Loose), realizado em 2003, uma homenagem ao 80º aniversário do amigo e violonista venezuelano Alrio Diaz.
Ao longo de sua puljante e bem sucedida carreira, Williams mostrou ser um músico completo: versátil, pluralista, técnico e sensível. Executou peças dos mais renomados compositores de todas as épocas, de Bach a Léo Brower. É um dos maiores nomes do violão clássico de todos os tempos. É fan declarado de Eric Clapton e Joe Pass.

Para ler: Site oficial - Site tributo completíssimo - Página no All Music - Sky Site - Artigo na Guitar Player
:: FERNANDO VAREJAO 9.12.03 [+] ::
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:: Segunda-feira, Dezembro 08, 2003 ::

David Jon Gilmour ou David Gilmour nasceu em 6 de março de 1946 em Grantchester Meadows, Cambridge, Inglaterra. Guitarrista do legendário grupo Pink Floyd. Gilmour é um monstro da guitarra, seus solos são extremamente bem construídos e de fácil assimilação. Suas frases têm timbre forte e marcante. Sua sonoridade ajudou a posicionar o Pink Floyd como uma das maiores bandas da história.
Começou a tocar violão aos 13 anos como autodidata. Suas influência s foram B.B. King, Jimi Hendrix e Peter Green, mas seu artista favorito é Bob Dylan. Em 63, com alguns amigos, formou a banda The Jokers Wild. Em 66 excursionou pela França, onde passou necessidades, inclusive passou fome, sofrendo de desnutrição e desidratação. Em 67 formou duas bandas: Flowers e Bullitt. Nesta época gozava de boa reputação como vocalista e guitarrista. Em 68, Roger Keith Syd Barrett, seu colega de infância, convidou-o a integrar o Pink Floyd (Jeff Beck também foi sondado), que na época só havia realizado um disco, o excelente The Piper at the Gates of Dawn . O grupo fez algumas apresentações com os dois guitarristas, mas Barret deixou a banda devido a sérios problemas mentais. Começa assim uma das mais bem sucedidas formações da história da música conteporânea. Gilmour, já participa do segundo disco, "A saucerful Of Secrets" (68), como compositor, na faixa título. Até o final da década de 60 o Floyd lança duas trilhas sonoras More (68) e "Zabriskie Point" (70) e o álbum Ummagumma (69), que introduziu o grupo no mercado americano. Na década de 70 a banda literalmente decolou. Foram lançados verdadeiros clássicos da música moderna como Atom Heart Mother (70, o disco da vaca), Meddle (71, o da orelha), Dark Side of the Moon (73, o dos prisma), Wish You Were Here (75), Animals (77) e The Wall (79). Em todos estes discos a presença de Gilmour, como vocalista inclusive, foi decisiva para que o Floyd alcançasse a excelência. Solos como os das músicas, Time , Money , Echoes , Wish You Were Here , Comfortably Numb e Another Brick in the Wall, Pt. 2 são verdadeiros clássicos, que qualquer guitarrista que se preze deve conhecer. Em 83 é realizado o álbum The Final Cut, que foi composto integralmente pelo baixista Roger Waters. Este disco foi o último trabalho de Waters do Floyd. Ele adquiriu um temperamento excessivamente egocêntrico o que tornou a convivência com Gilmour insuportável. A saída de Waters da banda foi oficializada em 85. Após uma intensa disputa judicial o Floyd continuou com a direção de Gilmour. Lançou excelentes discos: A Momentary Lapse of Reason (87), Delicate Sound of Thunder (88 ao vivo), The Division Bell (94) e Pulse (95 ao vivo). Gilmour gravou dois álbuns solos David Gilmour (78) e o melódico About Face (84). O primeiro é um disco que segue um pouco a linha do Floyd, mas Gilmour enfatiza seus vocais. No segundo, com um direcionamento mais pop, porém requintado, ele contou com a participação de músicos como Steve Winwood, Jeff Porcaro (bateria), Pino Palladino (baixo) e duas faixas composta por Pete Townsend.
Gilmour ganhou vários prêmios em revistas especializadas. Em 7 novembro de 2003 foi nomeado, pela rainha Elizabeth II, Comandante da Ordem do Império Britânico. O título foi concedido em homenagem aos seus 30 anos, bem sucedidos, de música. Como curiosidade vale informar que Gilmour é piloto de aviões e possui uma empresa chamada The Intrepid Aviation. Obviamente tem uma coleção de aviões.

Para ler: Site tributo 1 (completíssimo em português) - Site tributo 2 - Site tributo 3 - Site tributo 4 - Página no All Music - Entrevista na Guitar World
Para tocar: Tablaturas

:: FERNANDO VAREJAO 8.12.03 [+] ::
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:: Domingo, Dezembro 07, 2003 ::

John Dawson Winter III ou Johnny Winter nasceu em Beaumont, Texas EUA em 23 de fevereiro de 1944. Legendário guitarrista texano, considerado um dos nomes mais representativos do blues. Possui todos os ingredientes de um super guitarrista: tem estilo, fraseado característico, técnica apurada e muito sentimento. Apesar de ser albino tem alma "negra".
Iniciou na música aos 5 anos aprendendo clarineta. Poucos anos depois trocou pela guitarra. Cresceu ouvindo blues e gospel, música tocada por negros em Beaumont. Aprendeu técnicas de country music em uma loja de instrumentos onde trabalhou. Aos 11 anos formou com o irmão Edgar Winter o Everly Brothers. Fizeram sucesso e apareceram em alguns shows na tv local. Em 59 foram para Nova Iorque, onde participaram do programa Original Amateur Hour de Ted Mack. Voltaram para Beaumont e, no mesmo ano, Winter formou sua primeira banda chamada Johnny and the Jammers, com o irmão nos teclados. O grupo foi considerado um fenômeno e logo gravaram os singles "School Day Blues" e "You Know I Love You", Johnny tinha apenas 15 anos. Começou a frequentar clubs de negros onde se tocava blues. Nos meados da década de 60 fez muito sucesso em sua região e gravou muitos singles e alguns discos. Teve uma breve passagem por Chicago, para divulgar seu material. Em 68 formou um trio com Tommy Shanon no baixo e Uncle John Turner na bateria e realizaram o disco "The Progressive Blues Experiment". Foram para a Inglaterra e fizeram algumas apresentações. Ao voltar para o texas um artigo havia sido publicado na revista Rolling Stones sobre a cena texana, onde comparou Johnny a Janis Joplin: "the hottest item outside of Janis Joplin". Esta reportagem teve repercusão nacional e fez despertar um grande interesse pelo recente disco do trio de Winter. Logo veio um contrato com a Columbia, que durou até 74. Neste período Winter lançou os álbuns Second Winter" (69), "Johnny Winter And" (70), "Still Alive And Well" (73) e "Saints And Sinners" (74). Vale destacar que Winter formou em 70 o Johnny Winter And que contava com a presença do conceituado guitarrista Rick Derringer, que além de tocar também atuou como produtor.
Em 75, Winter assinou com a CBS e realizou "John Dawson Winter III" (74), o seminal "Captured Live" (76) e o aclamado "Nothin' But The Blues" (77), este com Muddy Waters e sua banda. Entre 77 e 80 trabalhou intensamente com Muddy Waters gravando os discos "Hard Again", "I'm Ready" (78) vencedor do Grammy,"Muddy "Mississippi" também ganhador de Grammy, "Waters Live" (1979) e "King Bee" (1980). Neste período também gravou um excelente álbum chamado White Hot & Blue (78). Após um hiato de 4 anos assinou com a gravadora Alligator e lançou 3 discos que foram nomeados para o Grammy, "Guitar Slinger" (84), "Serious Business" (86) e "Third Degree" (88). Na década de 90 lançou vários discos com várias indicações para o Grammy.
Winter é uma figura lendária do blues, não só pela sua imagem mas também pela sua música, blues com personalidade e sentimento, digno de um texano. Aliás o Texas sempre produziu grandes guitarristas como Charlie Christian, Stevie Ray Vaughan e Billy Gibbons (ZZ Top).

Para ler: Site Oficial - Site tributo - Página na Alligator records - Página no All Music
Para tocar: Silver Train - Still Alive and Well - Rock and roll hoochie koo - Star spangled banner
:: FERNANDO VAREJAO 7.12.03 [+] ::
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:: Sábado, Dezembro 06, 2003 ::

Charles Henry Christian ou Charlie Christian nasceu em 29 de julho de 1916 em Bonham, Texas EUA. Primeiro grande guitarrista do jazz. Foi um inovador e influenciou todos os guitarristas entre 1940 e 1965. Christian tocava com fluidez, confiança e swing como um saxofonista. Ao ouvir nomes como Wes Montgomery, Barney Kessel, Herb Ellis e George Benson, nota-se facilmente sua influência. Viveu apenas 25 anos, o suficiente para tornar-se um dos maiores nomes do jazz.
Filho de pais músicos, seu pai era trumpetista e sua mãe pianista, inicialmente tocou piano em localidades próximas a Oklahoma e aos 12 anos mudou para a guitarra acústica. Sua grande influência foi o saxofonista Lester Young. Aos 14 fez seu primeiro show com a Don Redman Orchestra no Honey Murphy's Club em Oklahoma City. Nesta oportunidade tocou com uma guitarra acústica e usou um microfone para amplificar o som de seu instrumento. Em 1933 teve aulas com Ralph "Big-Foot Chuck" Hamilton e aprendeu a ler música e algumas teorias básicas. Christian levou um amigo para ter aulas com Hamilton, T-Bone Walker. Durante algum tempo Walker e Christian tocaram juntos em algumas apresentações. Em 1934 Christian conseguiu seu primeiro emprego, como baixista, na Alphonso Trent Band. Até 1937 tocou em outras bandas adquirindo muita experiência. O ano 1937 marcou a vida de Christian e do jazz, pois passou a tocar guitarra amplificada influenciado por seu professor e inventor do instrumento Eddie Durham (guitarrista de Count Basie). Mais tarde Durham declarou ,"I never saw anyone learn so fast, no have I seen anyone rise to the top so quickly". A primeira guitarra que Christian comprou foi uma Gibson ES-150. Logo, o instrumento ficou famoso por ser usado por ele e um dono de loja vendia a guitarra com o anúncio: "As featured by Charlie Christian".
O produtor, empresário e caça talentos John Hammond ouviu falar de Christian através de Teddy Wilson e Mary Lou Williams. Em viagem para Los Angeles passou por Oklahoma e viu Christian tocar. Ficou impressionado e ao chegar em Los Angeles convenceu Benny Goodman a convidá-lo para trabalhar em sua orquestra. Em agosto de 1939 Christian foi para Los Angeles. Diz a história que Goodman inicialmente rejeitou Christian, mas depois de uma jam session ficou impressionado e percebeu a genialidade do jovem guitarrista. Participou do sexteto de Goodman por 2 anos, onde ganhou muita reputação. Gravou dois álbuns, o primeiro com orquestra - Solo Flight (39) e o segundo Live Sessions at Minton's Playhouse (41), antológico álbum gravado ao vivo com Thelonious Monk, Kenny Clarke e Dizzy Gillespie. A este tempo Christian e outros grandes músicos ajudaram a criar um estilo que viria a se chamar bebop na década de 40. Aliás o termo Be Bop foi criado por Christian. Em sua curtíssima carreira, deixou um vasto material gravado. Em setembro de 2002 foi lançado o box set Genius Of The Electric Guitar, com 4 cds, pela gravadora Columbia/Legacy.
Infelizmente Christian não viu o bebop nascer, pois no início de 1942 contraiu tuberculose e faleceu no dia 2 de março no Seaview Hospital em Staten Island, Nova Iorque. Charlie Christian tornou-se uma lenda. Ele foi para o jazz o que Robert Johnson foi para o blues. Ele foi o Jimi Hendrix de seu tempo. Além de revolucinar as técnicas de execução, expandiu as possibilidades e deu status ao instrumento. Foi, é e sempre será, o pai da guitarra no jazz.

Para ler: Site oficial - Site tributo 1 - Site tributo 2 - Site tributo 3 - Site tributo 4 - Página no All Music - Página na Down Beat
Para ouvir: "Honeysuckle Rose" ; "Benny's Bugle"

:: FERNANDO VAREJAO 6.12.03 [+] ::
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:: Quinta-feira, Dezembro 04, 2003 ::

Larry Coryell nasceu 2 de abril de 1943 in Galveston, Texas EUA. Guitarrista virtuoso pioneiro do fusion. Eclético e de técnica apurada é um dos mais inventivos e influentes desde a década de 60.
Começou na música estudando piano aos 9 anos. Na adolescência mudou para a guitarra e iniciou sua carreira em 1958 tocando em uma banda de rock¿n roll ao lado do tecladista Michael Mandel. Interessou-se pelo jazz quando estudava jornalismo na Washington University. Suas principais influências foram Tal Farlow, Barney Kessel e Johnny Smith. Em 65 foi para Nova Iorque e ingressou na banda de Chico Hamilton. Em 66 estreou no estúdio ao gravar o disco The Dealer com Hamilton. No mesmo ano criou o Free Spirits, com o baterista Bob Moses e o saxofonista Jim Pepper, um dos primeiros grupos de fusion. Gravaram dois discos Of Sight And Sound (66) e Free Spirits (67). O som da banda estava mais para o rock psicodélico, mas os improvisos eram livres e as músicas tinham estruturas eslásticas. Entre 67 e 68 integrou a banda do vibrafonista Gary Burton e gravou 3 discos seminais. Também fez uma importante participação no disco Memphis Underground (68) de Herbie Man. Nesta época Coryell estava deslumbrado com o som revolucinário do Cream e do Jimi Hendrix Experience. Em 1969 excursionou pela Europa e EUA com o ex-baixista do Cream Jack Bruce e o ex-baterista de Jimi Hendrix Mitch Mitchell. No mesmo ano formou o Foreplay, banda que incluía o tecladista Mike Mandel e o saxofonista Steve Marcus. Lançou também seu primeiro álbum solo, homônimo, em 69. Após este disco vieram os álbuns Lady Coryell (69) e Spaces (70). Este último um legendário trabalho com participações de John McLaughlin, Billy Cobham e Miroslav Vitous. Neste disco Chick Corea toca especialmente na faixa Chris.
No início da década de 70 gravou vários discos dando-lhe grande reputação. Seu principal trabalho neste período foi com o grupo The Eleventh House. Com influências de Miles Davis e Weather Report, o grupo tinha som próprio. Teve como integrantes Randy Brecker (trumpete), Alphonse Mouzon (bateria) e Mike Mandel (teclados). Nos meados dos anos 70 excursionou tocando em duo com vários músicos, incluindo Philip Catherine, John McLaughlin, Paco De Lucia, Joe Beck, Steve Khan e John Scofield. Em 77 gravou com Charles Mingus "Three Or Four Shades Of Blue", um dos últimos trabalhos do mestre do baixo. Na década de 80 excursionou com McLaughlin e Paco DeLucia. Em 85 gravou Together em parceria com a talentosa guitarrista Emily Remler, um dos melhores discos de sua carreira. Em 86 participou do projeto Jazzvisions que contava com 5 grandes guitarristas: Tal Farlow, John Scofield, Larry Carlton e John Abercrombie. Na década de 90 fez excelentes trabalhos, incluindo Live from Bahia, gravado em 92 e que conta com a participação de músicos brasileiros, incluindo Dori Caymmi, Nico Assumpção, Luis Avelar e Márcio Montarroyos. Seus mais recentes trabalhos foram The Power Trio: Live in Chicago (julho de 2003) e Shining Hour (agosto de 2003).
Larry Coryell tem uma extensa discografia e muitas participações em trabalhos de grandes músicos. Sua sólida carreira foi construída com muito trabalho, virtuosismo e, pricipalmente, ecletismo. É sem dúvida um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Veja algumas críticas:
·"Probably the most adventurous, daring and exciting guitarist playing rock or jazz is Larry Coryell." - East Village Other (1969)
·"...without question the most inventive and original guitarist to appear since Charlie Christian." - New Yorker / Whitney Balliet (1969)
·"It is super rock, and may be one of the most important things to happen to rock this year." - New York Times / Mike Kahn (1969)
·"He is now a guitar player¿s guitar player" - Bob Palmer (1971)
·"Coryell is perhaps the most original guitarist around... Lord, the wonderfully fresh things he plays!" - Down Beat (1978)

Para ler: Site Oficial - Página no AllMusic - Página na Down Beat - Entrevista
Para tocar: 1 2 Blues

:: FERNANDO VAREJAO 4.12.03 [+] ::
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Richard Hugh Blackmore ou Ritchie Blackmore nasceu em 14 de abril de 1945, em Weston-Super-Mare, Avon Inglaterra. Guitarrista formador das super bandas Deep Purple e Rainbow. Blackmore é um dos mais ovacionados guitarristas de todos os tempos. Autor de riffs que entraram para a história como na música Strange Kind Of Woman. Consegue unir, técnica, garra, personalidade e timbre inigualável. Independente do hoje e do amanhã, Blackmore já escreveu seu nome na história do rock.
Começou na música aos 9 anos quando seu pai lhe deu um violão. Teve aulas de violão clássico. Iniciou na guitarra elétrica aos 11. Ritchie tem um temperamento violento e arrogante e a cada insatisfação criava uma nova banda. "I'm your original angry young man. I know I am". Antes do Deep Purple havia participado de 20 bandas. Em abril de 68 formou com o tecladista Jon Lord o Deep Purple. Teve como primeira formação, além de Blackmore e Lord, Rod Evans (vocais), Ian Paice (bateria) e Nick Simper (baixo). Gravaram 3 álbuns: Shades of Deep Purple (68), Book of Taliesyn (68) e Deep Purple (69). Emplacaram alguns sucessos como Hush, que ficou em 4º lugar na parada inglesa. Após a gravação do 3º disco, Evans e Simper deixam a banda e entram Ian Gillan nos vocais e Roger Glover no baixo. Com estes elementos estava formada uma das mais maiores bandas de rock da história. Gravaram discos legendários: Deep Purple in Rock (70), Fireball (71), Machine Head (72) and Who Do We Think We Are (73). Lançaram também um dos melhores discos ao vivo de todos os tempos, Made In Japan, que foi gravado em 3 noites de agosto de 72, e mostra toda a energia que permeava as apresentações do Purple. As músicas ganhavam novos arranjos com longos solos e muitos improvisos, como nas faixas Lazy, Space Truckin, Strange Kind Of Woman, Child In Time e The Mule. Nos meados de 73, Gillan e Glover saem e entram o vocalista David Coverdale e o baixista Glenn Hughes. Com a nova formação o Purple grava dois excelentes discos: Burn (74) and Stormbringer (74). Nesta época Blackmore já era considerado um dos melhores guitarristas do mundo e fazia apresentações inflamadas, que incluía a destruição de guitarras. Sobre este fato declarou: "I smash a guitar because I want to smash it. It excites an audience and they will go away talking about it. I try not to do it too much because it's been done before by Townshend and Hendrix".
Em abril de 75, o explosivo e inconformado Blackmore, deixa o Purple para formar o Rainbow. Teve na primeira formação Ronnie James Dio (vocais), Mickey Lee Soule (teclados), Craig Gruber (baixo) e Gary Driscoll (bateria), elementos da banda americana ELF (vinculada a Purple Records). Gravaram o disco de estréia, Ritchie Blackmore's Rainbow, em maio e obtiveram um bom sucesso. Em 76 Blackmore reformou a banda e entraram Jimmy Bain no baixo, Tony Carey nos teclados e Cozy Powell na bateria. Com estes novos elementos o Rainbow gravou um dos melhores discos dor rock: Rainbow Rising. Com músicas bem construídas, vocais perfeitos e um clima medieval, Rising é um clássico obrigatório em qualquer coleção decente de discos. No bojo do sucesso de Rising, Blackmore lança o disco ao vivo On Stage (77). Outro petardo que, desta vez, mostra a vitalidade da banda em suas extraordinárias apresentações. Em maio de 78 é realizado o 4º álbum: Long Live Rock´n Roll. Outro disco histórico que traz os sucessos L.A. Connection e Kill The King. O Rainbow revelou ao mundo o vocalista Ronnie James Dio. Suas interpretações combinaram perfeitamente com os temas medievais e a sonoridade de Blackmore. Musicalmente, foi uma das duplas mais bem sucedidas do rock. Após o 4º disco houve nova troca na formação do Rainbow e James Dio vai para o Black Sabbath substituir Ozzy Osbourne. O inconstante Blackmore experimentou várias formações com o Rainbow e lançou alguns bons discos como Difficult to Cure (81). Em 84 o Rainbow termina e Blackmore volta para o purple e grava os álbuns Perfect Strangers (84), The House of Blue Light (87), Nobody's Perfect (88), Slaves and Masters (90) e The Battle Rages On (93). Entre 95 e 97 Blackmore recria o Rainbow e lança o álbum Stranger In Us All. Em 97 cria o Blackmore's Night e lança vários discos, todos com a mistura de rock com música medieval. Seu trabalho mais é recente é Ghost of a Rose, lançado em janeiro de 2003.

Para ler: Site Oficial - Página no AllMusic - Site tributo 1 - Site tributo 2 - Site tributo 3 - Rainbow Site - Discografia Cronológica
Para tocar: Tablaturas

:: FERNANDO VAREJAO 4.12.03 [+] ::
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:: Terça-feira, Dezembro 02, 2003 ::

Larry Eugene Carlton ou Larry Carlton nasceu em 2 de março de 1948, em Torrance na California. Excelente guitarrista, com timbre limpo e fraseado altamente característico. Um dos mais aclamados e solicitados músicos de estúdio nas décadas de 70 e 80, participando de mais de 500 gravações. Seu estilo é o jazz e suas derivações como o smoothjazz e o fusion, tendo como fundo o blues.
Começou a tocar guitrarra aos 6 anos. Sua primeira apresentação como profissional foi aos 14 anos em Los Angeles. Interessou-se pelo jazz ao ouvir Joe Pass no álbum Moment of Truth. Suas influências foram John Coltrane, Wes Montgomery, Barney Kessel e B.B. King. Seu primeiro trabalho solo, With A Little Help From My Friends, foi realizado em 68. Ganhou boa reputação e começou a trabalhar como músico de estúdio em 70. Foi convidado a trabalhar com a banda de jazz The Crusaders em 1971, onde permaneceu até 76. Neste período Carlton gravou mais um disco solo chamado Singing/Playing. Com o Crusaders aprendeu muito e conseguiu adquirir sonoridade própria. Trabalhou também em centenas de álbuns com os mais variados artistas, muitos destes trabalhos receberam o disco de ouro. Destaque para o tema do filme Against All Odds, Who's the Boss e do seriado de tv Hill Street Blues, composições de sua autoria. Entre os artistas com os quais Larry tocou estão Joni Mitchell, Michael Jackson, Sammy Davis Jr., Herb Alpert, Quincy Jones, Bobby Bland, Dolly Parton e Linda Ronstadt. Carlton também participou de alguns trabalhos com o Steely Dan, o que foi fundamental para receber reconhecimento internacional. Seu solo na música Kid Charlemagne foi considerado um dos 3 melhores do rock pela revista Rolling Stones.
Em 1978 lançou seu primeiro trabalho pela Warner, entitulado Larry Carlton. Este disco mostra muita maturidade musical e belos solos de guitarra. Gravou mais 5 discos pela warner: Mr. 335: Live In Japan (79), Strikes Twice (80), Sleepwalk (81), Eight Times Up (82) e Friends (83) que recebeu uma indicação para o Grammy. Em 85 assinou com a gravadora MCA e lançou Alone, But Never Alone, um disco acústico que rapidamente ganhou destaque nas paradas sendo o disco nº 1 na Billboardjazz. Em 86 lançou Last Nite, disco ao vivo, que recebeu uma indicação para o Grammy. Com outro álbum acústico, Discovery (86), Carlton ganhou o Grammy com a música ¿Minute by Minute¿. Em 1987, durante as sessões de gravação de seu próximo trabalho, Larry foi vítima de uma bala perdida ao sair de seu estúdio, causando danos nas cordas vocais. Após muita terapia e muita força de vontade, Carlton recuperou-se e conseguiu finalizar o álbum, que se chamou On Solid Ground. Um disco elétrico onde Carlton executa belas composições e faz solos magnifícos. Destaque para a versão do clássico Layla de Eric Clapton.
Na década de 90 gravou Renegade Gentlemen, um disco de blues, Kid Gloves e Gift, pela gravadora GRP, Fingerprints pela Warner e um disco ao lado de Steve Lukater (guitarrista do TOTO) chamado No Substitutions: Live in Osaka. Destaque para o disco Larry & Lee (95), um duo entre Carlton e Lee Ritenour, que teve oito indicações para o Grammy. Em 1997 ingressou no conceituado grupo Fourplay, em substituição a Lee Ritenour, e gravou 2 discos: Fourplay: 4 (98) e Sonowbound (99). Seus mais recentes trabalhos foram Deep Into It (2001) e o recente Sapphire Blue, que foi realizado em 2003 no Japão e na China, e que será lançado no resto do mundo em janeiro de 2004.

Para ler: Site Oficial - Página com Fourplay - Página no AllMusic - Entrevista na Guitar Player c/ Steve Lukater - Entrevista na Guitar Player 99
Para tocar: Don´t Give Up

:: FERNANDO VAREJAO 2.12.03 [+] ::
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Francesco Antonio Marino ou Frank Marino nasceu em 20 de novembro de 1954 na cidade de Montreal no Canada. Filho de pai italiano e mãe síria/libanesa. Marino na infância estudou em colégio militar e na adolescência abandonou os estudos e entrou na onda de manifestações para a "Paz e Amor" ocorridas no final da década de 60. A trilha sonora escutada por Marino era composta por The Doors, Hendrix, Beatles, etc. Aos 14 anos Frank Marino experimentou LSD resultando em uma má "viagem" e foi internado em um hospital para se recuperar. Durante o período de convalescência Marino começou a aprender música e a tocar guitarra para passar o tempo. Assim, surgiu um dos melhores guitarristas de estilo hendrixiano. Devido a grande semelhança entre o som de Marino e o de Hendrix, o guitarrista canadense foi vítima de uma história fantasiosa divulgada pela imprensa: dizia-se que Marino teria "incorporado" o espírito de Jimi Hendrix durante a recuperação no Hospital. O fato é que Marino é um músico de muito talento e criatividade e sua semelhança com o mestre Hendrix é apenas estilística.
No início da década de 70 Marino formou o Mahogany Rush, com Jim Ayoub na bateria e Paul Harwood no baixo. Inicialmente tocaram em bares e lugares pouco famosos para receberem algum "trocado". Em 1973, assinaram com o selo canadense Kot'Ai Records e lançaram 3 discos: Maxoom, Child Of The Novelty (1974) e Strange Universe (1975). Marino abalou a critica e a audiência com sua técnica, garra e semelhança com Hendrix, o que gerou muita polêmica e até histórias fantasiosas. O sucesso de Marino resultou em um contrato com a grande Columbia Records. Em 1976 é lançado o excelente Mohagany Rush IV. Após este disco o grupo mudou de nome e passou a ser chamar Frank Marino & Mahogany Rush. Com a Columbia Marino lançou mais 6 execelentes álbuns: World Anthem (1977), Frank Marino and Mahogany Rush Live(1978), Tales of the Unexpected (1979), What's Next (1980), The Power Of Rock N' Roll (1981) e Juggernaut (1982). Os discos acima mostram claramente a evolução da sonoridade de Marino. No disco World Anthem Marino apresenta muita versatilidade com um tipo de rock sólido e de muita personalidade. Na gravação ao vivo pode-se perceber toda a energia de Marino no palco. Muito blues e rock'n'roll raíz. No final do disco um solo de guitarra que simula uma batalha aérea e uma homenagem a Hendrix com a música Purple Haze.Nos álbuns seguintes Marino começa a enfatizar o som de sua guitarra. No álbum Tales of the Unexpected Marino inova na música que dá título ao disco, uma peça instrumental de andamento rápido com dois solos bem distintos e incríveis: o primeiro altamente jazzístico (em timbre e fraseado) e o segundo bem roqueiro, com agudos e sustainers. Em What´s Next e Power Of Rock'n'Roll, Frank Marino esbanja toda sua técnica em solos de guitarra sensacionais. São os trabalhos mais pesados e vigorosos. No disco Juggernaut Marino mescla muito bem faixas pesadas com baladas/blues como na excelente faixa "Stories Of A Hero". Após um hiato de 5 anos Marino lança o disco Full Circle em 1987 através da gravadora Maze. Depois da turnê é lançado um duplo ao vivo, que é muito bom, mas não possui a energia que permeia o primeiro ao vivo de 1978. Em 1990 lança From The Hip, um disco independente. Até hoje Marino permanece ativo e no ano de 2000 gravou o disco Eye Of The Storm, que traz toda a sonoridade do velho e bom Mahogany Rush.
Ao ouvir a guitarra e os solos de Frank Marino, nota-se que pelas qualidades de frase e timbre, este extraordinário músico deveria ter uma carreira com mais destaque pela mídia convencional. Sua técnica e criatividade supera em muito vários guitarristas que receberam um tratamento mais destacado. Percebe-se a grande injustiça cometida com este guitarrista que resgata, como poucos, a sonoridade setentista de hendrix que muito influenciou o rock e a música nas décadas subsequentes.

Para ler: Site tributo - Site tributo 2 - Página no AllMusic - Entrevista 1 - Entrevista 2 - Entrevista 3
:: FERNANDO VAREJAO 2.12.03 [+] ::
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:: Segunda-feira, Dezembro 01, 2003 ::

Antônio Maurício Horta de Melo ou Toninho Horta nasceu em 2 de dezembro de 1948, em Belo Horizonte, Minas Gerrais. Conceituado guitarrista, violonista e compositor. Sua música é extremamente refinada e bem característica, onde mistura jazz, mpb e música mineira. Suas harmonias pouco convencionais Influenciaram vários artistas, entre eles Pat Metheny. Toninho é um instrumentista com execelente reputação internacional, tendo já tocado em todos os cantos do Planeta e com músicos renomados. No Brasil não tem a fama que merece.
Cresceu em uma família de músicos: seu pai era violonista, sua mãe tocava bandolim e seu avô era maestro de banda. Aprendeu seus primeiros acordes com seu irmão, o baixista Paulo Horta. Autodidata, tentava tirar as múscas que seu pai tocava e ouviu de tudo: Ray Charles, boleros, Anisio Silva, Jorge Ben, Henry Mancini, George Schilling, Sammy Davis Jr., Roy Hamilton, Miles Davis, Herbie Hancock, Jimi Hendrix, Tom Jobim, João Gilberto e Beatles. Em 1967 participou do 11º Festival Internacional da Canção onde teve duas músicas entre s 40 finalistas: "Maria Madrugada", parceria com a prima Júnia Horta, e "Nem É Carnaval", com Márcio Borges. Em 1969 estreou em estúdio ao gravar com Nivaldo Ornellas. No mesmo ano tocou com Milton Nascimento em uma apresentação. Mudou-se para o Rio em 1971 Rio e integrou o grupo A Tribo com a cantora Joyce. Foi convidado a tocar com Elis Regina e parmaneceu com a musa por seis meses. Em 1972 participou em uma faixa do disco Clube da Esquina de Milton Nascimento. O trabalho lhe deu boa reputação levando-o a tocar com grandes nomes da música brasileira dos anos 70, entre eles Edu Lobo, Elis Regina, Gal Costa, Maria Betânia, Nana Caymmi e Joyce. Em 1973 grava seu primeiro trabalho entitulado: Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta, lançado pela EMI/ODEON. Toninho ganhou fama mundial pelo seu viruosismo e ficou entre os 10 melhores guitarristas pela revista inglesa Melody Maker em 1977 (5º) e 1978 (7º). Em 1979 foi gravar com Milton Nascimento no exterior e acabou fazendo seu primeiro trabalho solo Terra dos Pássaros, lançado em 1980. Neste discos estão dois de seus maiores sucessos: "Diana" e a obra prima "Beijo Partido", que além de muito bonita possui uma rara complexidade harmônica. Em 1981 é lançado o segundo disco entitulado Toninho Horta, um marco na música brasileira. Neste trabalho encontra-se a música "Manuel o Aldaz", outra obra prima, que conta com o histórico solo do então emergente Pat Metheny. Em 1989 lança o disco Diamond Land e a torna-se um mestre do jazz e entra para o mercado americano. Mudou-se para Nova Iorque em 1990. De lá até os dias de hoje Toninho lançou excelentes discos solos e em parceria com outros artistas, como a que fez com Joyce no disco Sem Você (1995), uma homenagem a Tom Jobim.
Durante sua bem sucedida carreira Toninho tocou com muitos músicos do primeiro time do jazz mundial como Pat Metheny , George Duke , Sergio Mendes , Kenny Baron , Gil Goldstein , Orquestra de Gil Evans, Michael Franks, Flora Purim , Astrud Gilberto , Billy Higgins , Gary Peacok , Omar Hakin , Victor Bailey , Phillip Catherine, Joe Diorio , Abraham Laboriel , Danny Gotlieb , Mark Egan , Nana Vasconcelos , Paquito De Rivera , Randy Brecker , Steve Rodby , Russell Ferrante , Jim Beard, Airto Moreira , Wayne Shorter, Wallace, Eliane Elias e Larry Carlton. Ao longo de mais de 30 anos de estrada Toninho Horta tem divulgado a música brasileira por toda a parte do mundo e, por mais de uma década, tem sido repeitado por uma platéia internacional sólida, que considera a grandeza de seu trabalho.

Para ler: Site Oficial - Página no site EJazz - Site tributo - Página no AllMusic
Para tocar: Beijo Partido - Diana - Manuel, o Audaz - Bons Amigos
:: FERNANDO VAREJAO 1.12.03 [+] ::
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:: Domingo, Novembro 30, 2003 ::


James Stanley Hall ou Jim Hall nasceu em Bufalo, New York EUA, em 4 de dezembro de 1930. Jim é um nobre guitarrista da velha guarda que influenciou grandes músicos, como por exemplo Pat Metheny e Bill Frisell. Sua sonoridade tem um avançado teor harmônico, que vem evoluindo através dos tempos. Técnica, classe e limpeza são características presentes na música de Jim Hall.
Desde de criança teve grande influênca musical. Sua mãe era pianista, seu avô volinista e seu tio guitarrista de jazz. Aos 10 anos ganhou uma guitarra de natal e começou a estudar de forma intensa. Aos 13 já tocava profissionalmente em clubs nos arredores de Cleveland. Foi influenciado musicalmente por Charlie Christian e Django Reinhardt. Após se formar na High School, ingressou no Cleveland Institute of Music onde aprendeu teoria da música, compsição e alcançou a maturidade musical. Formou-se em 1955 e foi para Los Angeles onde teve aulas de violão clássico com Vincente Gomez. Ingressou no Chico Hamilton Quintet e ficou 2 anos (55-56) ganhando fama nacional e internacional. Depois participou do Jimmy Giuffre Trio (56-59). Excursionou com Ella Fitzgerald em 60 e 61, nesta época, circunstancialmente, fez algumas gravações com o saxofonista Lee Konitz. Tocou com o quarteto de Sonny Rollins entre 61 e 62 e gravou o álbum The Bridge. De 62 a 64 liderou um quarteto ao lado de Art Farmer. Eventualmente, entre 59 a 65, tocou com genial saxofonista Paul Desmond. Em 65 mudou-se para Nova Iorque e tornou-se um requisitado guitarrista de estúdio. Gravou vários discos, como líder, em diversos selos como Pacific Jazz, Milestone, CTI, Horizon, Concord e Telarc. Vale destacar os dois excelentes álbuns gravados ao lado do legendário pianista Bill Evans - Undercurrent (63) e Intermodulation (66).
Jim ganhou vários prêmios durante sua bem sucedida carreira musical: Jazz Critics Circle Award for Best Composer/Arranger, Down Beat Critics' Polls e Readers' Polls, Playboy All-Stars, Jazz Times Polls e finalmente um Honorary Doctorate of Music.
Em 1999 acontece um grande encontro de gerações:Jim grava com Pat Metheny um aclamado disco. Em 2001 a gravadora Telarc lança o álbum Jim Hall & Basses, onde Jim toca com vários baixistas: Dave Holland, Christian McBride, Charlie Haden, George Mraz e Scott Colley.

Para ler: Página na Down Beat - Bio e discografia no All Music - Site tributo - Página no EJN - Entrevista na Guitar Player
:: FERNANDO VAREJAO 30.11.03 [+] ::
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:: Sexta-feira, Novembro 28, 2003 ::

Robert Leroy Johnson ou Robert Johnson nasceu em 8 de maio de 1911 em Hazlehurst, Mississipi EUA. Johnson é considerado o pai do blues. É o mais celebrado bluesman da história. Fixou as bases do blues moderno e mudou a história da música americana. Influenciou nomes como Muddy Waters, Taj Mahal, Eric Clapton, Rolling Stones, Ry Cooder, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Steve Miller, entre muitos. Viveu somente 27 anos e gravou apenas 29 músicas.
Cresceu nas lavouras de algodão no Mississippi e aprendeu gaita e depois guitarra, com seu irmão mais velho Charles. Suas grandes influências foram Son House, Charley Patton e Willie Brown. Casou-se aos 18 em fevereiro de 1929 com Virginia Travis. No ano seguinte, uma tragédia: Virginia, que tinha 16 anos, morre durante o parto. Em junho de 1930 o bluesman Son House apareceu pelo Mississipi e Robert ficou encantado a ponto de segui-lo aonde ele fosse. Mas Soon de certa forma o esnobou, pois não o considerou talentoso. Então Johnson mudou-se para a cidade natal Hazelhurst e tocou com músicos de rua e em acampamentos. Em maio de 1931 casou-se com Calletta "Callie" Craft, que era 10 anos mais velha que Johnson e manteve a relação sob segredo. A experiência que adquiriu no sul do Mississipi foi fundamental para a sua evolução musical.
Quando retornou à cidade Robunsonville, encontrou com Son House e Willie Brown que ficaram assombrados com o desenvolvimento, técnico e musical, de Johnson em tão pouco tempo. Daí vem o famoso mistério: Johnson, em uma encruzilhada, teria vendido sua alma para o demônio, para ser um grande guitarrista. Verdade ou não, Robert Johnson se tornou uma figura lendária que alterou o curso da música nos Estados Unidos. Mostrou uma nova forma de tocar e criou harmonias inéditas. Sua carreira decolou e o sucesso foi imediato. Tornou-se o King of the Delta Blues. Em 1936 resolveu gravar suas músicas, e recorreu ao dono de uma loja de discos. Este lhe apresentou a uma pessoa que trabalhava para a gravadora ARC, chamado Ernie Oertle. Em novembro, Johnson e Oertle foram para Santo Antonio e em apenas 5 dias gravaram as músicas que mudariam o blues: Kindhearted Woman Blues - I Believe I'll Dust My Broom - Sweet Home Chicago - Rambling On My Mind - When You Got a Good Friend - Come On In My Kitchen - Terraplane Blues - Phonograph Blues - 32-20 Blues - They're Red Hot - Dead Shrimp Blues - Cross Road Blues - Walking Blues - Last Fair Deal Gone Down - Preaching Blues (Up Jumped the Devil) - If I Had Possession Over Judgment Day. Estas canções foram gravadas apenas com voz, um violão acústico com cordas de aço e um slide na mão esquerda. Ao final Johnson retornou para o Mississipi e de prosseguimento a sua meteórica carreira. Em junho de 1937 voltou ao estúdio, agora em Dallas e gravou mais uma série de canções: Hellhound On My Trail - Little Queen of Spades - Malted Milk - Drunken Hearted Man - Me and the Devil Blues - Stop Breakin' Down Blues - Traveling Riverside Blues - Honeymoon Blues, sendo dois takes de cada. Gravou também 3 takes de Milkcow's Calf Blues e 4 de Love in Vain. No ano seguinte excursionou por várias cidades, entre elas St. Louis, Detroit, Chicago e Memphis. Na noite de 13 de agosto de 1938, um Sábado, em uma apresentação no Three Forks na cidade de Greewood, Johnson passou mal e 3 dias depois morreu na casa de um amigo. Tinha sido envenenado pelo marido ciumento de uma mulher que havia paquerado anteriormente. Seu corpo foi enterrado em uma pequena igreja de Morgan City, próximo a Greenwood, no Mississipi. Logo após a sua morte soube-se que John Hammond estava a sua procura para tocar em uma apresentação no Carnegie Hall em NYC.
Robert Johnson ficou esquecido até 1961 quando foi lançado o disco King of the Delta Blues Singers. Esta gravação expôs a música de Johnson para jovens e velhos bluesmans como Muddy Waters e Howlin' Wolf. O Cream gravou Crossroads e os Rolling Stones Love In Vain, entre outras.
Em 1990 a gravadora Columbia lançou um box-set com 2 cds chamado Robert Johnson: The Complete Recordings. Nas notas Eric Clapton declara: "Robert Johnson to me is the most important blues musician who ever lived....I have never found anything more deeply soulful than Robert Johnson. His music remains the most powerful cry that I think you can find in the human voice."

Para ler: Site Oficial - Bio e discografia no All Music - Site tributo 1 - Site tributo 2
Para tocar: Tablaturas

:: FERNANDO VAREJAO 28.11.03 [+] ::
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:: Quinta-feira, Novembro 27, 2003 ::

Carlos Santana nasceu em 20 de julho de 1947 na cidade mexicana de Autlan De Navarro. Santana é um mito da música popular. É uma unanimidade planetária. Um dos mais criativos e geniais guitarristas. Inovou ao fundir a música latina com o rock. Sua sonoridade é altamente característica, seus solos são facilmente indentificáveis. Carlos Santana é uma lenda viva.
Foi criado no México, seu pai era um violonista mariachi. Aos 5 anos começou a aprender violino, mas aos 8 trocou pela guitarra. Sua família muda pra a cidade de Tijuana e Carlos começa a tocar em bares e clubs locais. Em 1961 imigram para os EUA, mas precisamente para San Francisco. Santana passou a adolescência convivendo com os modos e ares da cidade que seria berço de uma nova geração. Assistiu vários shows e começou a se "enturmar". Em 1966 formou o Santana Blues Band ao lado do tecladista Gregg Rolie. O nome da banda soou inadequado e encurtaram para Santana. O produtor Bill Graham gostou do som da banda e promoveu a primeira apresentação no Fillmore West Theater em San Francisco no dia 16 de junho de 1968. Nesta época o som do grupo era cheio de longos improvisos e com influências jazzísticas, o que não era comercial. Em 69 gravam o primeiro disco chamado Santana, pela Columbia, e começam uma turnê americana. Dentro desta turnê, em 15 de agosto, acontece o histórico concerto em Woodstock, onde Santana faz uma das melhores apresentações. No memso mês á lançado nacionalmente o primeiro disco. As músicas ¿Evil Ways¿ e ¿Soul Sacrifice¿ estouram nas paradas. O som do grupo soa como uma grande novidade e vende 2 milhões de cópias. Em setembro de 1970 lançam o segundo disco, Abraxas, e emplaca os sucessos "Black Magic Woman" e "Oye Como Va". Este disco vendeu 4 milhões de cópias. O terceiro disco sai em setembro de 71 e vende 2 milhões de cópias. Carlos então resolve reformar a banda e Gregg Rolie sai indo formar o Journey ao lado do jovem guitarrista Neal Schon, que também tocava na banda. Era o fim da fase Woodstock de Santana. Em 1972 lança Carlos Santana & Buddy Miles! Live!, um disco ao vivo gravado no Hawai com o cantor e baterista Buddy Miles. O álbum recebe o disco de platina. No mesmo ano lança o 4º álbum do Santana, Caravanserai. Neste disco Carlos, que gozava de muito prestígio, convida vários músicos e cada faixa tem line up diferente. O álbum recebe o disco de platina e Santana recebe o Grammy Award de Best Pop Instrumental Performance. Neste disco Santana mostra inclinação para o jazz rock. Nesta época Carlos recebe influências orientais, através do guru Sri Chinmoy, e muda seu nome para Devadip Carlos Santana. Com o amigo, e também discípulo de Chinmoy, Mahavishnu John McLaughlin grava o disco Love Devotion Surrender em 1972. Era um encontro memorável, pois tratava-se de dois dos maiores guitarristas da época de todos os tempos.
Durante as décadas de 70 e 80 Santana lança vários discos com o grupo, todos com alto índice de vendas e também realiza trabalhos com outros artistas, como no disco Illumination (74), um duo com a viúva de John Coltrane. Em 80 lança o álbum duplo solo, The Swing of Delight, com as feras do jazz Herbie Hancock, Wayne Shorter e Ron Carter. Outro trabalho solo que merece destaque é Blues for Salvador (87) que ganhou o Grammy Award de Best Rock Instrumental Performance. Na década de 90 muda de gravadora, vai para a Polydor, e lança bons discos como Milagro e Brothers, com seus irmãos. Em 1999 Santana surpreende o mundo com o álbum Supernatural, onde conta com vários convidados de diversos estilos - Eagle-Eye Cherry, Wyclef Jean, Eric Clapton, Lauryn Hill, Rob Thomas do Matchbox 20, Everlast e Dave Matthews. As músicas Smooth e Maria, Maria estouram nas paradas de todo o planeta. Supernatural vendeu mais de 10 milhões de cópias e ganhou, nada mais nada menos que 8 prêmios Grammys. Seu trabalho mais recente é Shaman, lançado em outubro de 2002.
Em 40 anos de uma bem sucedida carreira Carlos Santana recebeu várias dezenas de prêmios, por vendagem de discos e como instrumentista. Com isso ele prova que sucesso e qualidade podem andar juntos, e que esta receita leva à eternidade. Santana é uma verdadeira lenda viva. Aliás quem não o admira ?

Para ler: Site Oficial - Bio e discografia no All Music - Entrevista na guitarworld.com - Entrevista na guitarplayer.com - Site tributo 1 - Site tributo 2
Para ouvir: várias músicas
Pra tocar: Tablaturas

:: FERNANDO VAREJAO 27.11.03 [+] ::
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:: Quarta-feira, Novembro 26, 2003 ::

Stephen James Howe ou Steve Howe nasceu em 8 de abril de 1948 em Holloway, North London, Inglaterra. Um dos maiores guitarristas de rock progressivo da história. Foi o guitarrista da legendária banda Yes. Howe é um guitarrista versátil, de técnica apurada, sonoridade limpa e uma posição de tocar muito elegante.
Aos 12 anos ganhou sua primeira guitarra de presente no natal. Howe inspirou-se em artistas diversos como Bill Haley and the Comets, Les Paul, Jimmy Byant e Tennessee Ernie Ford. Musicalmente foi influenciado, principalmente, por Chet Atkins. Também foi influenciado por Django Reinhardt e o duo Les Paul & Mary Ford. Para quem se tornaria um dos maiores guitarristas de rock progressivo estas influência podem parecer estranhas. Sua primeira banda foi o The Syndicats formada em 1964. O estilo era rock¿n roll tipo Chuck Berry. Durante a segunda metade da década de 60 formou algumas bandas com pouca expressão, apesar de ter realizados alguns discos. Fez testes para entrar no JethroTull mas não foi aceito. Em 1970, Howe já tinha sido escutado por alguns dos membros do Yes, que já havia lançado dois discos mas seu guitarrista, Peter Banks, não satisfazia a banda. Então, na primavera do mesmo ano, Howe é convidado a entrar para o Yes. Sua primeira apresentação foi em 17 de julho no Lyceum em London. O primeiro disco com Howe foi o excelente Yes Album, que traz sucessos como Yours Is No Disgrace, Starship Trooper e I've Seen All Good People. Neste álbum está o surpreendente solo The Clap, gravado ao vivo. Neste solo Howe mostra sua técnica clássica, raridade entre roqueiros. O segundo disco do Yes, Fragile, deu ao grupo o status de super banda. Neste disco Howe grava o solo Mood for a Day, bonito e delicado é uma verdadeira peça clássica. O principal sucesso do disco Roundabout é composto por Howe junto com o vocalista Jon Anderson. Até o fim do Yes em 1980, Howe moldou a sonoridade do grupo com seu timbre limpo, técnica clássica e muita sensibilade, como nas músicas The Gates of Delirium (Relayer 74) e Turn of the Century (Going for The One 77). Enquanto integrava o Yes, Howe lançou dos álbuns solos - Beginnings (76) e The Steve Howe Album (79). Nestes trabalhos fica nítida sua grande influência no Yes. Composições com pinceladas de música clássica, solos de violão e uma bela transcrição para guitarra do 2º movimento do Concerto em Ré de Vivaldi. Howe recebeu o prêmio Best Overall Guitarist pela revista Guitar Player por 5 anos consecutivos e em 1981 tornou-se o primeiro guitarrista de a entrar para o Hall of Fame.
Após sair do Yes integrou a super banda Asia, com Carl Palmer na bateria, John Wetton no baixo e Geoff Downes nos teclados. Apesar destes músicos sensacionais o som do Asia soa muito comercial. Howe grava os dois primeiros discos Asia (82) e Alpha (83) e deixa a banda. Em 86 forma o GTR com o ex-guitarrista do Genesis Steve Hackett. Gravam um único disco e o GTR se desfaz. Em 1989 Howe de reúne com Jon Anderson, que havia saído do Yes, Bill Bruford e Rick Wakeman e resolvem formar um novo grupo. Inicialmente queriam recriar o Yes mas Chris Squier, dono dos direitos da marca, não permitiu. Então formaram o Anderson, Bruford, Wakeman and Howe e gravaram um excelente álbum homônimo. No início dos anos 90 o quarteto se juntou com a outra facção do Yes liderada por Chris Squire e formaram o super Yes com oito integrantes: Anderson, Bruford, Wakeman, Howe, Squire, Tony Kaye, Trevor Rabin e Alan White. Em 1991 gravam o disco Union. Fazem uma grande turnê mundial e lançam o vídeo Yes Years. Como era muito músico para pouco Yes a formação não durou muito. Em 1995 o Yes retorna com Jon Anderson, Chris Squire, Steve Howe, Rick Wakeman e Alan White. Em 1996 fazem 3 apresentações memoráveis em San Francisco, que se torna o álbum Keys to Ascension. São 4 cds com material inédito e grandes sucessos passados. O Yes estave de volta e lançam Open Your Eyes (97), The Ladder (99) e Magnification (2001). Até o re-retorno do Yes em 1985 Howe lançou seis discos solos. Entre 95 e os dias atuais realizou, paralelamente ao Yes, outros trabalhos solos, inclusive um tributo a Bob Dylan chamado Portraits of Bob Dylan (99). Seu trabalho mais recente é Elements, lançado em outubro de 2003, com uma linda capa desenhada por Roger Dean, e que mistura rock, blues e jazz.

Para ler: Site Oficial - Bio e discografia no All Music - Entrevista no progressiveworld.net - Entrevista no classicrock.about.com - Discografia completa
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:: Terça-feira, Novembro 25, 2003 ::

Michael Stern ou Mike Stern nasceu em 10 de janeiro de 1953 em Boston, Massachusetts EUA. Mike é um soberbo guitarrista de jazz/fusion que tem um espírito roqueiro. Seus solos são inflamados de agudos e frases complexas e incisivas. É bem versátil, podendo tocar tão bem um standard do jazz como o mais experimental fusion. Seu timbre e fraseado são bem característicos, o que da muita personalidade a seu som, fundamental para um Top Player.
Começou a tocar guitarra aos 12 anos inspirado por B.B. King, Eric Clapton e Jimi Hendrix. Em 71 ingressou na famosa Berklee School of Music em Boston e teve aulas com Pat Metheny and Mick Goodrick. Durante seu curso despertou interesse por Wes Montgomery e Jim Hall, que influenciaram sua forma de tocar. Por recomendação de Pat Metheny fez uma turnê com o grupo Blood, Sweat & Tears em 1976. Permaneceu na banda por dois anos e gravou os álbuns More Than Ever e Brand New Day. Em sua estadia no Blood, Sweat & Tears Stern conheceu o percusionista Don Alias e o gênio do baixo Jaco Pastorius. Em 1978 retorna a Boston e tem aulas particulares com Charlie Banacos, um guru do jazz local. Em 1979 entra para a banda do baterista Billy Cobham, permanecendo 2 anos. Em 1981 ingressa na banda do mega star Miles Davis. Sua estréia foi em 27 de junho no Kix nightclub em Boston e está registrada no disco We Want Miles. Ficou 2 anos com Miles e participou dos álbuns Man With The Horn e Star People, que teve também a participação do emergente guitarrista John Scofield. Em 1983 e 1984 excursionou com a Word Of Mouth, banda de Jaco Patorius. Em 1985 retornou ao grupo de Miles e excursionou por um ano. Em 1986 se apresentou com o saxofonista David Sanborn e depois entrou para a super banda Steps Ahead ao lado de Mike Mainieri (vibrafone), Michael Brecker (sax), Victor Bailey (baixo) e Steve Smith (bateria). Com o Steps Ahead Stern gravou o laser disc Live in Tokyo (com Darryl Jones no baixo), que depois foi lançado em cd.
Seu 1º trabalho solo, Upside Downside, saiu pela Atlantic Records em 1986. Te ve a participação de vários ilustres amigos: David Sanborn, Jaco Pastorius, o saxofonista Bob Berg, os baixistas Mark Egan e Jeff Andrews, o tecladista Mitch Forman e os bateristas Dave Weckl e Steve Jordan. Em Upside Downside estão faixas memoráveis, mostrando que, além de muita técnica, Stern tem muita sensibilidade, exemplificada nas faixas Goodbye Again e After You. De 86 até 88, Stern integrou a banda de Michael Brecker participando da gravação do disco Don't Try This At Home e do free jazz festival no Brasil.
Nas décadas de 80 e 90 Mike gravou vários discos solos, com destaque para Standards (And Other Songs) de 93, que lhe deu o prêmio de melhor guitarrista de jazz pela revista Guitar Player. Seu trabalho mais recente é These Times lançado em outubro de 2003, que tem participação excelentes músicos como o saxofonista Kenny Garrett, o batera Vinnie Colaiuta e os baixistas Will Lee e Victor Wooten.

Para ler: Site Oficial - Bio e discografia no All Music - Página na Europe Jazz Network

:: FERNANDO VAREJAO 25.11.03 [+] ::
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Julian Alexander Bream ou Julian Bream nasceu em 1933 na cidade de Londres. É considerado um dos melhores violonistas/alaudista da históra. Dono de uma técnica inigualável, suas interpretações são belíssimas com muito sentimento, o que não é fácil no violão clássico.
Começou seus estudos aos 10 anos aprendendo piano. Seu pai era guitarrista de jazz e tocava em pequenos clubs nos arredores de Londres. Juliam até que tentou tocar jazz mas sua atração pela música clássica prevaleceu. Tentava tocar música clássica na guitarra de seu pai, que logo comprou-lhe um violão. Conheceu e teve aulas com Boris Perott, um velho violonista russo. Perott, que conhecia Andres Segovia, apresentou-o ao mestre, e Bream teve algumas aulas entre1947 e 1948. Fez seu primeiro recital em 17 de fevereiro de 1947 em Cheltenham. Frequentou a Royal College of Music dos 15 aos 18 anos, mas estudou piano e cello, pois ninguém lecionava violão. Entre os 18 e 21 anos, Juliam serviu o exército. Em novembro de 1951 fez seu primeiro recital em Londres no Wigmore Hall. Após deixar a farda dedicou-se exclusivamente aos estudos no violão. Rapidamente ganhou reputação se tornando o mais proeminente violonista do pós-guerra. Participou de vários recitais na rádio BBC. Fascinado pelo alaúde aprofundou seus estudos para este difícil instrumento. Pesquisou e se interessou pela música da "Elizabethan Era". Após 1958 Julian Bream gravou para a RCA, recebendo muitos prêmios internacionais, incluindo seis da National Academy of Recording Arts and Sciences nos EUA, dois Prêmios Edison e vários pela Gramophone magazine. Suas aparições em programas de TV BBC deram fama mundial a Bream, como em 1976 quando a TV inglesa fez um filme mostrando sua vida - A Life in the Country. Em 1979 ganhou o disco de Platina pela RCA pela venda de mais de 500.000 discos vendidos só na Inglaterra. Em 1993, em comemoração de seus 60 anos, a RCA lançou um box-set com 28 cds, mostrando a variedade e versatilidade de Bream ao longo de sua carreira. Bream também fez a trilha sonora do filme hollywoodinano Don Juan de Marcos. Viajou por todo o planeta fazendo recitais de violão e alaúde. Recebeu muitos títulos como o Honorary Doctorates das universidades de Surrey (68) e Leeds (84), membro honorário da Royal Academy of Music (66) e da Royal Philharmonic Society (88), Officer of the Order of the British Empire (64) e Commander of the Order of the British Empire (94). Em 1997 comemorou 50 anos de sua primeira apresentação com um concerto no Cheltenham Town Hall. Poucas semanas depois a BBC mostrava um programa especial com sua vida - This Is Your Life, filmado após um concerto comemorativo no Queen Elizabeth Hall. Em novembro de 2001 retorna ao Wigmore Hall, 50 depois de sua estréia em Londres, e faz um recital comemorativo. Durante sua extraordinária carreira grandes compositores dedicaram peças para Bream entre eles estão Arnold, Berkeley, Bennett, Britten, Brouwer, Fricker, Henze, Maxwell Davies, Searle, Takemitsu, Tippett, e Walton.

Para ler: Bio e Discografia no All music - Entrevista em 1982 - Site de sua Agência
Para ouvir: Capricho Arabe - Recuerdos de la Alhambra
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:: Segunda-feira, Novembro 24, 2003 ::

George Benson nasceu em 22 de março de 1943 na cidade de Pittsburgh na Pennsylvania, EUA. Um dos melhores guitarristas de jazz de todos os tempos. Suas frases são bonitas e coerentes. Sua música é facilmente identificável devido ao seu timbre limpo, bem jazzístico e por acompanhar seus solos com sua bela voz. Benson também é um excelente cantor o que o ajudou a se tornar um jazz/pop star mundialmente conhecido e respeitado.
Benson começou sua carreira profissional aos 8 anos como cantor em Night Clubs. Gravou algumas faixas para a RCA em 1954. Aos 17 formou uma banda rock e tocava com guitarra feita por seu padrasto. Se interessou pelo jazz ao escutar discos de Charlie Christian, Wes Montgomery e Charlie Parker (suas inspirações) . Em 1962 ingressou no grupo do organista Jack McDuff. Lançou seu primeiro trabalho solo em 64 entitulado The New Boss Guitar com estilo hard bop/soul-jazz. Este álbum deu a Benson boa reputação, mas sua inclusão no hall dos melhores se deu após a gravação de dois discos de soul/jazz com a produção de John Hammond - It's Uptown (65) e The George Benson Cookbook (66). Mudou-se para Nova Iorque e formou seu próprio grupo. Na Segunda metade da década de 60 e início da de 70, Benson gravou com grandes nomes como Miles Davis (Miles in the Sky) e foi produzido por Creed Taylor, gravando álbuns históricos como Shape of Things to Come (68), The Other Side of Abbey Road (69) e Beyond the Blue Horizon (71). Até 1975 Benson já havia colecionado prêmios, gravado excelentes discos e adquirido grande notoriedade como músico de jazz. Seu estilo e sonoridade tinham personalidade. Sua forma de solar com oitavas o fez comparável a Wes Montgomery, mas além de solista Benson também era um grande ritimista.
Em 76 Benson lança Breezin, seu primeiro álbum pela Warner. Este disco traz uma belíssima versão, cantada, de This Masquarade (de Leon Russell), que faz um sucesso estrondoso e revela um cantor genial. Breezin se torna o disco de jazz mais vendido da história. A partir daí Benson entraria em uma nova fase, onde os vocais seriam preponderantes e sua música teria uma linha mais para o R&B/pop do que o jazz. Obviamente não agradou aos puristas do jazz, mas Benson aumentou significativamente seu público e seus álbuns venderam muito mais. Apesar do teor comercial, a música de Benson continuou muito sofisticada e bem característica. Seus solos de guitarra acompanhados pelos vocais são únicos e inigualáveis. Benson até operou o nariz, deixando-o menor e mais afinado. Em 77 lança o duplo ao vivo Weekend in L. A. e emplaca o sucesso On Broadway. Em 80 grava o excelente Give Me the Night com os sucessos Love X Love e Give Me the Night. Neste disco a produção é de Quincy Jones e tem uma versão instrumental de Dinorah, Dinorah de Ivan Lins e Vítor Martins. Até este disco Benson já havia recebido 7 Grammy Awards. Em 89 grava o disco Tenderly, com standards do jazz. É a volta de Benson as raízes. Em 90 grava Big Boss Band, com orchestra. Neste ano recebe o título Honorary Doctorate Degree in Music pela Berklee College of Music. Na década de 90 Benson gravou bons discos, sempre enfatizando seu lado R&B/pop, mas com muita qualidade instrumental. Destaque para os discos That's Right (96), Standing Together (98) e Absolute Benson (2000). Seu trabalho mais recente é After Hours, álbum jazzístico, gravado ao vivo pelo George Benson Quartet e lançado em novembro de 2002.

Para ler: Site Oficial - Página na Down Beat - Bio e Discografia no All Music -
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:: Domingo, Novembro 23, 2003 ::

Eric Patrick Clapton ou Eric Clapton nasceu em 30 de março de 1945 em Ripley, Inglaterra. Clapton is God . Esta frase apareceu em forma de graffitti em Londres e Nova Iorque no final da década de 60. Após 35 anos Clapton é um dos mais aclamados guitarristas da história e um pop star globalizado. Todo este sucesso é justificado por uma brilhante carreira que teve início com o primeiro super grupo da história, o Cream. Eddie Van Halen declarou que aprendeu a tocar guitarra copiando seus solos no Cream. Clapton ganhou inúmeros prêmios nas revistas especializadas além de vários Grammy's. É uma lenda viva e apesar da comparação indevida, Clapton foi Deus para muitos.
Começou na música inspirado por uma apresentação de Jerry Lee Lewis na TV inglesa. Entrou para o Kingston College of Art, para estudar design, mas aos 17 foi expulso por ter tocado guitarra na sala de aula. Conseguiu um emprego e passava o tempo que sobrava tocando guitarra. Participou das bandas Roosters e Casey Jones. Com uma boa reputação ingressou no Yardbirds. O grupo fez muito sucesso e Clapton já era considerado um virtuoso. Nesta época ganhou o irônico apelido de slowhand, pois sempre quebrava a corda da guitarra em suas performances. Com o Yardbids participou de dois álbuns - Five Live Yardbirds e For Your Love. Em 65 Clapton deixa a banda e entra para o John Mayall's Bluesbreakers. Foi nesta época que surgiram as famosas pixações com a frase Clapton is God. Em meados de 1966 sai do Bluesbreakers e forma o Cream, com Jack Bruce no baixo e Ginger Baker na bateria. O Cream foi o primeiro super grupo do rock, pois os integrantes já eram famosos e conceituados. Um das maiores bandas da história. As versões ao vivo das músicas eram alteradas e ganhavam longos solos, tudo a base de muita improvisação e virtuosismo. Foi a melhor fase de Clapton. O Cream durou 2 anos e lançou 4 álbuns. Apesar da curta duração exerceu grande influência sobre o mundo do rock. Após o furacão Cream, Clapton se juntou a Steve Winwood e Ginger Baker e formou o Blind Faith, que durou menos de 1 ano e realizou 1 disco. Em 1970 formou o Derek and the Dominos com alguns dos membros do Delaney & Bonnie & Friends e gravou o histórico álbum duplo Layla and Other Assorted Love Songs com a participação do guitarriista Duane Allamn. Neste disco está a música Layla, dedicada a mulher de George Harrison (Pattie), seu melhor amigo. No mesmo ano Clapton lança seu primeiro disco solo e emplaca o sucesso After Midnight. Entre 70 e 73 Clapton passa por uma fase de inatividade motivada pelo uso de Heroína. Seu retorno foi registrado no álbum Rainbow Concert de 73. Em 1974 grava o memorável 461 Ocean Boulevard, disco que traz a música I Shot The Sheriff de Bob Marley, projetando o astro do reggae mundialmente. Na década de 70 Clapton firmou-se como um pop star e um dos mais respeitados guitarristas da história. Lançou excelentes discos como Slowhand (77), que tem a música Cocaine e o duplo ao vivo gravado no Japão Just One Night (80). Em 1979 casa-se com Pattie, a ex-mulher de George Harrison (divorciando-se em 1988). Na década de 80 Clapton enfrentou problemas com o alcolismo, mas conseguiu superar e lançou alguns discos, que apontaram uma certa mesmice em sua música, mas obteve um razoável sucesso, pois tudo que fazia era digno de atenção.
Em 20 de março de 1991 seu filho, Conor de 4 anos, morre vítima de uma queda acidental de um prédio. No mesmo ano grava o álbum ao vivo 24 Nights com uma super banda formada por Nathan East (baixo), Steve Ferrone (bateria) e Greg Phillinganes (teclados). Neste disco Clapton recria alguns sucessos do Cream como White Room e Sunshine of Your Love. Em 1992 faz a trilha sonora do filme Rush e inclui a música Tears In Heaven, dedicada a seu filho. No mesmo ano grava o excelente MTV Unplugged que se torna um grande sucesso de vendas. Em 1994 Clapton voltas as raízes do blues com o aclamado disco From the Cradle. Clapton em 97 flerta com a música eletrônica no projeto T.D.F. ao lado do tecladista Simon Climie. Em 98 grava o bem sucedido Pilgrim. Em 2000 acontece um encontro histórico, Clapton e B.B. King gravam o disco Riding with the King. Em 2002 grava Reptile seu mais recente trabalho de estúdio. No mesmo ano, em novembro, lança seu sexto disco ao vivo One More Car, One More Rider. Eric Clapton não é Deus e nunca foi. É um homem com defeitos e virtudes, um músico de muito brio e sentimento. Um guerreiro da vida, pois esteve bem perto da morte. Conseguiu superar obstácu-los como as drogas e a morte se seu filho. Hoje mantém uma fundação de combate ao alcolismo e leva uma vida normal, tocando, gravando e cantando. Com certeza seu lugar já está reservado entre as maiores estrelas da música moderna.

Para ler: : Site Oficial - Reprise Site - Bio e Discografia no All Music - Entrevista na Guitar Player 85 - Site Tributo - Cream Site Tributo

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:: Sábado, Novembro 22, 2003 ::

Jeff Beck nasceu em 24 de Junho de 1944 em Wallington, Surrey, Inglaterra. Um dos maiores gênios da guitarra. Conteporãneo de Jimmy Page, Eric Clapton e Jimi Hendrix, Beck caracterizou-se pela inovação e garra. Sua música extrapola o rock, atingindo o fusion, o blues e o pop. Infelizmente não teve o sucesso comercial que merecia, mas entre os guitarristas é um ídolo. Sua técnica é refinada e bem peculiar. Ganhou inúmeros prêmios nas revistas especializadas. Jeff Beck se tornou um mito e um dos mais aclamados guitarristas da história.
Iniciou na música estudando na London's Wimbledon Art College. Ganhou boa reputação ao tocar na banda de Lord Sutch, que o ajudou a entrar para o Yardbirds, em substituição a Eric Clapton. No Yardbirds permaneceu 2 anos e ganhou muita fama ao participar do filme Blow-Up, em uma cena em que Beck destrói sua guitarra. No final de 67 cria o The Jeff Beck Group com o vocalista Rod Stewart, o baixista Ron Wood, o baterista Aynsley Dunbar e o tecladista Nicky Hopkins. O som da banda tinha uma inclinação para o rock pesado. Com esta formação lançaram dois discos Truth (68) or Beck-Ola (69). Em 70 Stewart e Wood deixam o grupo para formar o The Faces, com isso Beck desfez a banda. Resolveu criar um power trio com alguns elementos do Vanilla Fudge - Carmine Appice na bateria e Tim Bogert no baixo, mas Beck sofreu um acidente de carro e desistiu do projeto. Bogart e Appice foram tocar no Cactus. Em 1971 com Beck já recuperado recriou o Jeff Beck Group, com o tecladista Max Middleton, o baterista Cozy Powell, o baixista Clive Chaman e o vocalista Bobby Tench, e gravaram Rough and Ready (71) e The Jeff Beck Group (72), discos que fizeram um bom sucesso. Em 72 o Cactus se desfez e Beck formou o power trio, Beck Bogert & Appice. Lançaram 2 discos, um em 73 e outro ao vivo no Japão. Quando trabalhavam para lançar o segundo disco, Beck abruptamente dissolveu o grupo.
Em 1975, depois de 18 meses de inatividade, Beck grava Blow By Blow com produção de George Martin. Blow By Blow tornou-se um marco na história da guitarra. Beck se aventurava pelo fusion e o resultado foi um disco inovador. O disco é todo instrumental e possui músicas que entraram para a história como a versão magnífica de Cause We've Ended as Lovers de Stevie Wonder. Na música She´s a Woman Beck faz sua guitarra falar. Blow By Blow recebeu o prêmio de melhor Rock/Blues Album pela revista Down Beat em 1975. Em 1976 Beck grava Wired, outro aclamado álbum de fusion. Destacam-se a versão de Goodbye Pork Pie Hat (Charles Mingus) e Blow Wind, um duelo com o tecladista Jan Hammer. Em 1977 grava o disco ao vivo Jeff Beck with the Jan Hammer Group Live. Em 1980 lança There and Back. Um super disco, onde Beck está impecável em composições muito bem construídas. Este disco é um altêntico representante do fusion e recebeu vários prêmios.
Em 1985 grava o disco pop-rock Flash, com a participação de Rod Stewart e produção de Nile Rodgers. A música "People Get Ready¿ faz um grande sucesso e o álbum recebe o Grammy de Best Rock instrumental. Em 1989 grava o disco Jeff Beck's Guitar Shop e recebe outro Grammy de Best Rock Instrumental. Na turnê do disco Beck teve como convidado o gênio Stevie Ray Vaughan. Em 1992 paraticipa do disco solo de Roger Waters Amused to Death. Em 1999 grava o excelente Who Else! Em 2001 grava seu mais recente álbum You Had It Coming.

Para ler: Site Oficial - Epic Site - Entrevista na Guitar Player 99 - Site Tributo
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:: Sexta-feira, Novembro 21, 2003 ::

Michael Schenker nasceu em 10 de janeiro de 1955 na cidade de Savstedt na Alemanha. Virtuoso guitarrista do rock, Schenker tem muito bom gosto. Seu fraseado é bonito e com muita personalidade. Sua técnica é exuberante. Sua guitarra favorita é uma gibson Flying V que virou sua marca. Infelizmente não tem a fama que merece.
Michael Scenker é irmão do guitarrista Rudolf Schenker, formador do Scorpions. Começou a tocar quando ainda era criança e logo chamou a atenção do irmão Rudolf, que pagava-o para fazer algumas transcrições. Suas maiores influências foram os grupos Wishbone Ash e Mountain. Não demorou para que Michael entrasse para o Scorpions, fato que ocorreu no início dos anos 70. Aos 17 anos participou do disco Lonesome Crow. Durante a turnê com o Scorpions, chamou a atenção de Phill Moog vocalista da banda inglesa UFO, emergente no cenário inglês. Apesar da barreira da língua, Schenker não falava inglês, ele ingressou no UFO mudando completamente a sonoridade do grupo (para melhor). Seu disco de estréia foi Phenomenon (1974) que trouxe os clássicos Doctor Doctor e Rock Bottom. Seguiram-se os discos Force It (1975) e No Heavy Petting (1976), que colocou o UFO como uma das principais bandas de Hard Rock da história e Schenker como um fenômeno. Depois vieram os discos Lights Out (1977) e o extraordinário Obsession (1978). Faltava o disco ao vivo e em 1979 é lançado Strangers in the Night, disco que captura toda a energia do grupo e é claro de Schenker. Gravado em uma apresentação em Chicago, Strangers In The Night é um dos melhores álbuns ao vivo do rock. Vale destacar o suntuoso solo de guitarra na música Rock Bottom, com duração de mais de 8 minutos. Não dá para descrever.
Nesta época Schenker era um superstar e consumia muitas drogas ao ponto de atrapalhar seu relacionamento com o grupo. Então resolveu sair e ingressou na carreira solo.
Em 1979 tocou com o Scorpions no disco Lovedrive, que aliás é excelente. Schenker foi convidado a substituir Joe Perry no Aerosmith, mas recusou. Em 1980 Schenker forma o The Michael Schenker Group e lança o disco homônimo, com produção do ex-Purple Roger Glover. Participaram do álbum as feras Cozy Powell e Simon Philips na batreria, Mo Foster no baixo, Don Airey nos teclados e o vocalista Gary Barden. O disco foi um sucesso absoluto entre a crítica e o público em geral. Em 1981 sai o segundo disco, MSG, que trazia o ex-UFO Paul Raymond, além de Cozy Powell, Barden e Chris Glenn no baixo. Um disco memorável onde Schenker faz solos irretocáveis, com muita garra e sentimento. Em 1982 lançam o disco Live At Budokan, que capta a força da banda ao vivo. No mesmo ano foi convidado por Ozzy Osborne para substituir Randy Roads que havia morrido, Schenker, como acontecera com o Aerosmth, não aceitou. No mesmo ano Schenker troca de vocalista e entra Graham Bonnet, egresso do Rainbow. Grava o 4º álbum, Assaut Attack. O estilo rasgado de Bonnet deixa o som do grupo mais pesado. Bonnet ficou pouco tempo e em 1983 volta Gary Barden e é lançado os disco Built to Destroy e Rock Will Never Die gravado ao vivo (1984). Nesta época nota-se que a música de Schenker perdeu conteúdo, apoesar dos solos sempre perfeitos. Em 1989 formou o McAuley-Schenker Group, em parceria com o vocalista Robin McAuley. Em 1993 Schenker fez um revival no UFO, que só em 1995 gravaram o disco Walk on Water. Depois se separaram de novo. Schenker na década de 90 lançou alguns discos solos e fez algumas parcerias, mas nada comparado ao seu extraordinário trabalho no UFO e na primeira fase do MSG. Em 2002 voltou ao UFO no disco Sharks lançado pela Sharpnel Records e com participação do renomado baterista Aynsley Dunbar.

Para ler: Site Oficial - Site Tributo - Flying V site tributo - All Music Page
Para tocar: Tablaturas
Para ouvir: msg_solo.wma
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:: Quinta-feira, Novembro 20, 2003 ::

Al DiMeola nasceu em 22 de Jullho de 1954 em Jersey City, NJ EUA, descendente de Italianos. Al DiMeola é um virtuoso como guitarrista e violonista. Possui técnica impecável e uma das melhores paletadas. Suas frases são limpas, rápidas e coerentes. Tornou-se um dos expoentes do fusion e do jazz.
Iniciou na música aos 8 anos estudando com o guitarrista de jazz Bob Aslanian. Se interessou pelo flamenco e o jazz. Teve como grande influência o guitarrista Larry Coryell que expandiu seu horizonte musical. Em 1971 ingressou na Berklee College of Music em Boston, nesta época tocou com o tecladista Barry Miles. Aos 19 anos foi convidado a integrar o grupo Return To Forver - RTF (substituindo Bill Connors), que tinha como líder o gênio Chick Corea, o baixista Stanley Clarke e o baterista Lenny White. Pelo RTF participou dos discos Where Have I Known Before (1974), No Mystery (1975) e Romantic Warrior (1976). Estas gravações se tornaram marcos na história do fusion e viraram referências para muitos artistas, além de terem sido campeãs em venda. Em 1975 o RTF ganhou o Grammy na categoria Best Jazz Performance Group. DiMeola adquiriu fama mundial e admiração de diversos músicos. Em 1976 deixou o RTF iniciando uma bem sucedida carreira solo. O álbum de estréia foi o aclamado Land Of Midnight Sun, que teve a participação de grandes nomes do jazz como: Jaco Pastorius, Stanley Clarke, Chick Corea, Steve Gadd e Anthony Jackson. Neste disco Meola misturou jazz, clássico e latinidade. Seu segundo disco, Elegant Gypsy, é genial e sem dúvida seu melhor trabalho. Músicas de alto padrão instrumental recheadas com muito virtuosismo, sem abrir mão da sensibilidade. Neste disco está o memorável duo de violão Mediterranean Sundance com Paco De Lucía. Em Lady of Rome, Sister of Brazil Meola dá um tom de brasilidade e o resultado é uma música bela, suave e delicada. Neste disco participaram os tecladistas Jan Hammer e Barry Miles, o baixista Anthony Jackson, o precusionista Mingo Lewis e os bateristas Lenny White e Steve Gadd. Nesta fase, aos 22 anos, Meola começou a receber prêmios pela revista Guitar Player, até entrar para o Hall Of Fame. Nos anos seguintes Meola gravou mais dois discos que alcançaram o mesmo sucesso dos antecessores, Casino em 1977 e Splendido Hotel, duplo em 1979. Em 1980 reuniu-se com John McLaughlin e Paco DeLúcia e gravaram o aclamadíssimo Friday Night in San Francisco. Eram 3 dos maiores guitarristas da história juntos, cada um querendo aparecer mais que o outro, um show de virtuosismo.
Nos anos 80 e 90 Al DiMeola mudou o direcionamento de sua música para o lada mais da World Music, mas sempre com seu lado latino preponderando. Formou vários grupos e tocou com vários artistas como: Paul Simon, Phil Collins, Santana, Larry Coryell, Steve Winwood, Wayne Shorter, Herbie Hancock, Gonzalo Rubalcaba, Jaco Pastorius, Les Paul, Jean Luc Ponty, Steve Vai, Frank Zappa, Jimmy Page, Tony Williams, Stevie Wonder e os brasileiros Milton Naciemento, Egberto Gismonti, Airto Moreira e Zé Renato.
Em 1990 homenageou Astor Piazzolla em DiMeola Plays Piazzolla e em 1996 formou um super trio com Jean-Luc Ponty e Stanley Clarke, realizaram o álbum The Rite of Strings. Seu mais recente trabalho autoral foi Flesh on Flesh, lançado em 2002.

Para ler: Site Oficial - Página na Down Beat - Bio e Discografia no All Music

:: FERNANDO VAREJAO 20.11.03 [+] ::
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:: Quarta-feira, Novembro 19, 2003 ::

Riley B. King ou B.B. King nasceu em 16 de setembro de 1925 em Indianola, Mississipi EUA. É o maior e mais característico nome do Blues no planeta. Considerado o rei do Blues, B.B. King é uma lenda viva, influenciou grandes nomes da guitarra como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Buddy Guy e Johnny Winter. Seu estilo único de tocar é rapidamente identificável: frases curtas e um vibrato impecável.
Começou a tocar, por uns trocados, na esquina de uma Igreja e chegou a fazer 4 shows em cidades diferentes em um mesmo sábado à noite. Em uma ocasião ouviu T-Bone Walker tocar "Stormy Monday" . BB King ficou encantado e decidiu que deveria tocar Blues. Em 1947, com apenas dois dólares e meio, foi para Menphis (grande centro musical dos sulistas) tentar a carreira musical. Hospedou-se na casa de um primo que lhe passou grandes dicas do blues. A primeira grande oportunidade da sua carreira aconteceu em 1948, quando participou do programa de rádio de Sonny Boy Wiliamson, na estação KWEM, de Memphis. Conseguiu se estabeler tocando no bar Grill e participando de chamadas na radio. O jovem músico precisou de um nome artístico e adotou Blues Boy King e depois B.B. King.
Fez sua primeira gravação em 1949 realizando 6 singles pela Bullet Records, dando-lhe grande reputação. No fim do ano, enquanto tocava em um bar no Arkansas, surgiu uma briga. Na confusão derrubaram um aquecedor a gás gerando um incêndio. B.B. King saiu rápido mas esqueceu sua guitarra de 30 dólares e resolveu voltar para pegá-la, quase morreu. Mais tarde descobriu que o motivo da briga tinha sido uma mulher chamada Lucille. Então decidiu dar esse nome à sua guitarra. A parir daí todas as suas guitarras têm se chamado Lucille. Em 1951 realizou seu sétimo single "Three O'Clock Blues", que estourou nas rádios, em 1952, e ficou no topo da parada musical por 15 semanas. B.B. King ganhou notoriedade nacional e assinou contrato com a Universal Artist, que promoveu uma turnê americana. Até o final da década de 50 King excursionou exaustivamente tocando em tudo quanto era lugar: colégios, universidades, ogrejas, auditórios, hotéis, etc. Em 1965 lançou o disco ao vivo Live At The Regal, considerado um dos melhores de sua carreira. Em 1969 foi convidado para abrir 18 shows do Rolling Stones, em sua turnê americana. Nas décadas de 70 e 80 B.B. King consolidou sua carreira e excursionou por todos os cantos do mundo. Lançou diversos discos e participou de vários shows com outros artistas. Ganhou vários prêmios em revistas especializadas, incluindo 18 Grammys. Em 1990 foi condecorado com a Presidential Medal of the Arts e em 1995 recebeu o Kennedy Center Honors Award. Em 1988 gravou com o U2, fato que foi registrado no filme e disco Rattle and Hum. No início dos anos 90 abriu seu próprio Club em Menphis, chamado Beale Street. Foi nomeado Ambassador of Music pelo governo americano e representou os EUA na feira mudial de Lisboa. Em 2000 aconteceu um encontro histórico: B.B. King grava com Eric Clapton o disco Riding with the King.

Para ler: Site Oficial - Página na Down Beat - Bio e Discografia no AllMusic - Entrevista na Guitar Player 98

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:: Terça-feira, Novembro 18, 2003 ::

Steven J. Morse ou Steve Morse nasceu em 28 de julho de 1954 na cidade de Hamilton, Ohio EUA. Steve Morse, atualmente integra o Deep Purple. Substituir Ritchie Blackmore não é para qualquer um. Então porque Steve foi escolhido ? Steve é um dos maiores guitarristas do mundo. Recebeu vários prêmios como melhor guitarrista "Overall" pela Guitar Player Magazine, e foi incluído no Hall Of Fame. Consegue reunir excelente técnica, versatilidade, personalidade e criatividade. Sua carreira musical começou ainda criança, apredendo piano e clarineta. Começou a tocar guitarra depois de assistir um concerto do vilonista Juan Mercadal, que foi seu professor. Suas influências musicais foram Beatles, Jimi Hendrix, Yardbirds e Led Zeppelin. Estudou na Universidade de Miami, onde foi conteporãneo de Jaco Pastorius e Pat Metheny. Na mesma Universidade assistiu ao show da Mahavshinu Orchestra (com John McLaughlin) o que deu a direção para a sua música: o fusion. Em 1974 resolveu formar um grupo e convidou alguns amigos -,o baixista Andy West (colega de High Scool), Rod Morgenstein na bateria e Allen Sloan no violino. O grupo, inicialmente, se chamou Dixie Dregs e depois viria a se chamar The Dregs, e teve vários tecladistas. Com o Dregs Steve gravou excelentes discos que lhe deram vários prêmios. Seu estilo de tocar mostrava muito virtuosismo. Muito rápido, utilizava fraseados roqueiros misturados aos de jazz. Seu estilo é iconfundível e adquiriu sonoridade própria com sua guitara Fender Telecaster mexida. No disco Industry Standar fez um belo duo violão com Steve Howe. Em 1984 partiu para carreira solo e lançou o excelente álbum The Introduction. Seguiu-se outros álbuns com a mesma qualidade instrumental: Stand Up (1985), High Tension Wires (1989), Southern Steel (1991), e Coast to Coast (1992). Mas, Steve não tinha o reconhecimento merecido, era mutio famoso apenas entre guitarristas. Então em 1996 foi convidado a integrar o gigante do rock Deep Purple em 1996 para excursionar pelos EUA e pela Europa. Agora Steve tinha o destaque que sempre mereceu, afinal substituir Ritchie Blackmore não era tarefa para qualquer guitarrista.

Para ler: Site Oficial - Bio e Discografia no AllMusic - Entrevista na Guitar Player - Site Tributo
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:: Segunda-feira, Novembro 17, 2003 ::

John McLaughlin nasceu na cidade de Yorkshire, Inglaterra em 4 de janeiro de 1942. Um dos maiores nomes do jazz conteporãneo. Possui muita criatividade, versatilidade e uma técnica primorosa. Têm uma vasta discografia e recebeu diversos prêmios como melhor guitarrista de Jazz.
Começou a tocar guitarra aos 11 anos inspirado por cantores de blues. No início da década de 60 tocou com Alexis Korner, Graham Bond, Ginger Baker, entre outros. No meio dos anos 60 trabalhou seis mêses com Gunter Hampel fazendo free jazz. Seu primeiro disco saiu em 1969 o clássico Extrapolation. Após este disco foi morar em NYC e integrou a banda de Tony Williams. Participou das gravações do histórico álbum de Miles Davis, Bitches Brew. Além de McLaughlin tocaram também Joe Zawinul, Wayne Shorter, Airto, Chick Corea, Jack DeJohnette, entre outros. Em 1971 McLaughlin cria a Mahavishnu Orchestra, super grupo de fusion e um dos principais representantes do estilo. A Mahavishnu lançou 3 discos na primeira fase do grupo. Em 1972 junto com Carlos Santana grava o disco Love Devotion Surrender, um disco inspirado em John Coltrane, que se tornou um clássico do fusion. Em 1974 McLaughlin reformou o grupo, que teve a presença de Jean-Luc Ponty, mas durou muito pouco tempo. John passou a tocar violão excursionando com o grupo Shakti, inspirado na sonoridade da índia. Pelo Shakti lançou 3 discos. Em 1977 lança o disco Electric Guitarist, com participação de velhos amigos como Carlos Santana. Na década de 80 trabalhou com Al DiMeola e Paco de Lucía. Formaram um dos maiores trios de violão já visto e lançaram alguns excelentes álbuns. Em 1984 recriou a Mahavishnu com jovens e talentosos músicos. Com esta banda John usou uma guitarra sintetizada Synclavier. Gravaram 2 álbuns. Nos anos 90 participou de alguns projetos e lançou vários discos, entre eles uma homenagem ao pianista Bill Evans. Em 1993 excursionou com pianista Joey DeFrancesco e o baterista Dennis Chambers. Seu trabalho mais recente foi Thieves and Poets lançado em 14 de outubro de 2003.

Para ler: Site Oficial - Página na Down Beat - Bio e Discografia no AllMusic - Entrevista no All About Jazz

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:: Domingo, Novembro 16, 2003 ::

Hélio Delmiro nasceu em 20 de maio de 1947 no Rio de Janeiro. Exímio violonista e guirarrista, com estilo e sonoridades próprias, resultado do uso de escalas pouco convencionais e fraseados requintados, além de não usar palhetas. Começou a tocar ainda criança incentivado pelos irmãos. Aos 14 anos começou sua carreira profissional tocando em bailes e acompanhando músicos em bares. Aos 18 anos formou o conjunto Fórmula 7, com o trumpetista Márcio Montarroyos, o baixista Luizão Maia e o baterista Cláudio Caribé. O grupo teve pouca duração (1 ano) e Hélio passou a tocar em jams sessions pelos bares do Rio. Em uma dessas jams conheceu o saxofonista Victor Assis Brasil, que impressionado convidou-o para tocar em seu disco Trajeto. No mesmo ano (1966) participou do grupo 3D do tecladista Antônio Adolfo, o que lhe deu fama. Passou a acompanhar grandes artistas da época como Clara Nunes, Marlene, Elizeth Cardoso e Milton Nascimento. Excursionou pela Europa e Japão ao lado de Elis Regina e participou da gravação do histórico álbum "Elis e Tom". Gravou com Sarah Vaughan, que impressionada convidou-o para integrar sua banda na excursão americana, mas o convite foi recusado porque Hélio estava muito requisitado. Tocou, também com Paul Horn, Dave Grusin, Lalo Schifrin, Gato Barbieri e Michel Legrand (na televisão francesa). Em 1978, participou, com o tecladista Luiz Eça, do 1º Festival of Jazz Montreux , SP. Neste festival, tocou no trio de guitarras formado por Larry Couryel e Phillip Caterine. Na década de 1970, tornou-se conhecido como guitarrista de jazz, chegando a ser considerado um dos melhores guitarristas do mundo, segundo a revista Down Beat. Em 1980 gravou seu 1º disco solo, o excelente Emotiva, com clássicos do jazz e composições de Victor Assis Brasil, Milton Nascimento e composições suas, como o choro Marceneiro Paulo, dedicado ao seu avô. Em 1981 grava o aclamado disco Samambaia, um duo com César Camargo Mariano. Em 1982, participa do Festival de Jazz de Berlin, onde toca com Charlie Haden, Carla Bley e Paul Motion, entre outros. Atuou ainda como produtor de discos, realizando trabalhos com Clara Nunes ("Claridade") e João Nogueira ("Vem que tem"). Em 1984 lança seu segundo disco solo, Chama, pelo selo Som da Gente. Excelente disco com várias músicas de sua autoria e participação do baixista Nico Assumpção. No final dos anos 80 converteu-se a religião evangélica através da Igreja Universal do Reino de Deus. Em 1991 lançou o disco Romã, gravado ao vivo no teatro Cecília Meirelles com uma banda de primeira: Nico Assumpção (baixo), Rique Pantoja (teclados) e Carlos Bala (bateria). Este disco foi lançado pela Line Records vinculado a Igreja Universal. Em 1996 se apresentou com o renomado violonista Guinga, recebendo do jornal O Globo o prêmio de melhor show instrumental do ano. Em 1998 dirigiu e tocou no show Tributo a Elis Regina, realizado no Town Hall Theatre de Nova Iorque. Em 1999 grava o disco "Symbiosis" ao lado do pianista Clare Fisher.

Para ler: Página no EJazz - Bio e Discografia no AllMusic - Bio no Dcionário MPB - Novo Disco

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:: Sábado, Novembro 15, 2003 ::

Django Reinhardt ou Jean-Baptiste Reinhart nasceu em 23 de janeiro de 1910, na cidade de Liverchies na Bélgica. Guitarrista e compositor foi o primeiro músico europeu de jazz famoso e o primeiro a influenciar o jazz nos EUA. Filho de ciganos, sua família se estabeleceu em em acampamento em Paris em 1916. Começou na música tocando violino e aos 9 passou para o banjo acompanhando o tocador de acordeon Fredo Gardoni. Sua prodigiosidade e o excelente ouvido deram-lhe fama entre os músicos do acampamento. Aos 12 anos começou a trabalhar profissionalmente em salões de dança de Paris. Mas em 1928 uma tragédia mudaria sua forma de tocar: um incêndio no acampamento na caravana mutilou os primeiros dois dedos de sua mão esquerda. Apesar desta limitação, Reinhardt reabilitou-se e desenvolveu uma técnica revolucionária do dois-dedo. Em 1930 volta a tocar, desta vez nos cafés de Montemarte e começou a absorver o jazz americano ouvindo discos de Louis Armstrong, Duke Ellington, Joe Venuti e Eddie Lang. Em 1934, encontrou-se com o violinista Stephane Grappelli, com quem fundou o "Quintet of the Hot Club of France". Em 5 anos de atuação o grupo ganhou fama internanacional e gravaram mais de 200 músicas, entre as quais clássicos do jazz e do pop americano como "Dinah," "Tiger Rag," "Lady Be Good" e "Stardust". Reinhardt tinha uma personalidade difícil: não era muito confiável e chegava atrasado para as apresentações, além de pedir mais dinheiro do que havia tratado. Em 1939, com a iminência da 2ª guerra mundial, o Quinteto se desfez e Grappelli foi para Londres onde continuou tocando. Reinhardt permaneceu na França e durante a guerra formou outro Quinteto com o clarinetista Hubert Rostaing no lugar de Grappelli. Após a guerra tocou com músicos americanos em Paris como Mel Powell, Peanuts Hucko e Ray McKinley. Em 1946 foi convidado para uma rápida turnê americana como solista da big band de Duke Ellington. Reinhardt chegou aos EUA sem nenhuma bagagem e ficou irritado porque não havia ninguém para recpecioná-lo. O contrato com Ellington tinha sido assinado pouco antes da turnê, e assim a propaganda para os shows não dava o destaque merecido ao nome Reinhardt . Os seis primeiros shows ocorreram sem os problemas, mas na sétima apresentação Django chegou três horas atrasado. Duke Ellington escreveu em sua autobiografia: "I always said that Django was a great believer, because a believer is an optimist who thinks of tomorrow, and one of Django's favorite sayings was, ''Tomorrow, maybe...'". Desapontado com sua passagem Django, pelo menos conheceu o Bebop e a guitarra elétrica, que tocou pela primeira vez na turnê com Ellington. Bem depois, em 1971, Ellington declararia em entrevista no Brasil, que Django era um dos 4 músicos mais originais que conhecera (os outros 3 eram Louis Armstrong, Sidney Bechet e Coleman Hawkins).
De volta a Paris formou um novo quinteto e continuou divulgando sua excelente música, que continha elementos da cultura cigana, Bebop, romantismo e um virtuosismo único, devido a sua técnica revolucionária (ele só tocava com dois dos dedos da mão esquerda). Faleceu em Fontainebleau aos 43 anos no dia 16 de maio de 1943 e deixou uma legião de fãs. Em 1971 seu nome foi incluído no Hall Of Fame da conceituada revista Down Beat.
Um fato histórico: certa vez, em uma festa patrocianada por uma integranta da alta sociedade parisiense, foram convidados Andres Segovia e Django. Após tocar 3 horas Andres Segovia nao cedeu seu instrumento para que Django tocasse. Django providenciou um outro violão, de qualidade bem inferior, e fez sua performance. Ao final, o mestre Segovia se interessou pela música e perguntou a Django onde poderia obter a partitura. Django, debochadamente respondeu que tudo que ele fizera era puro improviso. Segovia ficou admirado com a habilidade criativa de Django e admitiu que aquilo (improvisar) ele não sabia fazer.
Para ler: Site Tributo - Página na Down Beat - Bio e Discografia no AllMusic - Extensa Biografia - Bio no MusicWeb - Bio no Red Hot jazz site - About Django Site - Bio em Português
Para ouvir: Blue drag (1935) - Minor Swing (1937) - Swingin'with Django
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:: Quinta-feira, Novembro 13, 2003 ::

James Patrick Page ou Jimmy Page nasceu em 9 de junho de 1944 em Heston, Middlesex, Inglaterra. Jimmy Page é um dos mais importantes nomes da guitarra no Rock. Marcou a história da música com sua versatilidade demonstrada em belas composições. Seu enorme talento influenciou guitarristas, músicos e toda uma geração. Foi um dos pilares de uma das mais expressivas bandas de todos os tempos: o Led Zeppelin.
Page começou a tocar guitarra aos 14 anos. Após a High School entrou para sua primeira banda de rock, o Neil Christian & the Crusaders. Excursionou pela Inglaterra, mas deixou a banda por problemas de saúde. Durante sua recuperação interessou-se pela pintura e matriculou-se na faculdade de arte em Sutton, Surrey. Com o grande "boom" do rock nos anos 60 voltou a tocar, mas decidiu ser produtor e guitarrista de estúdio. Tocou com grandes nomes como The Who, Donovan, The Kinks e Rolling Stones. Em 1966 ingressou na banda Yardbirds, primeiramente como baixista depois como guitarrista. Conheceu e tocou com outro grande da guitarra, Jeff Beck. Em 1968 formou o New Yardbirds com o baiixsta/tecladista John Paul Jones, Robert Plant nos vocais e John Bonhan na bateria (indicado por Plant). Após uma breve excursão resolveram mudar o nome da banda para Led Zeppelin, algo que fosse pesado mas que fosse leve a ponto de voar. Assim nasceu a mais influente banda de rock de todos os tempos. O primeio disco do Led Zeppelin (69) foi gravado em apenas 30 horas e trouxe clássicos como Dazed and Confusion, Communication Breakdown, Baby I¿m Gonna Leave You e I Can't Quit You Baby . Tem também um belo e místico solo de violão chamado Black Mountain Side. O sucesso do Led foi imediato e logo gravaram o segundo disco (69). Outro clássico do rock. O riff de abertura em Whole Lotta Love é legendário. Destaque para as faixas Thank You, belíssima composição com John Paul Jones ao órgão e Heartbreaker com um solo "incendiário". Em 1970 é realizado o terceiro disco com uma linha mais acústico/folk, mostranto a versatilidade de Page. O quarto disco do Led lançado em 71 traz a balada mais famosa dor rock: Stairway To Heaven, com um solo exemplar. Neste disco estão também Black Dog e Going To California. Em 73 sai o álbum Houses Of The Holy e com ele, mais clássicos: The Song Remains The Same, Rain Song, The Ocean e Over The Hills And Far Way. Nesta fase Jimmy Page estava no auge da fama e já tinha influenciado toda uma geração. Em 1976 sai o disco ao vivo entitulado The Song Remains The Same, gravado no Madison Square Garden, que mais tarde seria lançado em filme. Nele aparece Page tocando guitarra com um arco de violino em um dos momentos mais marcantes da história do rock. Seguem-se os álbuns Physical Grafitti (75) e Presence (76), lançados pelo selo criado por Page, o Swan Song. O sucesso do Led Zeppelin era mundial quando começaram a surgir problemas pessoais. Robert Plant e sua mulher sofrem um sério acidente na Grécia e a turnê de 75 foi cancelada. Em 77 morre um dos filhos de Plant (Karac aos 16 anos) e outra turnê foi cancelada. Em 1979, com a banda refeita é realizado o disco In Through the Out Door (que contém a belíssima All My Love). Em setembro de 1980 após a tour européia e nas preparações para a tour americana, morre John Bonhan (asfixiado pelo próprio vômito depois de uma bebedeira). Em dezembro é anunciado o fim do Led Zeppelin.
Após o fim da do Led, Jimmy Page fez a trilha do filme Death Wish (com Charles Bronson) e participou de vários concertos beneficentes, entre eles o Live Aid em 1985 com a presença de Plant. Tocou na banda Firm com elementos do Bad Company. Jimmy esteve no Brasil algumas vezes na década de 70 para curtir nossas praiasn a concite do amigo Jim Capaldi (baterista do Traffic).
Jimmy lançou alguns discos solos (nada comparável ao Led), tocou com o David Coverdale (ex-vocalista do Deep Purple e Whitesnake) e com o The Black Crowes. Hoje cuida dos interesses do Led Zeppelin produzindo coletâneas remasterizadas e recentemente lançou um DVD e um cd duplo com shows em Los Angeles no início da carreira.

Para ler: Site Oficial - Site do Led Zeppelin - Entrevistas a Guitar World: parte I - parte II - parte III - Entrevista na Guitar Player 1977 - A mística de seu símbolo - Site Tributo - Site Tributo II - Site Tributo III - Site Tributo IV
Para ouvir: Qualquer disco do Led Zeppelin - Concert Clips
Para Tocar: Tablaturas

:: FERNANDO VAREJAO 13.11.03 [+] ::
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Francisco Sanchez Gomez ou Paco de Lucía nasceu em 21 de dezembro de 1947 na cidade espanhola de Algeciras, província de Cádiz. Seu nome artístico é uma homenagem a sua mão Lucía Gomez. Filho do vilonista Antonio Sanchez, Paco começou a tocar ainda criança incentivado pelo irmão Ramon. Começou a ter aulas aos 5 anos. Sua grande influência foi o violonista da "velha guarda" Niño Ricardo. Aos 11 fez sua primeira performance na Radio Algeciras. Um ano depois recebeu um prêmio especial no Festival/Concurso International Flamenco de Jerez de la Frontera. Aos 14 faz sua 1ª turnê com o dançarino Jose Greco. Durante a turnê, nos EUA, Paco se encontra com o grande violonista Sabicas, que o encoraja a adotar um estilo mais pessoal de tocar. Em 1965, aos 18 anos, lança seu primeiro álbum. Mas é no 4º disco, La Fabulosa Guitarra de Paco de Lucia, de 1967, que Paco se distancia das suas influências e começa a mostrar seu estilo próprio, o que ficou mais notório no disco Fantasia Flamenca, de 1969. Paco mostra uma técnica soberba , proveniente de seus incansáveis estudos. Em 1968 encontra-se com o aclamado cantor Camaron de la Isla. Desta parceria resultam 10 excelentes álbuns. Na segunda metade da década de 70 Paco começa a interagir com músicos de jazz, principalmente Al DiMeola e John McLaughlin. Em 1976 faz uma participação memorável no premiado disco Elegant Gypsy de Al DiMeola na música Mediterranean Sundance: um belo duo de violão onde Paco aparece no canal esquerdo e Meola no direito, histórico. Em 1980 o trio Meola, Lucía e Mclaughlin fazem um show que fica registrado no disco Friday Night in San Francisco, um show de virtuosismo, cada um mais rápido que o outro. No mesmo ano Paco presta uma homenagem ao mestre Manuel De Falla, com o disco Paco de Lucia Interpreta a Manuel de Falla. Um disco repleto de temas tradicionais do Flamenco como Danza Ritual del Fuego, Escena (De El Amor Brujo) e Cancion del Fuego Fatuo. Em 1981 monta seu sexteto no qual participam dois irmãos: Ramon (violonista) e Pepe (vocalista). Em 1982 grava outro álbum com Meola e McLaughlin, o excelente Passion, Grace and Fire. Em 1987 com o disco Siroco volta ao Flamenco tradicional. Em 1993 faz um reencontro com Al DiMeola e John Mclaughlin e grava o disco The Guitar Trio e segue em uma turnê mundial. Em 1998 presta um tributo a sua mão com o álbum Luzia.
Paco De Lucía é um dos maiores ícones do violão Flamenco de todos os tempos. Tornou acessível e difundiu a música espanhola mundialmente. Ousou ao incorporar à sua música a sonoridade do jazz. Um lenda viva.

Para ler: Site Oficial - Bio e Discografia no AllMusic - Site Tributo - Entrevista na revista Frets 1985 - Flamento Guitar Page - Flamenco World
Para ouvir: Aires Choqueros

:: FERNANDO VAREJAO 13.11.03 [+] ::
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:: Quarta-feira, Novembro 12, 2003 ::

Stevie Ray Vaughan nasceu em 3 de outubro de 1954 na cidade de Dallas, Texas. Stevie foi um meteórico talento. Fez uma coisa quase impossível: recriou o velho e bom Blues. Seu estilo "soulful" de tocar guitarra o colocou, com apenas 2 discos, como um dos maiores e mais energéticos guitarristas de todos os tempos. Stevie era um autêntico bluesman e seu sucesso foi mundial.
Começou a tocar guitarra ainda criança e aos 11 já chamava atenção dos amigos de seu irmão, o também guitarrista Jimmie Vaughan. Seu envolvimento com as drogas na adolescência causou problemas familiares e tentaram intenrromper sua carreira musical. Aos 16 anos trabalhava como lavador de pratos em Dallas quando tropeçou e caiu em um tambor cheio de graxa. Stevie então decidiu mudar de vida e passou a se dedicar integralmente a guitarra. Na década de 70 tocou em Clubs e bares em Austin no Texas. Participou de algumas bandas e em 1978 formou o Double Trouble, nome inspirado na música homônima de Otis Rush, com Tommy Shannon (Ex-Johnny Winter) no baixo e Chris Layton na bateria. Em 1982 tocaram do Montreux Festival. A performance de Stevie chamou a atenção de David Bowie e Jackson Browne. Ao final da apresentação David Bowie convidou Stevie para tocar em seu próximo disco e Browne ofereceu, gratuitamente, o seu estúdio em Los Angeles para uma sessão de gravações. Obviamente Stevie aceitou e o resultado foi grandes solos no grande disco Let´s Dance de David Bowie, o que começou a projetá-lo mundialmente. Em pouco tempo o Double Trouble assinou contrato com a gravadora Epic e no verão de 1983 gravaram o primeiro disco, no estúdio de Jackson Browne e com produção de John Hammond Sr. . O disco, chamado Texas Flood, foi gravado em uma semana e foi muito bem recebido pela crítica. Stevie ganhou no mesmo ano 3 prêmios pela revista Guitar Player: "Best New Talent", "Best Blues Album", e "Best Electric Blues Guitarist" (apenas Jeff Beck conseguiu este feito). Stevie ganharia seguidamente até 1991 o prêmio de "Best Electric Blues Guitarist" pela mesma Guitar Player.
Em 15 maio de 1984 o Double Trouble lança o segundo disco Couldn't Stand the Weather. Um dos melhores álbuns de Blues da história. Com este disco, Stevie se tornou uma unanimidade mundial como um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Seu timbre e estilo de tocar, absolutamente novos e bem característicos, cativaram o mundo da música. Sua interpretação de Voodoo Chile (Slight Return) é magnífica, talvez melhor que o original de Hendrix. O blues Tin Pan Alley é sutil, emocionante e perfeito. A faixa de abertura Scuttle Buttin deixa qualquer guitarrista arepiado. Recebeu o Grammy de "Best Traditional Blues Recording". Em novembro, Stevie ganhou dois W.C. Handy National Blues Awards: "Entertainer of the Year" e "Blues Instrumentalist of the Year", fato inédito para um homem branco.
Em 1985 o tecladista Reese Wynans entra para o Double Trouble e gravam o disco Soul To Soul, outro grande trabalho, campeão de vendas e aclamado pelos críticos. Em 1986 com o falecimento de seu pai Stevie "mergulha" nas drogas. Em setembro, durante uma turnê na Alemanha, Stevie entre em colapso. Um exame médico revela um grande estrago em seu estômago, derivado da mistura de álcool com cocaína. Este fato levou ao cancelamento de 21 shows e Stevie foi para uma clínica em Londres. Em novembro sai o duplo ao vivo Live Alive.
Stevie se recupera e em 1987 e 1988 participa de vários eventos com várias celebridades. Em janeiro de 1989 se apresenta, em uma festa, na Casa Branca para o então presidente George Bush (pai). Em junho é lançado o álbum In Step, mais um excelente trabalho que traz Stevie renovado e longe das drogas. Stevie ganha mais um Grammy de "Best Contemporary Blues Recording" e excursiona pela américa com Jeff Beck como convidado. Destaque para a faixa Riviera Paradise, um lindo blues instrumental de muita sensibilidade.
Em 26 agosto de 1990 Stevie se apresenta em um festival de blues em Wisconsin, com Robert Cray, Eric Clapton e Buddy Guy. Ao final do show pega uma carona em um helicóptero que ia para Chicago. Minutos após a decolagem, à meia noite e meia, o helicóptero cai matando todos a bordo. Terminava assim a carreira de um dos mais virtuosos e cativantes guitarristas de todos os tempos. Após a morte de Stevie foram lançados vários discos póstumos, entre eles destacam-se Family Style com seu irmão e The Sky Is Crying uma coleção de vários "studio outtakes".
Para ler: Site Oficial - Entrevista na Guitar Player 1984 - Bio e Discografia no AllMusic - Site Tributo - Double Trouble Site - Tommy Shanon Site
Para ouvir: Todos os discos - Solo (Scuttle Buttin)
:: FERNANDO VAREJAO 12.11.03 [+] ::
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:: Segunda-feira, Novembro 10, 2003 ::

Scott Henderson nasceu em 1954. Sua formação musical se deu no Sul da Florida onde tocou em Clubs todo tipo de música, desde Led Zeppelin a James Brown. Suas maiores influências foram Jimmy Page, Jeff Beck, Jimi Hendrix, Ritchie Blackmore e os mestres do blues Albert King e Buddy Guy. Formou-se pela Florida Atlantic University, onde aprendeu arranjo e composição. Depois foi residir em Los Angeles onde participou de gravações com Jean-Luc Ponty no álbum Fables (1985), com o baixista Jeff Berlin no disco Champion (1985), com Chick Corea no primeiro e memorável disco da Electrik Band (1986) e com o mestre tecladista Joe Zawinul nos álbuns Immigrants e Black Water. Henderson também passou a lecionar no famoso GIT - Guitar Institute of Technology.
Em 1984 formou com o baixista Gary Willis uma das maiores bandas de Fusion: a Tribal Tech. Lançaram 8 álbuns muito elogiados pela crítica. O som da banda é explosivo. As frases de Henderson são inigualáveis: rápidas, limpas, incisivas e desconcertantes. Um verdadeiro virtuoso, comparado somente a Pat Metheny. Scott também escreve belas composições. Em 1991 foi eleito melhor guitarrista de jazz pela revista Guitar World. Em janeiro de 1992 recebeu o prêmio de melhor guitarrista pela Guitar Player. Em 1994 lançou seu primeiro álbum solo, Dog Party. Este disco revela um lado de Henderson até então desconhecido: o blues. O disco é só de Blues e fica notório sua admiração por Stevie Ray Vaughan. Alguns solos ele desmembra em duas partes, a primeira no estilo Stevie Ray Vaughan e a segunda com sua sonoridade incisiva. Este disco recebeu o prêmio de melhor disco de blues pela Guitar Player. Seu segundo disco solo Tore Down House (1997) segue a linha do primeiro, blues de altíssimo padrão, sem a mesmice das escalas pentatônicas. Desta vez Henderson conta com a veterana vocalista Thelma Houston. O destaque é a versão da música Continuum, solo composto pelo baixista gênio Jaco Patorius. Aliás, Jaco deve estar rindo à toa, pois o arranjo ficou sensacional - o andamento foi acelerado, Scott toca um violão com cordas de aço, faz slide e foi introduzida uma percursão (tipo Teen Town do Weather Report), a música ficou maravilhosa, com fraseados de blues e muitos harmônicos, como Jaco gostava.
Scott também participou do projeto Vital Tech Tones ao lado do baixista Victor Wooten e do baterista Steve Smith. Lançaram dois álbuns: Vital Tech Tones (1998) e VTT2 (2000). Em 2002 gravou seu terceiro trabalho solo Well To The Bone, mostrando mais uma vez seu lado blues. Atualmente está excursionando aconpanhado pelo baterista Kirk Covington (do Tribal Tech) e o baixista John Humphrey. Scott Henderson escreve para as revistas Guitar Player, Guitar World e Guitar School. Tem dois livros de transcrições e um outro onde mostra seus segredos: Jazz Guitar Chord System. Lançou, também 2 vídeos aulas: Jazz Fusion Improvisation e Melodic Phrasing.
Pra finalizar fica o comentário do conceituado crítico da Guitar Player Magazine Jim Ferguson: "Henderson's guitar soars high, sometimes tender. Sophisticated, technical and soulful, his playing bristles with intelligence, never crossing the line into excess."
Para ler: Site Oficial - Entrevista em 1999 - Bio e Discografia no AllMusic
Para ouvir: Tribal Tech - Nomad - Face First - Illicit - Reality Check

:: FERNANDO VAREJAO 10.11.03 [+] ::
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:: Domingo, Novembro 09, 2003 ::

Frank Vincent Zappa nasceu em Baltimore, Maryland EUA em 21 de dezembro de 1940. Um dos artistas mais criativos, irreverentes e provocativos da música no século 20. Sua discografia contém mais de 70 álbuns. Sua música inclui qualquer estilo que se pense: desde de ópera ao heavy metal, passando pelo jazz, funk, country, blues e disco. Mas, atrás de toda esta criatividade existia um instrumentista fantástico: Zappa foi um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Sua sonoridade era bastante exótica, pois Zappa não usava as escalas ou modos convencionais. Sua irreverência incomodava muita gente desde críticos, políticos e ouvintes em geral. Em um show em Londres, em 1971, foi empurrado do palco por um elemento da platéia e fraturou o pé. Certa vez declarou: "My job is extrapolating everything to its most absurd extreme''.
Suas influências incluem R&B dos anos 50, Igor Stravinsky e o compositor clássico vanguardista Edgard Varese. Aos 10 anos sua família mudou para a California e sua vida musical teve início na High School como baterista de uma "banda de garagem" chamada Black-Outs. Em 1964 ingressou no grupo Soul Giants que logo veio a se chamar Mothers of Invention. Seu primeiro disco (duplo) "Freak Out !" chocou a audiência com um som anti-rock, comentários sociais, huge R&B e muitas colagens musicais. Começava aí uma das mais "malucas" e consistentes carreiras da história da música. Zappa ingressou no fusion do final da década de 70 e teve em seu grupo o virtuoso violinista Jean-Luc Ponty (disco Hot Rats de 1969). Em sua rica discografia destaca-se os seguinte discos: We're Only in It for the Money (68), Uncle Meat (69), The Grand Wazoo (73), Over-Nite Sensation (73), Apostrophe (74), Zoot Allures (76), Sheik Yerbouti (79), Shut Up 'N Play Yer Guitar (81 duplo instrumental repleto de solos de guitarra), Guitar (88) e a série de discos com gravações ao vivo You Can't Do That on Stage Anymore. Em 1988 ganhou o Grammy com o disco Jazz From Hell. Entre seus herdeiros musicais encontra-se o guitarrista Steve Vai, fan de "carteirinha" de Zappa e que integrou sua banda por um longo período. Um de seus filhos, Dweezil Zappa seguiu o pai e se tornou um excelente guitarrista com influências de Steve Vai e Eddie Van Halen. Dweezil Zappa declarou que na infância atendeu muitos telefonemas de Eddie para seu pai.
Frank Zappa faleceu vítima de câncer em 4 de dezembro de 1993 aos 53 anos na cidade de Los Angeles.
Para ler: Site Oficial - Down Beat page - Entrevista na Guitar Player - Bio e Discografia no AllMusic - Página de Links
Para tocar: Tablaturas

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John Leslie "Wes" Montgomery nasceu em Indianapolis, Indiana EUA em 6 de março de 1923. Sua família era composta de mais 4 irmãos entre os quais 2 grandes músicos: Monk (baixista) e Buddy (vibrafonista e pianista). Ganhou uma guitarra tenor de seu irmão Monk e começou a tocar ainda criança e aos 12 anos já fazia um bom trabalho. Casou-se em 1943 e estabeleceu-se em Indianapolis. Comprou uma guitarra de 6 cordas e um amplificador. Aprendeu mais ainda copiando os solos do guitarrista Charles Christian, sua maior influência. Tocou em Clubs no final da década de 40 e em 1948 entrou para a big band de Lional Hampton onde permaneceu por 2 anos. Na década de 50 acumulou experiência tocando com seus irmãos e participando de gravações de artistas do selo Pacific Jazz. Em 1958 despertou o interesse dos irmãos Cannonball & Nat Adderley que viabilizaram um contrato com a Riverside Records em 1959. Wes, merecidamente, passava a integrar o primeiro time do jazz americano. Em 1960 lança o álbum "The Incredible Jazz Guitar of Wes Montgomery", que o projeta mundialmente. Recebeu o prêmio de novo talento da guitarra dado pela revista Down Beat. Tocou no sexteto de John Coltrane no Monterrey Jazz Festival em 1961. Em 1962 o Miles Davis Group estava em Indianapolis e Wes foi convidado a integrar o grupo com Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (baixos), Jimmy Cobb (bateria) e Johnny Griffin (Sax). O resultado desta união foi o álbum "Full House" que foi um marco na carreira de Wes. Em 1960, 1961, 1962 e 1963 foi considerado o melhor guitarrista de jazz pela mesma Down Beat. Em 1964 a gravadora Riverside fechou e Wes assinou com a conceituada gravadora Verve em 1965. Nesta época seu estilo havia mudado para o lado comercial, afinal ele tinha sete filhos para criar e Wes sempre teve a família como prioridade durante todo sua vida. Mesmo assim ganhou mais 2 prêmios pela Down Beat (1966 e 67). Recebeu o Grammy, em 66, como melhor performance instrumental de jazz com o álbum "Going Out of my Head". Em 15 de junho de 1968 teve morte prematura, vítima de um ataque cardíaco.
Wes não lia música e nunca teve uma educação músical formal. Mesmo assim marcou a guitarra no jazz ao desenvolver uma técnica própria o "thumb-picking". Wes tocava suave com muita sensibildade. Solava com oitavas (a mesma nota em duas oitavas diferentes), estilo inovador que caracterizou seu som e influenciou músicos como o seu sucessor: George Benson.
Para ler: Site Oficial - Down Beat page - Bio e Discografia no AllMusic - Fantazy Jazz Tribute - Site Tributo (completo)
Para ouvir: As inovadoras oitavas - Solo com acordes - Solo c/ oitavas em Four on Six - Solando em Airegin de Sonny Rollins - "The Incredible Jazz Guitar of Wes Montgomery" - "Full House"

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:: Sábado, Novembro 08, 2003 ::

Jimi Hendrix nasceu às 10:15 da manhã do dia 27 de novembro de 1942 em Seattle, Washington EUA. Foi mais que um virtuoso guitarrista, tornou-se símbolo de uma época. Ajudou a escrever parte da história recente como ícone da geração Paz e Amor. Hendrix foi uma estrela que virou constelação.
Seu pai James ¿Al¿ Hendrix, primeiramente chamou-o de Johnny Allen Hendrix e depois alterou seu nome para James Marshall Hendrix. Por falta de abilidade em ler música aprendeu ouvindo. Teve como influências B.B. King, Muddy Waters, Howlin' Wolf, Buddy Holly e Robert Johnson. Ganhou seu primeiro instrumento de seu pai em 1958, uma guitarra acústica de segunda mão comprada de uma amigo por 5 dólares. Rapidamente criou um grupo chamado The Velvetones. Deixou o grupo 3 meses depois. Ganhou sua primeira guitara elétrica de seu pai, uma Supro Ozark 1560S. Entrou para a banda The Rocking Kings. Em 1961 ingressou no exército americano e em 1962 foi para a brigada paraquedista. Nesta época formou o The King Casuals com o baixista Billy Cox. Depois de um acidente em um salto deixou o exército e começou a tocar como guitarrista de estúdio. Trabalhou com Tina Turner, Sam Cooke, Isley Brothers e Little Richard. Criou outro grupo o Jimmy James and the Blue Flames. Entre 65 e 66 tocou em pequenos clubs e em um destes, em NYC, foi visto pelo baixista do Animals Chas Chandler, que ficou impressionado com sua performance e o levou para Londres para produzi-lo. Chandler primeiramente mudou o nome da banda para Jimi Hendrix Experienced e introduziu o baterista Mitch Mitchell e o baixista Noel Redding. O primeiro single foi ¿Hey Joe¿ que ficou 10 semanas em destauque na parada britânica. Seguiu-se o álbum de estréia: Are You Experienced, um dos mais aclamados discos da história do rock. Neste discos estão as famosas "Purple Haze," "The Wind Cries Mary," "Foxy Lady," "Fire," and "Are You Experienced?". O disco trazia psicodelismo e muitas inovaçôes no uso da guitarra. Em junho de 1967 Hendrix retornou aos EUA para se apresentar no Monterey International Pop Festival. Em sua apresentação, na música ¿Wild Thing¿, Jimi literalmente toca fogo em sua guitarra. Este ato simbólico entrou para a história conteporãnea chocando o mundo e tornou Hendrix e sua banda famosos mundialmente.
Surpreendente, Hendrix gravaria somente mais três discos de estúdio: Axis: Bold as Love (67) e o duplo LP Electric Ladyland (68). Neste último, gravado em seu próprio estúdio o Electric Ladyland, Hendrix explorou todas as possibilidades do estúdio incorporando à guitarra distorção, técnicas de overdubs, pedais e manipulações eletrônicas, com a ajuda do engenheiro Eddie Kramer. Em 1969 desfez a banda e montou outra, o Band of Gypsies com o batera Buddy Miles e o baixista e amigo do exército Billy Cox. No verão de 1969 no festival de Woodstock, novamente chocou o mundo com sua interpretação de "Star Spangled Banner" o hino americano. Ouvia-se ali não apenas um guitarrista e sim um símbolo de uma época que representava o não a guerra e a violência.
Hendrix fez diversos contatos e gravações com vários artistas, inclusive com o gênio Miles Davis em 1968. Este encontro proporcionou novas perspecticas para o desenvolvimento do jazz. Em 18 de setembro de 1970, em Londres, Jimi Hendrix falece.
Para ler: Site Oficial - Memorial Hendrix - Bio e Discografia no AllMusic - Entrevista à revista Guitarrist

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:: Sexta-feira, Novembro 07, 2003 ::

Allan Hodsworth nasceu na cidade de Bradford, Yorkshire, Inglaterra em 6 de agosto de 1946. Allan é daqueles guitarristas que influenciou vários grandes guitarristas (como Eddie Van Halen), mas que nunca mereceu um destaque na mídia em geral. Dono de uma técnica peculiar, seu som lembra violino, devido ao uso de ligados e vibrato. Foi introduzido na música pelo seu pai que era pianista. Primeiramente começou com saxofone, sem sucesso foi tocar guitarra depois dos 17 anos. Aprendeu rapidamente o instrumento. Também aprendeu a tocar violino, fato que, notadamente, influenciou sua sonoridade e timbre. Em 72 fez teste para tocar no grupo do saxofonista Ray Warleigh em Londres. Ingressou no grupo de rock progressivo Tempest que chegou a lançar um disco. Nesta época o fusion estava nascendo e o renomado baterista Tony Williams descobriu Allan que foi convidado a ingressar na sua banda, o Tony Williams Lifetime (1975), em substituição a nada mais nada menos que John McLaughlin. Sua passagem pela banda de Williams foi rápida. Nesta época o estilo de Allan já de definia: timbre forte e limpo com notas quese que contínuas com muito vibrato. Integrou a banda Gong de 1976 a 1978 e participou de 3 discos: Expresso, Gazeuse! e Expresso II. Nesta época Holdsworth participou de gravações com Gordon Beck, Jack Bruce, UK e Soft Machine. Destaques para sua atuação no disco Enigmatic Ocean de Jean-Luc Ponty e dos dois primeiros discos do baterista Bill Bruford: Feels Good to Me e One of Kind. No disco de Ponty Allan esbanja técnica e sensibilidade e trava um saudável duelo com o violino de Ponty. Nas gravações com Bruford Allan mostra garra, rapidez, limpeza e fraseados maravilhosos e desafiantes. No final dos 70 Holdsworth começa sua carreira solo. A partir daí seguem-se várias gravações do mais puro fusion. Foi pioneiro no uso Synthaxe, uma guitarra sintetizada com formato não tradicional. Ganhou prêmios pela revista Guitar Player de 1989 a 1994. Allan Holdsworth é mais que um virtuoso na guitarra, sua sonoridade bem peculiar deu uma nova dimensão a guitarra e influenciou toda uma geração de guitarristas.
Para ler: Site Oficial - Entrevista na Guitar Player 1982 - Entrevista sobre o novo disco - Bio e discografia no AllMusic
Para ouvir: "Enigmatic Ocean" de Jean-Luc Ponty - "One of a Kind" e "Feels Good To Me" com Bill Bruford - "Metal Fatigue" solo.

:: FERNANDO VAREJAO 7.11.03 [+] ::
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:: Quinta-feira, Novembro 06, 2003 ::

Roberto Baden Powell de Aquino nasceu em 6 de agosto de 1937 em Varre-e-Sai, pequeno município ao norte do estado do Rio. Seu nome se deve a admiração de seu pai pelo General inglês fundador do escotismo. Sua família mudou-se para o Rio e aos 8 anos começou a estudar violão com Jaime Florence, o Meira que tocava nos regionais de Benedito Lacerda e Canhoto. Cresceu ouvindo os chorões reunidos em casa pelo pai, o violonista Lino de Aquino. Na Escola Nacional de Música, estudou teoria musical, harmonia e composição. Com 15 anos tornou-se músico profissional amparado por uma autorização do juizado de menores e trabalhou na Rádio Nacional. Nos anos 50 interessou-se pelo jazz e começou a se apresentar acompanhado cantores na noite carioca. Em 1962 conheceu Vinícius de Moraes. Desta parceria resultaram clássicos da música brasileira como "Samba em Prelúdio", "Berimbau", "Samba da Bênção" e a série de afro-sambas, que inclui "Canto de Xangô", "Canto de Ossanha" e "Canto de Iemanjá". Outra parceria importante foi com Paulo César Pinheiro com quem venceu a I Bienal do Samba em 1969. Tocou com vários músicos: Stan Getz em 67, Jim Hall e Barney Kessel na Alemanha em 68, Stephanne Grappelli em 74 e Sivuca com quem excursionou pela França em 96. Em 1994 apresentou-se no Rio de Janeiro, na Sala Cecília Meireles, ao lado de seus filhos - Louis Marcel (violão) and Phillipe (piano). Este memorável concerto foi lançado em CD com o título de Baden Powell & Filhos.
Baden Powell foi um gênio do violão. Com técnica exímia, aliou perfeitamente o popular e o erudito. Tornou-se famoso no mundo inteiro, principalmente na Europa onde morou, gravou muitos discos e fez várias apresentações. Em 2000, após passar vários dias no hospital com pneumonia, faleceu no dia 26 de setembro aos 63 anos.
Para ler: Site Tributo completíssimo - Site do filho Philippe - Biografia e Discografia no AllMusic - Bio e Discografia (em inglês)
Para ouvir: Baden Powell - Caixa Com 13 CD´s
Para tocar: "Samba em prelúdio" , "Berimbau" , "Canto de Ossanha" e "Samba da benção" .

:: FERNANDO VAREJAO 6.11.03 [+] ::
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:: Quarta-feira, Novembro 05, 2003 ::

Howard Duane Allman, nasceu em 20 de novembro de 1946 na cidade de Nashville no Tennessee, EUA. Um dos maiores nomes surgidos na guitarra no rock, principalmente na "Slide Guitar" foi o criador do legendário Allman Brothers.
Passou sua infância na Florida onde foi incentivado pelo irmão, Greg Allman, a tocar guitarra. Greg mais tarde declarou que depois que Duane começou a tocar "he .. passed me up like I was standing still". Em 1965 os dois irmãos formaram uma banda na Florida com o nome de Allman Joys. Depois, já em Los Angeles criaram outra banda chamada Hour Glass e gravram 2 álbuns sem sucesso. Apesar do não sucesso da banda o talento de Duane despertou o interesse de Rick Hall, proprietário de um estúdio, que o convidou para tocar no novo disco de Wilson Pickett. O trabalho de Duane neste album (Hey Jude,1968) chamou a atenção de nada mais nada menos que Eric Clapton, que declarou "I remember hearing Wilson Pickett's Hey Jude and just being astounded by the lead break at the end. .. I had to know who that was immediately - right now". De volta a Florida, em uma visita, fez uma Jam Session com amigos e surgiu a idéia de montar uma banda. Com a vinda do irmão Gregg que estava em Los Angeles, surgiu o Allman Brothers Band.
Em um show da banda em Miami, Eric Clapton, que estava gravando o disco Layla, foi ver Duane tocar. Quando entrou sentou-se na 1ª fila e Duane estava solando de olhos fechados, ao abri-los tomou um susto ao ver Clapton a sua frente e bruscamente intenrronpeu o solo. Após o show Clapton convidou Duanne para participar do disco. Após as gravações Clapton ofereceu a Duane uma vaga de guitarrista em sua banda, mas o talentoso guitarrista voltou para o Allman Brothers. Em 1971, o Allman Brothers fez um legendário show no Fillmore East Auditorium em NYC . Esta apresentação se tornou um dos melhores discos ao vivo de rock de todos os tempos.
Duane Allman faleceu precocemente (29/10/1971 na cidade de Macon na Georgia, EUA) em um trágico acidente de moto, no qual tentou desviar de um caminhão e perdeu o controle de sua Harley Davidson. Tinha apenas 24 anos. Apesar de uma curta carreira Duane até hoje é lembrado como um dos maiores guitarristas do Rock.
Para ler: Site Oficial - Eric Clapton descreve seu encontro com Duane - Entrevista com Gregg Allman
Para ouvir: "Allman Brothers Live At Filmore East" - "The Allman Brothers Band 1st album" - "Idlewild South" - "Duane Allman Anthology 1 & 2".

:: FERNANDO VAREJAO 5.11.03 [+] ::
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:: Terça-feira, Novembro 04, 2003 ::

Andrés Segovia nasceu na cidade espanhola de Linares em 21 fevereiro de 1893. É o "pai" do violão clássico. Se hoje o violão é um instrumento de concerto e dos mais apreciados é por causa de Segovia. Até o aparecimento de Segovia o violão era considerado um instrumento de pessoas de "baixo nível". Com seu talento e muita persistência Segovia mostrou ao mundo que o violão era tão importante como o piano e violino. Na infância seu tio cantava músicas e o jovem Segovia tocava literalmente "air guitar" para acompanhá-lo. Por sorte havia um Luthier perto de sua casa com o qual conseguiu seu primeiro violão e começou a tocar aos 4 anos de idade. Apesar de não ter apoio familiar, aos 16 anos fez seu primeiro concerto e aos 20 teve sua estréia como profissional em Madrid. Causou um tremendo "alarde" no mundo da música com suas composições e transcrições de Tárrega e Bach. Muitos achavam que música erudita não poderia ser executada no violão. Segovia também enfrentou um problema técnico: os violões não produziam um som com volume e timbre necessários para uma boa audição em teatro. Isso fez o mestre pesquisar com Luthiers da época até achar os melhores materiais para que o violão tivesse uma sonoridade clara e com bom volume. Conseguiu, e a introdução das cordas de nylon ajudaram a tornar o violão audível em uma sala de concerto. Em 1927 fez sua estréia na américa tocando em New York e mais uma vez "estarreceu" a audiência. Viajou o mundo e teve contato com Heito Villa-Lobos que já fazia composições próprias para o violão. Fez várias transcrições a mais famosa é a Chaconne de Bach para violino, muito famosa e com um elevado grau de dificuldade de excução. Teve vários alunos, entre os quais John Williams e Christopher Parkening. Usou os seguintes violões: Manuel 1912 Ramirez, Herman 1937 Hauser e Jose 1961-1987 Ramírez . Faleceu em 2 de junho de 1987 deixando seu nome escrito na história da música universal.
Para ler: Museu Segovia - Biografia - Artigo sobre o 1º concerto em NY 1927
Para tocar: Escalas Diatônicas

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:: Segunda-feira, Novembro 03, 2003 ::

Patrick Bruce Metheny ou Pat Metheny nasceu em Lee´s Summit, MO nos EUA em 12 de agosto de 1954. Pat Metheny é mais que um excelente guitarrista: é um gênio da música moderna. Além de ter uma técnica soberba ele cria composições como poucos na música. Seu estilo principal é o jazz, desde de o tradicional ao fusion. Apaixonado pelo Brasil tem parcerias com Toninho Horta, Milton Nascimento e Nana Vasconcelos. Sua música é universal e atemporal, seu timbre e estilo de tocar são facilmente reconhecidos. Começou como "tiete" do vibrafonista Gary Burton e depois de tanto insistir conseguiu despertar o interesse de Burton que o cconvidou para tocar em sua banda (1974-1977). Por orientação de Burton estudou na Miami University e foi conteporâneo de Jaco Patorius e Steve Morse. Foi o mais jovem professor da famosa Berckley University. Criou a banda que leva seu nome junto com o tecladista e eterno parceiro Lyle Mays. Possui uma discografia ampla e bem variada. Pat Metheny é uma das lendas vivas da música e já escreveu seu nome na história da guitarra.
Para ouvir: "Bright Size Life" (1º disco com Jaco Patorius 1975), Pat Metheny Group (1975), First Circle (1984), Question and Answer (1989) e We Live Here (1994)
Para ler: Site Oficial - na ECM Records - entrevista na Guitar World 1985
Para Tocar: Talaturas
:: FERNANDO VAREJAO 3.11.03 [+] ::
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:: Domingo, Novembro 02, 2003 ::

EDWARD LODEWIJK VAN HALEN ou Eddie Van halen nasceu em Amsterdam, Holanda em 26 de janeiro de 1955. Estabeleceu-se nos EUA onde formou o grupo homônimo. Revolucionou a guitarra com seu jeito de tocar, expandiu as possibilidades do instrumento e se tornou o mais cultuado guitarrista desde Jimi Hendrix. Teve como maiores influências Jimmy Page, Eric Clapton e Allan Holdsworth. Em 1990 o 1º disco do Van Halen foi considerado o melhor disco de guitarra dos últimos 20 anos em votação pelos leitores da revista Guitar Player. Pat Metheny em entrevista na Guitar World (maio de 1985) declarou: "To tell you the truth, I think Eddie Van Halen is one of my favorite guitar players. Eddie Van Halen sounds like a post-Coltrane saxophone player to me."
Para ouvir: "Eruption" (Van Halen I), "Cathedral" (Diver Down) e "Respect the Wind" (música que finaliza o filme "Twister").
Pra ler: site oficial - 1ª reportagem na Guitar Player 1978 - 1ª entrevista na Guitar Player 1980
Para tocar: Tablaturas

:: FERNANDO VAREJAO 2.11.03 [+] ::
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Este blog tem o objetivo de divulgar informações sobre grandes guitarristas, independente do estilo de música.
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